A U.Porto tem 126 bolsas da Caixa para dar até 17 de novembro (e somam-se à bolsa da DGES)
A 3.ª edição das Bolsas Caixa Geral de Depósitos paga 800 euros a quem está em licenciatura ou mestrado integrado e 1.200 euros em mestrado ou doutoramento. Pede média de 12 e rendimento per capita até 25 vezes o IAS, cerca de 13.428 euros por ano. Estudantes internacionais com residência em Portugal também concorrem.
Candidatar / Saber maisA Universidade do Porto tem 126 bolsas da Caixa Geral de Depósitos com candidaturas abertas até 17 de novembro. São 800 euros para quem está em licenciatura ou mestrado integrado e 1.200 euros para mestrado e doutoramento, pagos de uma vez por transferência.
É a terceira edição. Na segunda, em 2025, eram 111 bolsas, por isso este ano há mais 15 (pelas nossas contas, um aumento de 13,5%).
A bolsa da Caixa soma-se à bolsa da DGES?
Soma. O regulamento diz que é cumulável com a bolsa pública do ensino superior, aquela que se pede na DGES e cujo prazo normal fechou a 2 de outubro. Há um limite que convém saber já: cada estudante só pode receber a bolsa da Caixa em dois anos letivos, seguidos ou não.
O programa nasceu precisamente para quem fica de fora do sistema público. O texto fala de estudantes portugueses que não conseguiram bolsa e de estudantes internacionais que deixaram de ter acesso à ação social. Basta ter residência em Portugal, temporária ou definitiva, na altura da candidatura.
Quem pode concorrer às bolsas CGD da U.Porto?
Lemos o regulamento que a universidade liga ao anúncio. As condições são três:
- estar inscrito na U.Porto num curso que dá grau, a pelo menos 54 créditos (ECTS), salvo quem está a acabar o curso ou em tempo parcial;
- ter média de 12 valores ou mais no ano letivo anterior;
- ter um rendimento per capita até 25 vezes o IAS, o Indexante dos Apoios Sociais.
Traduzindo o último ponto: o IAS de 2026 é 537,13 euros, portanto o teto é 13.428 euros por pessoa e por ano, cerca de 1.119 euros por mês. Grosso modo, soma-se o rendimento anual do agregado e divide-se pelo número de pessoas. Numa família de quatro, isso deixa entrar agregados até perto de 53.700 euros por ano.
Como é feita a seriação?
A nota final pesa 60% o mérito e 40% o rendimento. A média dá de 1 a 5 pontos (12 a 14 valores vale 1, acima de 18,5 vale 5). O rendimento também vai de 1 a 5, e o máximo fica para quem está abaixo de 19 vezes o IAS, ou seja, menos de cerca de 850 euros por pessoa e por mês. Em caso de empate contam mais irmãos a estudar, ser estudante deslocado e família monoparental.
Note que o regulamento pode ser ajustado em cada edição, por isso confirme o edital antes de submeter.
Como se faz a candidatura?
Num formulário online no portal dos Serviços de Ação Social (SASUP), com toda a documentação anexada: comprovativo de inscrição, de residência, da média e a declaração de IRS do ano passado. Quem não entrega IRS junta uma declaração sob compromisso de honra; estudantes internacionais podem usar o documento de rendimentos do país de origem. Falta um papel e a candidatura é excluída, sem recurso.
Os resultados chegam por e-mail até 7 de dezembro.
Por Miguel Sarmento
Imagem: GualdimG / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)