Preços das casas continuam a subir no arranque de 2026
O índice de preços da habitação voltou a subir no primeiro trimestre. Olhamos para os números e para o que isso significa de norte a sul.
Se andava à espera de uma trégua nos preços das casas, o primeiro trimestre de 2026 não a trouxe. O índice de preços da habitação voltou a subir, prolongando uma escalada que já dura anos e que poucos sinais dá de querer parar.
Os números contam uma história simples: a procura continua a superar a oferta. Construímos pouco, reabilitamos devagar, e a população, sobretudo nas cidades, continua a precisar de teto. Junte-se o turismo e o investimento estrangeiro e percebe-se por que os preços teimam em subir.
Não é igual em todo o lado
A média esconde realidades muito diferentes. Lisboa, Porto e o litoral algarvio puxam os valores para cima, enquanto muitas zonas do interior continuam a oferecer preços bem mais acessíveis, com o problema oposto: falta de gente e de serviços.
Para as famílias, o efeito prático é o de sempre. Comprar exige cada vez mais poupança à cabeça, e arrendar tornou-se uma corrida de obstáculos nas grandes cidades. Os mais jovens são os que mais sentem o aperto, muitas vezes empurrados para mais longe ou para casa dos pais durante mais tempo.
O mercado pode estar a perder alguma velocidade no número de negócios, mas em preço a inércia é forte. Quem decide comprar deve fazer as contas com folga, pensando na prestação de amanhã e não só na de hoje.
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Imagem: Sergei Gussev / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)