O IPMA pôs 14 distritos sob aviso amarelo, com granizo e rajadas até 90 km/h
Aguaceiros por vezes fortes e trovoada em quase todo o continente até ao fim do domingo, com acumulações de 10 a 20 milímetros numa hora e vento do quadrante sul a reforçar no litoral oeste.
Aveiro, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria, Lisboa, Porto, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu. São catorze dos dezoito distritos do continente, todos em aviso amarelo este domingo, e o motivo é o menos esperado num fim de agosto: aguaceiros por vezes fortes e trovoada.
O aviso do Instituto Português do Mar e da Atmosfera vale até ao fim do dia e vem com números concretos, que é o que costuma faltar quando se fala de mau tempo. A precipitação pode acumular entre 10 e 20 milímetros numa única hora. O granizo que caia terá menos de dois centímetros de diâmetro. E as rajadas associadas às células de trovoada podem chegar aos 90 quilómetros por hora, com um piso mínimo nos 70.
Nada disto seria notícia em novembro. Em pleno mês de férias, com metade do país na praia ou na estrada, é outra conversa.
O que está previsto, hora a hora
A previsão aponta chuva sobretudo no litoral oeste e a partir do meio da manhã, podendo ser persistente, por vezes forte e acompanhada de trovoada. O vento sopra do quadrante sul e reforça no litoral e nas terras altas, o que interessa a quem tenha planos no mar ou na serra.
Um aviso amarelo é o primeiro dos três níveis do sistema português e significa uma situação de risco para atividades que dependam do estado do tempo. Não é um aviso de emergência. É um aviso de que vale a pena olhar para o céu antes de sair de casa, e a lista atualizada por distrito está na página de avisos do IPMA.
Os quatro distritos que ficaram de fora
Beja, Évora, Faro e Portalegre não constam da lista. O Alentejo e o Algarve ficam fora da instabilidade que entra pelo Atlântico, o que também explica por que razão este domingo se parece com dois países diferentes conforme o sítio onde se acordou.
A chuva chega, de resto, a um continente que acaba de atravessar o julho mais seco deste século, com a seca meteorológica estendida a todo o território. Uma tarde de aguaceiros fortes não desfaz um défice acumulado ao longo de meses, e quando cai depressa sobre solo seco a água escorre mais do que se infiltra. O que muda é o risco de incêndio nas próximas horas, e isso, em agosto, já é bastante.
Por Marta Carneiro
Imagem: Walterpeitz / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)