Prestação Social Única aprovada: vários apoios num só
PSD, CDS e PS juntaram-se para criar a Prestação Social Única, cumprir uma meta do PRR e desbloquear 620 milhões de euros da UE.
Por uma vez, esquerda e direita encontraram-se no mesmo sítio. O Parlamento aprovou a criação da Prestação Social Única (PSU), uma reforma que promete juntar vários apoios sociais dispersos numa só prestação — e que vinha a ser exigida há anos por quem se queixa de uma teia de subsídios difícil de navegar.
O que muda
A ideia é simples de explicar e complicada de executar: em vez de o cidadão andar de balcão em balcão a pedir apoios separados, com regras e prazos diferentes, passa a existir um mecanismo que os agrega. Menos burocracia, menos sobreposições, mais clareza sobre quem recebe o quê.
O acordo entre PSD, CDS-PP e PS não foi só simbólico. Ao aprovar a medida, Portugal cumpre uma meta do Plano de Recuperação e Resiliência e desbloqueia um pedido de pagamento de 620 milhões de euros à União Europeia — dinheiro que estava à espera precisamente deste passo.
O ruído à volta
Nem tudo são rosas no Parlamento. O presidente do PS, Carlos César, acusou o primeiro-ministro de manter uma dependência política do Chega, num clima em que cada votação é lida também como manobra de tabuleiro. O líder do Chega, André Ventura, continua a ser o fiel da balança em muitas decisões.
Veja também: Portugal aperta a lei da imigração e o regresso ao Conselho de Segurança da ONU. O calendário do PRR está no portal do Governo.
Imagem: Wikimedia Commons