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O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, e o comissário europeu dos Assuntos Internos e Migração, Magnus Brunner, diante das bandeiras de Portugal e da UE, em Lisboa
Imigração 7 de novembro de 2026

Portugal ficou fora das listas de pressão migratória de Bruxelas. Num indicador, só um país está à frente

O relatório anual da Comissão Europeia sobre asilo e migração (COM(2026) 835, de 6 de novembro) põe Grécia, Chipre, Itália e Espanha sob pressão e Portugal em nenhuma categoria. Mas o país é 2.º nos alertas de regresso do Sistema Schengen e 3.º em ordens de saída, face ao PIB e à população.

Portugal não está sob pressão migratória, não está em risco dela e não enfrenta uma “situação migratória significativa”. É isso que diz o relatório anual de asilo e migração que a Comissão Europeia publicou a 6 de novembro, o primeiro desde que o Pacto em Matéria de Migração e Asilo passou a aplicar-se, a 12 de junho.

Só que o mesmo documento dedica um parágrafo inteiro a cinco países que ficaram fora de todas as categorias e, ainda assim, têm “situações específicas” que Bruxelas quis registar. Portugal é o primeiro da lista.

Porque é que a Comissão Europeia destaca Portugal no relatório de migração?

Por causa dos alertas de regresso. Tendo em conta o PIB e a população, Portugal teve o segundo maior número de “hits” em alertas de regresso do Sistema de Informação Schengen enquanto país de destino. Um alerta de regresso é o registo, partilhado por todas as polícias do espaço Schengen, de que uma pessoa recebeu ordem para sair da UE. Um “hit” acontece quando essa pessoa volta a aparecer num controlo.

Os outros quatro países da mesma lista são Malta, Eslováquia, Suécia e Hungria, cada um por uma razão diferente.

Quantas ordens de saída emite Portugal?

O relatório não dá o número português, mas dá a posição: face ao PIB e à população, Chipre é de longe o país que mais ordens de regresso emite, seguido da Croácia e de Portugal. Entre julho de 2025 e junho de 2026, a UE emitiu 463 mil ordens destas (menos 5%) e executou 142 mil regressos efetivos (mais 11%).

Uma nota de rodapé diz a quem: em Portugal, as ordens foram sobretudo para cidadãos do Brasil, da Índia e de Angola. É um retrato muito diferente do francês (Argélia, Tunísia, Marrocos) ou do alemão (Turquia, Síria, Afeganistão), e encaixa no que já se sabia sobre as regras da ordem europeia de regresso, que passa a valer de um país para o outro.

Quantos refugiados ucranianos com proteção temporária estão em Portugal?

Eram 68.310 em junho de 2026, segundo o quadro da Comissão. Pelas nossas contas, é cerca de 1,55% dos 4,4 milhões de beneficiários de proteção temporária em toda a UE. Só a Polónia acolhe 961 mil.

O relatório nota ainda duas coisas sobre o acolhimento em Portugal. Os beneficiários de proteção temporária são mais de metade das pessoas alojadas no sistema de acolhimento de requerentes de asilo, como na Finlândia, Suécia, Áustria e Eslovénia. E Portugal está entre os países que aumentaram a capacidade de alojamento, ao lado da Croácia e da Dinamarca.

O que falta Portugal fazer para cumprir o Pacto?

Portugal já notificou Bruxelas de que transpôs por completo as novas regras de acolhimento. O que ainda não fez foi designar formalmente o mecanismo nacional que vigia o respeito pelos direitos fundamentais na triagem e no procedimento de asilo na fronteira. Está nessa situação com a Bélgica, Hungria, Itália, Lituânia, Malta, Países Baixos e Suécia, e o relatório diz que o trabalho “está em curso”.

Quem está sob pressão migratória, segundo Bruxelas?

Grécia e Chipre, pela soma de chegadas e pedidos. Itália, pelos desembarques após operações de salvamento no mar. E Espanha, que pediu para contar com a entrada em massa em Ceuta a 30 e 31 de julho, já fora do período analisado. Estes quatro podem recorrer à reserva de solidariedade, o mecanismo em que os outros Estados-membros ajudam com recolocações, dinheiro ou meios.

No conjunto da UE, os números continuam a descer. As travessias irregulares das fronteiras externas caíram 32% e os pedidos de proteção internacional 16%, para 730.800. Ficar fora das listas não tira Portugal da conversa: tira-o apenas da fila de quem recebe ajuda.

Por Juliana Castilho

Imagem: Carlos Costa / União Europeia, 2025 / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Loja do Cidadão, onde funcionam balcões de atendimento da AIMA
Imigração 6 de novembro de 2026

AIMA em acompanhamento: prazos, backlog e novidades

Acompanhamento contínuo da AIMA — backlog de processos, prazos de renovação, biometria, golden visa e mudanças de serviço. Atualizado a cada novidade.

Se está a tratar de residência ou nacionalidade, esta é a página para guardar nos favoritos. Em vez de um artigo por cada anúncio, reunimos aqui o essencial da AIMA: backlog de processos, prazos de renovação, biometria, golden visa e mudanças de serviço. Para as regras da cidadania, veja a nova lei da nacionalidade. A informação oficial está na AIMA. A AIMA passou a ter um caminho próprio para o primeiro pedido de autorização de residência permanente:…

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Balcões de check-in do Terminal 2 do aeroporto de Lisboa, com filas de passageiros e malas junto às companhias low-cost e uma placa a dizer Bem-vindo
Imigração 5 de novembro de 2026

Saíram de Portugal 782 mil pessoas em cinco anos. Em 2025, mais de metade eram estrangeiros

O INE refez as contas da emigração entre 2021 e 2025 com dados administrativos e o total quase quintuplicou. A diferença está em quem conta: a nova série inclui os estrangeiros que deixam de aparecer nos registos, e em 2024 e 2025 foram eles a maioria de quem partiu.

O Instituto Nacional de Estatística refez as contas e a emigração dos últimos cinco anos ficou muito maior do que se pensava. Segundo a série revista, que o Jornal de Negócios detalha a partir do Público, saíram de Portugal 782.248 pessoas entre 2021 e 2025. Só para 2021 a 2024, a estimativa antiga andava pelas 124 mil saídas. A nova passa das 602 mil, quase cinco vezes mais.

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Ilustração de um mostrador de pontuação com uma folha de ácer vermelha e o ponteiro quase no máximo, ao lado de um estetoscópio e de um envelope de oferta de emprego, com montanhas nevadas e pinheiros ao fundo
Imigração 3 de novembro de 2026

O Canadá passa a dar até 100 pontos a ofertas de emprego bem pagas, e deixa de exigir a LMIA

Desde 3 de novembro, o Express Entry pontua as ofertas de emprego e a experiência canadiana pelo salário mediano da profissão: 100, 70 ou 50 pontos por oferta, até 150 pela experiência. Enfermeiros, farmacêuticos e programadores estão no escalão de topo. Os sorteios param até duas semanas para recalcular perfis.

O Canadá mudou esta terça-feira a forma como pontua quem quer lá ficar. A partir de 3 de novembro, o Express Entry, o sistema que gere a maior parte dos pedidos de residência permanente por via económica, passa a medir as ofertas de emprego e a experiência de trabalho pelo salário da profissão. E deixa cair uma exigência que travava muita gente: a LMIA, a avaliação de impacto no mercado de trabalho que o empregador tinha de pedir para a oferta contar. O…

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Shabana Mahmood, ministra do Interior britânica, sorri de pé ao lado de uma bandeira do Reino Unido
Imigração 2 de novembro de 2026

O Reino Unido passa a exigir 10 anos para a residência permanente. Quem tem o settled status fica de fora

A ministra do Interior, Shabana Mahmood, confirmou a 2 de novembro o modelo de 'earned settlement': 10 anos por defeito, 5 para quem ganha mais de 50.271 libras ou trabalha como médico, enfermeiro ou professor, 3 acima de 125.141. O EU Settlement Scheme, onde estão os portugueses que chegaram antes do Brexit, fica fora da reforma.

O Reino Unido vai duplicar o tempo de espera pela residência permanente. A ministra do Interior, Shabana Mahmood, apresentou esta segunda-feira na Câmara dos Comuns a versão final do chamado earned settlement, e o comunicado do Home Office fixa o novo ponto de partida em 10 anos, contra os 5 que vigoravam até aqui para a indefinite leave to remain. Para a comunidade portuguesa, a primeira pergunta tem resposta curta. Quem lá vive com estatuto ao abrigo do…

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Ilustração de um portátil numa sala de embarque ao anoitecer, com um círculo de estrelas a meio de carregar no ecrã, um passaporte azul na mesa e um anzol com um cartão pendurado, enquanto um avião descola lá fora
Imigração 1 de novembro de 2026

Ainda não há ETIAS. Quem lhe cobrar por um está a enganá-lo

O site oficial da UE continua a dizer que o ETIAS não está em funcionamento e não recebe pedidos, e promete anunciar a data com vários meses de antecedência. Entretanto multiplicam-se sites que cobram pela autorização. O que convém saber antes de pagar seja o que for.

Se alguém lhe pediu dinheiro por um ETIAS, a autorização eletrónica que a União Europeia quer exigir a quem viaja sem visto, não foi a União Europeia. A 1 de novembro de 2026, o site oficial do ETIAS continua a dizer, preto no branco, que o sistema não está em funcionamento e que nenhum pedido está a ser recolhido. A mesma página acrescenta uma promessa que diz muito sobre o calendário: a UE vai anunciar a data de arranque "vários meses" antes do…

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Ilustração de um frasco de vidro com notas e moedas numa secretária, ao lado de uma pilha de livros, uma moeda de libra e um bilhete de viagem, com a silhueta de uma cidade com roda gigante ao fundo
Imigração 31 de outubro de 2026

Vai estudar para Londres no próximo ano? O Reino Unido passa a pedir 14.130 libras na conta

A partir de 30 de novembro, quem pede visto de estudante para um curso em Londres tem de provar 1.570 libras por mês durante nove meses (mais 369 libras do que hoje). Fora de Londres são 1.203 por mês. As mesmas regras já preparam o regresso do Erasmus+ ao país em 2027, e aí o visto de estudante pode deixar de ser preciso.

Quem está a planear um mestrado ou uma licenciatura em Londres para o próximo ano letivo vai precisar de mais dinheiro parado no banco. A partir de 30 de novembro, o visto de estudante britânico exige prova de 1.570 libras por mês para viver em Londres, contra as 1.529 de hoje. Fora da capital, o valor passa de 1.171 para 1.203 libras. Parece pouco. Não é, porque a conta faz-se a nove meses. O Reino Unido pede meios de subsistência até um máximo de nove…

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Ilustração de uma folha de prova com caixas assinaladas, um lápis e um cartão com uma impressão digital, numa secretária de madeira em frente a uma parede de azulejos azuis
Imigração 30 de outubro de 2026

O regulamento da nova lei da nacionalidade foi aprovado (74 dias depois do prazo)

O Conselho de Ministros aprovou a 29 de outubro o decreto-lei que regulamenta a Lei Orgânica n.º 1/2026: as provas de língua, cultura, história e instituições, o requisito de meios de subsistência, a declaração de adesão ao Estado de direito e a recolha de dados biométricos. Ainda falta a promulgação e a publicação.

O Governo aprovou na quinta-feira, 29 de outubro, o decreto-lei que regulamenta a nova Lei da Nacionalidade. É o manual de instruções da lei que entrou em vigor em maio, e chega 74 dias depois do prazo que a própria lei fixava. A Lei Orgânica n.º 1/2026 foi publicada a 18 de maio e dava ao Governo 90 dias para mexer no Regulamento da Nacionalidade Portuguesa, que é de 2006. O prazo acabou a 16 de agosto. Em agosto fomos confirmar que nada tinha saído, e…

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Ilustração de um passaporte com um capelo de finalista por cima, uma ampulheta e um carimbo de visto aprovado, diante da silhueta de Londres com a torre do Big Ben e a London Eye
Imigração 29 de outubro de 2026

Vai estudar para o Reino Unido? O Orçamento devolve os dois anos de visto a quem sair de certas universidades

O Orçamento britânico de 28 de outubro alarga o visto Graduate para dois anos nas universidades com bom cumprimento das regras e bons resultados no emprego, quando a regra geral desce para 18 meses em janeiro de 2027. Traz ainda seis meses para quem perde um emprego qualificado arranjar outro e novos limiares salariais a partir da primavera de 2027.

Quem está a pensar tirar um curso no Reino Unido tinha uma má notícia marcada para janeiro: o visto Graduate, que deixa os recém-licenciados ficar a trabalhar no país, ia descer de dois anos para 18 meses. O Orçamento apresentado a 28 de outubro pelo chanceler John Healey corrige isso, mas só em parte. Os dois anos voltam para quem se formar em universidades com elevado cumprimento das regras e bons resultados no mercado de trabalho. Os restantes ficam…

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Gráfico com os remetentes verdadeiros das marcações da AIMA, aima.gov.pt e sef.pt, e o endereço falso noreplyportalsef@saf-aima.pt assinalado pela agência
Imigração 28 de outubro de 2026

Uma marcação verdadeira da AIMA só chega de dois domínios. O resto pode ser burla

Um grupo de brasileiros diz ter pago a uma alegada advogada por marcações na AIMA que nunca existiram, e pelo menos dois já voltaram ao Brasil. A AIMA só envia marcações de @aima.gov.pt ou, em sistemas em transição, de @sef.pt. Veja como confirmar antes de pagar e onde fazer queixa.

Um grupo de brasileiros diz ter pago, ao todo, cerca de 30 mil euros a uma alegada advogada por marcações na AIMA que nunca existiram. Numa lista partilhada pelo grupo, 21 pessoas somam quase 18.500 euros entre taxas e honorários, e pelo menos dois dos lesados já desistiram e voltaram ao Brasil. O padrão é conhecido de quem acompanha a agência há algum tempo. Quem chega com visto de turista e não consegue vaga sozinho acaba a pagar a um intermediário que…

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Gráfico Tugadaily: primeiro ano da UNEF da PSP, com 1.732 retornos voluntários, 831 notificações para sair, 285 detenções e 221 retornos forçados
Imigração 27 de outubro de 2026

A PSP conta afastar mais de mil imigrantes este ano. Quase nove em cada dez saem pelo próprio pé

A PSP diz que 2026 pode ser o ano com mais afastamentos de sempre. No primeiro ano da sua unidade de fronteiras houve 1.732 retornos voluntários e 221 forçados, contra 23.133 notificações para sair emitidas em 2025.

A PSP espera afastar "muito mais de mil" imigrantes de Portugal até ao fim de 2026, e diz que este pode ser o ano com mais afastamentos do território nacional de que há registo. A previsão é da própria polícia, numa resposta publicada esta terça-feira. Desde agosto do ano passado, é a PSP que tem a seu cargo a fiscalização de estrangeiros e os retornos. O número precisa de contexto, porque "afastar" não quer dizer, na maior parte dos casos, pôr alguém num…

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Gráfico de barras da Tugadaily com os 690.480 pedidos de nacionalidade pendentes por via: residência 26%, sefarditas 23%, casamento 13%, netos 11%, filhos 10%, outras vias 17%
Imigração 25 de outubro de 2026

Há cerca de 180 mil imigrantes à espera da nacionalidade portuguesa. Em 2025 foram naturalizados 12.829

O IRN tinha 690.480 pedidos de nacionalidade pendentes a 30 de junho, mais 38% num ano, e 26% são de quem vive cá e pediu por tempo de residência. Fizemos a conta ao ritmo de 2025 e a lista dava para 14 anos.

O Instituto dos Registos e do Notariado (IRN) tinha 690.480 pedidos de nacionalidade por decidir a 30 de junho deste ano. Os números foram entregues pelo Ministério da Justiça e mostram um aumento de 38% face ao mesmo ponto de 2025, quando a pilha rondava o meio milhão. O número grande esconde quem está realmente na fila. Só 26% dos processos são de imigrantes que vivem em Portugal e pediram a nacionalidade pelo tempo de residência legal. O resto…

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Gráfico Tugadaily: notificações para saída voluntária de estrangeiros, 446 em 2024 contra 23.133 em 2025
Imigração 25 de setembro de 2026

Portugal notificou 23.133 estrangeiros para saírem do país em 2025. Um ano antes, tinham sido 446

O Relatório de Migrações e Asilo da AIMA mostra as notificações de saída voluntária a multiplicar-se por 52 num só ano, no mesmo relatório em que o crescimento da população estrangeira cai para 2,7%.

Em 2024, a AIMA e as forças de segurança emitiram 446 notificações para abandono voluntário de Portugal. Em 2025, esse número saltou para 23.133 — mais de 50 vezes mais, segundo o Relatório de Migrações e Asilo 2025 da AIMA, que reúne pela primeira vez todos os números do ano. O salto surge no mesmo relatório que já tínhamos usado para mostrar que a população estrangeira residente cresceu apenas 2,7% em 2025, depois de ter crescido 39% em 2022. São dois…

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Fachada do Palácio de São Bento, sede da Assembleia da República, em Lisboa
Imigração 23 de setembro de 2026

Pedro Portugal Gaspar sai da presidência da AIMA sem sucessor definido

Gaspar foi chamado ao Parlamento esta semana para um lugar na Autoridade da Concorrência. É o segundo presidente da AIMA a sair desde a extinção do SEF, em 2023, e o Governo ainda não disse quem o substitui.

Pedro Portugal Gaspar está de saída da presidência da Agência para a Integração, Migrações e Asilo. Tinha audição marcada para esta terça-feira, 22 de setembro, na Comissão de Economia e Coesão Territorial da Assembleia da República — o passo que precede a designação para um lugar no conselho de administração da Autoridade da Concorrência. Gaspar assumiu a AIMA em julho de 2024, sucedendo a Luís Goes Pinheiro, o primeiro presidente da agência que em…

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Gráfico de barras do crescimento anual da população estrangeira residente em Portugal: 39,0% em 2022, 31,4% em 2023, 18,3% em 2024 e 2,7% em 2025
Imigração 22 de setembro de 2026

A população estrangeira em Portugal cresceu 2,7% em 2025. Em 2022 tinha crescido 39%

O Relatório de Migrações e Asilo fecha 2025 com 1.585.854 residentes estrangeiros e 42.157 novos títulos no ano, contra 238.864 em 2024. É o ritmo mais baixo desde que a série da AIMA começa, em 2017 — e a composição também mudou, com Angola a passar a Índia.

Há uma forma de ler o relatório anual da AIMA que não passa pelo total, e é muito mais reveladora. Basta pôr quatro anos lado a lado. Em 2022, a população estrangeira residente em Portugal cresceu 39%. Em 2023, 31,4%. Em 2024, 18,3%. Em 2025, 2,7%. É o crescimento anual mais baixo de toda a série que a AIMA apresenta, que arranca em 2017. No final do ano passado havia 1.585.854 cidadãos estrangeiros com residência legal no país. Ao longo de 2025 foram…

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