As novas sondagens dão o PS à frente — mas AD e Chega discutem o segundo lugar ao décimo
Duas sondagens publicadas a 16 de julho dão o PS na liderança: a Intercampus com 23,3% contra 20% da AD e 19,4% do Chega, e a Universidade Católica com PS e AD empatados nos 29%. Habitação, saúde e educação pesam na avaliação do Governo.
Duas sondagens no mesmo dia, duas fotografias diferentes do país — e um ponto em comum: o PS continua à frente. A Intercampus, com trabalho de campo de 9 a 14 de julho, dá aos socialistas 23,3% das intenções de voto, menos um ponto do que em junho. A novidade está atrás: a AD recupera o segundo lugar com 20% e o Chega desce ao terceiro com 19,4% — um empate técnico em que os lugares trocam consoante a semana.
O que dizem as sondagens de julho de 2026?
Que a corrida está mais apertada do que parece. No mesmo dia saiu o barómetro da Universidade Católica para a RTP, feito de 6 a 10 de julho, e aí PS e AD aparecem empatados nos 29%, com o Chega nos 21%. As metodologias e as datas diferem, mas a leitura conjunta é clara: a vantagem socialista existe, só que encolheu, e o segundo lugar é uma discussão ao décimo.
E como estão os líderes?
Sem vencedor. Na sondagem da Católica, José Luís Carneiro e Luís Montenegro recebem exatamente a mesma nota — 10 numa escala até 20 —, o que diz muito sobre o entusiasmo do eleitorado. Mais atrás, a Intercampus coloca a IL nos 7,6% e o Livre nos 6,8%, a lutarem pelo primeiro lugar fora do pódio.
O pano de fundo não ajuda o Governo: a avaliação negativa subiu, com habitação, saúde e educação no topo do descontentamento — a mesma semana em que Montenegro atravessou o debate do Estado da Nação entre exames e faturas. Os resultados oficiais de eleições, quando chegarem, publicam-se na CNE; até lá, são as sondagens a marcar o compasso — com a margem de erro sempre à espreita.
Imagem: Carlos Luis M C da Cruz / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)