Atropelamento em Albufeira fez 12 feridos na rua da Oura e o condutor foi detido com 1,29 g/l
A GNR diz que o carro arrancou de um lugar de estacionamento na Rua Francisco Sá Carneiro por volta das 03h00, ignorou duas ordens de paragem e avançou sobre os peões e o dispositivo policial. Dos 12 feridos, um está em estado grave e dois são militares da Guarda.
Doze pessoas ficaram feridas esta madrugada em Albufeira depois de um carro ter avançado sobre peões e sobre um dispositivo da GNR na Rua Francisco Sá Carneiro, a artéria de bares que toda a gente no Algarve trata por rua da Oura. Uma das vítimas está em estado grave. Duas são militares da Guarda.
Segundo o esclarecimento do Comando Territorial de Faro, tudo começou por volta das 03h00, com uma viatura estacionada na via pública a iniciar a marcha. Os militares mandaram-na parar. O condutor não parou: inverteu a marcha, foi novamente intimado a parar momentos depois e, em vez disso, seguiu em frente na direção das pessoas e dos próprios agentes, atropelando várias. Na fuga embateu noutro veículo, tentou escapar a pé e foi intercetado ali mesmo pelo Grupo de Intervenção de Ordem Pública.
O homem, de 35 anos, ficou detido por ofensa à integridade física qualificada, condução sob o efeito do álcool e condução perigosa. Soprou 1,29 g/l no teste de alcoolemia, mais do dobro do limite a partir do qual conduzir passa a ser crime em Portugal, e foi ainda sujeito a exames toxicológicos. O caso já seguiu para o tribunal competente, que decide as medidas de coação.
Quem são os feridos
Onze dos doze feridos são ligeiros. O Ministério da Administração Interna adiantou que as vítimas civis têm entre 18 e 22 anos, a faixa etária que enche aquela rua nas noites de verão. Dois dos feridos foram encaminhados para o hospital de Portimão pela gravidade das lesões e outros receberam tratamento em Faro. Ao final da tarde desta terça-feira, a maioria já tinha tido alta.
A rua da Oura está fechada ao trânsito à noite precisamente porque, a partir de certa hora, deixa de ser uma rua e passa a ser um corredor de peões. É esse o detalhe que torna o caso diferente de um despiste: havia um dispositivo policial no local e havia ordens de paragem, duas, antes de o carro avançar.
Não é a primeira vez este verão que uma noite de diversão numa zona turística acaba com feridos e uma investigação em curso — em Lisboa, os disparos na Baixa que feriram uma turista sueca levaram ao reforço do policiamento na zona em agosto. A GNR diz que continua a apurar em detalhe todas as circunstâncias do que aconteceu na Oura.
Por Marta Carneiro
Imagem: Kolforn / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)