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Gráfico de barras com o valor de prémio isento de IRS por salário base mensal: 920 euros/mês dá 773 euros isentos, 1.200 dá 1.008, 1.835 dá 1.541 e 2.500 dá 2.100
Oportunidades 29 de agosto de 2026

O seu prémio pode chegar isento de IRS. Depende de a empresa ter aumentado salários

Até 6% da retribuição base anual fica fora do IRS e da Segurança Social em 2026. O tecto conta 14 meses, não 12 — e o desconto é feito na mesma no mês em que o prémio é pago.

Se receber um prémio de produtividade este ano, há uma boa hipótese de ele não pagar IRS. E há uma condição que não depende de si.

A regra é esta: até 6% da retribuição base anual, os prémios de produtividade, de desempenho, as participações nos lucros e as gratificações de balanço ficam isentos de IRS e ficam fora da base de incidência da Segurança Social, desde que sejam pagos de forma voluntária e sem carácter regular. A parte que passe dos 6% é tributada como sempre foi.

O tecto é maior do que parece

A pergunta óbvia é quanto vale, na prática, esse tecto. E aqui está a parte que quase ninguém explica.

A Autoridade Tributária esclareceu que “retribuição base anual” não são doze meses de ordenado. São catorze: o salário base durante o ano, mais o subsídio de Natal e o subsídio de férias, que são obrigatórios. Num salário base de 920 euros — o salário mínimo em vigor este ano — a conta dá 12.880 euros de retribuição base anual, e o tecto isento fica em 773 euros. Quem ganhe perto do salário médio de 1.835 euros tem um tecto de 1.541 euros.

A própria AT descreve a medida, citando o programa de Governo que lhe deu origem, como o equivalente a um 15.º mês.

A condição está do lado do empregador

Agora a parte que trava tudo. A isenção só se aplica se, nesse ano, a entidade patronal tiver feito um aumento salarial elegível para efeitos do artigo 19.º-B do Estatuto dos Benefícios Fiscais.

Não basta aumentar-lhe o ordenado a si. O artigo exige duas coisas ao mesmo tempo: que a retribuição base anual média da empresa suba face ao fim do ano anterior, e que os trabalhadores que ganhavam abaixo dessa média tenham tido também eles um aumento. Em 2025 a fasquia estava nos 4,7% em ambos os casos. Para 2026 desceu ligeiramente, para 4,6%.

Ou seja: dois colegas com o mesmo prémio, na mesma função, em empresas diferentes, podem ter destinos fiscais opostos. Um fica isento. O outro paga.

Houve pelo menos um esclarecimento que aliviou o regime. O texto do acordo de concertação social que criou a medida falava em empregadores abrangidos por um instrumento de regulamentação coletiva de trabalho celebrado ou atualizado há menos de três anos. O Fisco veio dizer, em 2026, que a isenção de IRS não depende disso.

Vai ver o desconto na mesma

Convém preparar-se para uma desilusão no recibo. Mesmo que o prémio venha a ficar isento, há retenção na fonte no mês em que ele é pago, à taxa que recai sobre a remuneração mensal desse mês.

A razão é prosaica. Quando paga o prémio em março ou em junho, a empresa ainda não sabe se vai fechar o ano a cumprir os 4,6%. Só no fim do exercício é que sabe. Aí, se cumpriu, entrega declarações de substituição a discriminar os valores isentos com o código A41 — e a AT diz expressamente que essa substituição não tem coima associada.

O dinheiro aparece depois, no acerto do IRS.

FAQ

O prémio tem de estar no contrato para ser isento?

Não. Pelo contrário: tem de ser pago de forma voluntária e sem carácter regular. Se constituir um direito seu, previsto no contrato ou atribuído segundo critérios preestabelecidos com que possa contar, não entra na isenção.

Como sei se a minha empresa cumpriu a condição?

A declaração anual de rendimentos que a entidade patronal lhe entrega tem de mencionar expressamente que o aumento salarial elegível foi cumprido, e identificar quanto do que recebeu está abrangido pela isenção. Se essa menção não estiver lá, não houve isenção.

E se o prémio for maior do que 6%?

Só a parcela até ao limite fica isenta. O excedente mantém-se como rendimento do trabalho dependente e é tributado normalmente.

A isenção também abrange a Segurança Social?

Sim. As importâncias abrangidas ficam excluídas da base de incidência contributiva, o que significa que não descontam TSU dentro daquele limite.

Por Miguel Sarmento

Infografia: Tugadaily · cálculo próprio sobre a regra da Autoridade Tributária

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Oportunidades 24 de agosto de 2026

Os certificados de aforro estão a bater no teto de 2,5% (e a Euribor já passou por cima dele)

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Cartaz oficial do programa Laç(z)os Artísticos com a indicação candidaturas abertas
Oportunidades 23 de agosto de 2026

Se faz artes visuais, circo ou artes de rua, há 20 bolsas de mobilidade até 15 de setembro

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Passagem elevada da Universidade da Beira Interior sobre uma rua da Covilhã, com o nome da instituição gravado na estrutura
Oportunidades 22 de agosto de 2026

A 2.ª fase do ensino superior abre segunda-feira com 6.639 vagas, menos 42,3% do que em 2025

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Cartaz oficial do Open Call do Incubation Space Program da BSC AI Factory, com os logótipos da EuroHPC, FCT, FCCN, CNCA e PRR
Oportunidades 21 de agosto de 2026

Há supercomputação de graça para quem estiver a construir IA no Porto (e as candidaturas fecham a 15 de setembro)

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Oportunidades 19 de agosto de 2026

São 1,25 milhões para empresas que olham para a Terra a partir do espaço, e o primeiro prazo fecha a 2 de outubro

A Agência Espacial Portuguesa fixou três datas de avaliação do programa InCubed da ESA até 2028. As candidaturas estão sempre abertas; o que tem data é a avaliação.

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Gráfico de barras com as colocações de professores em zonas carenciadas: Grande Lisboa 3.317, Península de Setúbal 1.566 e Algarve 1.011
Oportunidades 18 de agosto de 2026

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Gráfico de barras Tugadaily com a dotação do aviso COMPETE2030-2026-7: 45 milhões no total, 38,25 milhões de FEDER e 6,75 milhões de contrapartida nacional
Oportunidades 17 de agosto de 2026

Este concurso abre 45 milhões aos CoLAB e centros tecnológicos, e só três regiões podem candidatar-se

O aviso COMPETE2030-2026-7 tem 45 milhões de euros para ações de transferência de conhecimento, 85% pagos por fundos europeus. Candidaturas até às 17h00 de 15 de outubro, e só para o Norte, Centro e Alentejo.

Há dinheiro novo para o pedaço do sistema científico de que quase ninguém fala: as instituições que ficam a meio caminho entre um laboratório universitário e uma fábrica. O aviso COMPETE2030-2026-7 abriu a 12 de agosto com 45 milhões de euros e fecha às 17h00 de 15 de outubro. Destina-se aos Laboratórios Colaborativos, os CoLAB, e aos Centros de Tecnologia e Inovação, os CTI. São entidades de interface: existem para pegar em investigação e empurrá-la para…

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Oportunidades 15 de agosto de 2026

A Gulbenkian paga até 5.000 euros para levar o seu trabalho lá fora (mas não paga honorários)

O Apoio à Internacionalização está aberto até 31 de outubro, para artistas, curadores e programadores de artes performativas, artes visuais, cinema e cruzamentos. Cobre viagem, alojamento e refeições, e obriga a candidatar com 30 dias de antecedência.

Há um apoio da Fundação Calouste Gulbenkian aberto desde janeiro que fecha a 31 de outubro e que, ao contrário da maior parte dos concursos, não tem uma data única de submissão: as candidaturas ao Apoio à Internacionalização entram em contínuo e a decisão sai no prazo de 30 dias. O teto de referência é de 5.000 euros por projeto. Serve para uma coisa concreta: pagar a deslocação de artistas, curadores e programadores que vão participar em iniciativas de…

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