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O edifício Berlaymont, sede da Comissão Europeia, em Bruxelas
Imigração 25 de julho de 2026

Uma ordem de regresso emitida em Espanha já pode ser executada em Portugal

O novo regulamento europeu de regresso cria uma Ordem Europeia de Regresso inscrita no Sistema de Informação de Schengen. Explicamos o que muda para quem vive na UE.

A resposta curta é: vai poder, e ainda não é automático. O novo regulamento europeu de regresso cria as condições para que uma decisão emitida num Estado-membro seja reconhecida e executada noutro, sem recomeçar o processo do zero. Mas o reconhecimento só se torna obrigatório depois de a Comissão Europeia verificar, até 1 de julho de 2027, se os Estados-membros têm mecanismos para o fazer, e adotar a decisão de execução que o imponha.

O que é a Ordem Europeia de Regresso?

É uma decisão de regresso normalizada, inscrita no Sistema de Informação de Schengen, a mesma base de dados que as polícias de fronteira de todo o espaço consultam. Até agora, cada país tratava as suas decisões como assunto seu, e uma pessoa com ordem de saída num país podia atravessar a fronteira e obrigar o país seguinte a começar tudo outra vez. Deixa de ser assim.

Para já, o Estado-membro de trânsito pode reconhecer a decisão do primeiro país, incluindo o prazo de partida voluntária, mas também pode recusar em vários casos — por exemplo se a execução for manifestamente contrária à ordem pública, se o regresso puder ser concretizado mais depressa por outra via, ou se a pessoa tiver de ser afastada para um país diferente do indicado na decisão original. O destino é um espaço Schengen que funciona como território único também para afastamentos; o caminho até lá ainda está a ser percorrido.

O que mais muda com o novo regulamento?

O pacote é bastante mais duro do que o regime anterior. Prevê detenção até 24 meses, a possibilidade de centros de regresso fora do território da União, e proibições de entrada que podem chegar aos 10 anos. O objetivo declarado é acelerar afastamentos que hoje se arrastam anos.

Isto encaixa num movimento mais amplo. O Pacto Europeu em matéria de Migração e Asilo tornou-se plenamente aplicável a 12 de junho de 2026, com dez diplomas que reescrevem a forma como a União gere fronteiras, aprecia pedidos de asilo e reparte responsabilidades entre Estados-membros. As regras sobre qual o país responsável por analisar um pedido aplicam-se desde 1 de julho.

Diretamente, não. Estas regras dizem respeito a decisões de regresso e a pedidos de asilo, não a autorizações de residência válidas nem a renovações. Quem tem título válido e o mantém em dia continua exatamente na mesma situação.

O que muda é o contexto: a Europa inteira endureceu, e Portugal seguiu a tendência com uma lei de estrangeiros mais restritiva e prazos de nacionalidade mais longos. Vale a pena manter os processos em ordem e os prazos debaixo de olho, sobretudo com o acompanhamento da AIMA a mostrar como as coisas se arrastam. A legislação está publicada na área de Migração e Assuntos Internos da Comissão Europeia.

Perguntas frequentes

Quando é que o reconhecimento mútuo passa a ser obrigatório?

Até 1 de julho de 2027, um ano após a entrada em vigor do Pacto, a Comissão Europeia verifica se os Estados-membros criaram mecanismos adequados e adota a decisão de execução que torna obrigatório reconhecer e executar uma decisão de regresso emitida por outro país.

Um Estado-membro pode recusar executar a decisão de outro?

Sim, em situações previstas — nomeadamente se a execução contrariar manifestamente a ordem pública desse país, se o regresso puder ser feito mais rapidamente por outra via, ou se a pessoa tiver de ser afastada para um país terceiro diferente do indicado na decisão.

O Pacto das Migrações já está a ser aplicado?

Sim. Tornou-se plenamente aplicável a 12 de junho de 2026, e as regras sobre responsabilidade pela análise dos pedidos de asilo aplicam-se desde 1 de julho de 2026.

Por Juliana Castilho

Imagem: Romaine / Wikimedia Commons (CC0)

Loja do Cidadão, onde funcionam balcões de atendimento da AIMA
Imigração 25 de julho de 2026

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Acompanhamento contínuo da AIMA — backlog de processos, prazos de renovação, biometria, golden visa e mudanças de serviço. Atualizado a cada novidade.

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Imigração 25 de julho de 2026

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Imigração 23 de julho de 2026

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Desde 1 de julho de 2026, a AIMA permite pedir e renovar cartões e certificados de residência permanente pelo Portal das Renovações. Quem pode e como se faz.

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Imigração 20 de julho de 2026

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Imigração 20 de julho de 2026

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Moedas de euro espalhadas sobre cartões bancários de várias cores
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Duas mãos com alianças de casamento
Imigração 17 de julho de 2026

Casar com um português dá mesmo residência e nacionalidade? O que vale em 2026

Casamento ou união de facto com um cidadão português abre caminho à residência (via AIMA) e à nacionalidade ao fim de 3 anos — mas a lei de 2026 apertou as regras. O guia completo.

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Bandeira do Brasil
Imigração 17 de julho de 2026

O Estatuto de Igualdade dá aos brasileiros quase os mesmos direitos que um português — e pedir é de graça

O Estatuto de Igualdade de Direitos e Deveres permite a brasileiros residentes em Portugal viver com direitos equiparados aos portugueses. Quem pode pedir, como e quanto demora — o guia de 2026.

O Estatuto de Igualdade de Direitos e Deveres permite a qualquer cidadão brasileiro maior de idade, com residência legal em Portugal, viver com direitos e deveres equiparados aos de um português — e o pedido é gratuito. É um dos mecanismos mais generosos da imigração portuguesa e, ainda assim, um dos menos conhecidos: muita gente vive cá anos sem saber que ele existe. A base é o Tratado de Amizade, Cooperação e Consulta entre Portugal e o Brasil, assinado…

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O edifício Berlaymont, sede da Comissão Europeia, em Bruxelas
Imigração 17 de julho de 2026

O Cartão Azul UE abre Portugal a quem tem talento — o guia de 2026

O Cartão Azul UE é a autorização de residência para trabalhadores altamente qualificados em Portugal: exige contrato de pelo menos seis meses e salário de 1,5 vezes a média nacional bruta (1,2 em profissões em escassez). Eis como funciona, quem pode pedir e que direitos dá.

O Cartão Azul UE é a autorização de residência europeia para trabalhadores altamente qualificados de fora da União — e, num momento em que Portugal apertou as portas de entrada para trabalho sem contrato, tornou-se uma das vias mais sólidas para profissionais com formação superior ou experiência especializada. A resposta curta: precisa de um contrato (ou promessa de contrato) de pelo menos seis meses para uma atividade altamente qualificada, com salário…

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Bebé a agarrar o dedo de um dos pais
Imigração 16 de julho de 2026

O seu filho nasceu em Portugal — é português? As regras para menores depois da lei de 2026

Desde 19 de maio de 2026, um bebé nascido em Portugal de pais estrangeiros só é português à nascença se um dos pais residir legalmente no país há pelo menos cinco anos. Para os menores já nascidos, a naturalização exige cinco anos de residência do progenitor e frequência escolar.

A resposta curta: nascer em Portugal não chega. Desde 19 de maio de 2026, um bebé filho de pais estrangeiros só é português à nascença se, nesse momento, um dos pais residir legalmente no país há pelo menos cinco anos — o triplo do que a lei anterior pedia nalguns casos, e uma das mudanças com mais impacto da nova lei da nacionalidade. A regra vale para os nascimentos a partir da entrada em vigor da lei. Quem nasceu antes fica abrangido pelo regime que…

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Bandeiras da União Europeia e da Ucrânia hasteadas lado a lado num edifício
Imigração 16 de julho de 2026

A proteção temporária dos ucranianos foi prolongada até março de 2028 — mas nem todos podem pedir de novo

Os Estados-membros da UE acordaram prolongar a proteção temporária das pessoas que fugiram da Ucrânia até 4 de março de 2028. Quem já beneficia mantém tudo; novos pedidos de homens dos 23 aos 60 anos com obrigações militares ficam de fora.

Quem fugiu da guerra na Ucrânia e vive hoje na União Europeia pode respirar: a proteção temporária foi prolongada até 4 de março de 2028. A decisão foi fechada pelos Estados-membros esta quarta-feira e abrange as cerca de 4,38 milhões de pessoas que beneficiavam do estatuto no final de maio. Para quem já cá está — incluindo a comunidade ucraniana em Portugal —, nada muda no essencial: o estatuto renova-se, com o acesso a residência, trabalho, saúde e…

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Casal a carregar malas na bagageira de um carro
Imigração 16 de julho de 2026

Trazer o carro para Portugal sem pagar ISV é possível — o guia da isenção por mudança de residência em 2026

Quem transfere a residência para Portugal pode trazer o carro com isenção total de ISV: é preciso ter vivido pelo menos 6 meses no estrangeiro, ser dono do veículo há 6 meses e pedir a isenção no prazo de 12 meses. O passo a passo em 2026.

Sim, pode trazer o seu carro para Portugal sem pagar o Imposto Sobre Veículos — e a poupança pode chegar a vários milhares de euros. A isenção de ISV por transferência de residência existe precisamente para quem se muda para Portugal e quer trazer o veículo que já usava lá fora. Mas tem regras apertadas, prazos que não perdoam e uma armadilha ou outra pelo caminho. Eis o guia completo. Segundo o serviço oficial no gov.pt, a isenção aplica-se a quem reúna…

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