Arábia Saudita abate cinco mísseis dos houthis. Egito aprova apoio militar a Riade
A coligação liderada pela Arábia Saudita diz ter destruído cinco mísseis balísticos lançados do Iémen contra Riade e a Província Oriental na terça-feira, além de vários drones. Os destroços atingiram um edifício, uma obra e um carro em Riade, sem vítimas. Os houthis dizem ter atingido o Ministério da Defesa e a refinaria de Ras Tanura.
A Arábia Saudita passou a terça-feira a abater mísseis e drones vindos do Iémen. Segundo a coligação liderada por Riade, foram destruídos cinco mísseis balísticos: três apontados à Província Oriental, de madrugada, e dois apontados à capital, a meio da tarde.
Em Riade houve explosões no céu. A Defesa Civil saudita disse que os destroços de dois mísseis intercetados caíram sobre um edifício, um estaleiro de obras e um automóvel. Não houve mortos nem feridos.
O que dizem os houthis
O porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, reivindicou dois alvos muito mais ambiciosos: o Ministério da Defesa, em Riade, e a refinaria de Ras Tanura, na costa do Golfo, com capacidade para 550 mil barris por dia. Disse ainda ter disparado contra aviões militares nos aeroportos de Najran e de Abha e na base aérea de Khamis Mushait.
Riade não comentou alvos concretos. A agência de segurança marítima Vanguard registou um incêndio na zona de Ras Tanura depois de um ataque, entretanto controlado, sem que se saiba se afetou os carregamentos de petróleo.
O Egito entra na equação
Na segunda-feira, o parlamento egípcio autorizou, a pedido do presidente Abdel Fattah al-Sisi, apoio militar defensivo à Arábia Saudita. Um dirigente houthi, Mohammed Ali al-Houthi, respondeu no Telegram que isso equivale a uma declaração de guerra ao Iémen.
A guerra no Iémen reacendeu-se em julho. Desde então os houthis declararam um bloqueio naval à Arábia Saudita, atacaram navios e instalações petrolíferas e, em setembro, tomaram a ilha de Perim, à entrada do Mar Vermelho. Tudo isto acontece com a guerra entre os Estados Unidos e o Irão em pano de fundo.
Nenhuma das partes publicou um comunicado com o balanço completo. A coligação tem divulgado as interceções através do seu porta-voz, o major-general Turki Al-Malki.
Por Marta Carneiro
Imagem de arquivo (c. 1949): Arabian American Oil Co. (Aramco), via Wikimedia Commons (domínio público)