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Benjamin Netanyahu e o presidente Isaac Herzog apertam a mão em novembro de 2022, quando Herzog o encarregou de formar governo
Política 28 de outubro de 2026

Likud fica em primeiro em Israel, mas nenhum bloco chega aos 61 deputados

As sondagens à boca das urnas e a contagem em curso dão ao Likud de Netanyahu entre 24 e 28 lugares no Knesset de 120, à frente do Yashar de Gadi Eisenkot. O bloco de Netanyahu fica entre 50 e 57. A participação foi de 77,7%, e os resultados finais só são esperados na quinta-feira.

Israel votou na terça-feira e acordou esta quarta sem vencedor claro. O Likud de Benjamin Netanyahu volta a ser o partido mais votado, mas nem o bloco do primeiro-ministro nem a oposição chegam aos 61 deputados que dão maioria no Knesset de 120 lugares.

As sondagens à boca das urnas dos canais 11, 12 e 13 deram ao Likud entre 24 e 25 lugares na noite eleitoral. Com a contagem a avançar durante a madrugada, as projeções atualizadas subiram-no para 27 ou 28. Logo atrás está o Yashar, o partido do antigo chefe do Estado-Maior Gadi Eisenkot, com cerca de 21 a 23.

Dois blocos, nenhuma maioria

Na primeira leitura da noite, a oposição liderada por partidos judaicos aparecia à frente, com 52 ou 53 lugares contra 50 do bloco de Netanyahu. Ao longo da madrugada a balança inverteu-se: as atualizações de quarta de manhã colocam o bloco de Netanyahu entre 53 e 57 e a oposição perto de 47.

Os partidos árabes, que não pertencem a nenhum dos dois campos, somam entre 16 e 19 lugares. É esse número que torna a aritmética tão difícil. Sem eles, ninguém chega lá.

Três listas ficaram, segundo as projeções, abaixo da barreira de 3,25%: People of Israel, os Reservistas e o partido Charedi Public.

Uma participação que não se via há décadas

A Comissão Central de Eleições registou 77,7% de participação ao fecho das urnas, às 22h00 locais, mais 7,1 pontos do que em 2022. Às 20h00 já tinham votado 5,45 milhões dos 7,33 milhões de eleitores inscritos.

Falta contar mais de 650 mil votos em duplo envelope (soldados, diplomatas e outros eleitores fora da sua secção), que costumam mexer nos últimos lugares. A comissão estima publicar os resultados finais na quinta-feira, 29 de outubro, ao meio-dia de Israel, e tem por lei até 4 de novembro.

E agora?

Depois do resultado oficial, o presidente Isaac Herzog ouve os partidos e entrega a um deputado a tarefa de formar governo. Foi o que fez com Netanyahu em novembro de 2022. Desta vez, com as projeções a oscilar vários lugares de hora para hora, o nome não está decidido.

É a segunda grande votação a mexer com a política internacional numa semana, depois de a Lista dos Estudantes ter conquistado a maioria na Sérvia. Quem conta os votos, e como, está explicado pelo Israel Democracy Institute no seu guia sobre a Comissão Central de Eleições.

Por Tomás Vasconcelos

Imagem: Kobi Gideon / GPO, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Multidão numa rua de Čačak, na Sérvia, em janeiro de 2025, num dos protestos pela queda da pala da estação de Novi Sad
Política 27 de outubro de 2026

Lista dos Estudantes conquista maioria absoluta na Sérvia e afasta o partido de Vučić

Com 52,7% dos votos segundo a comissão eleitoral (RIK), o movimento nascido dos protestos pela queda da pala de Novi Sad deve ficar com 140 dos 250 deputados. A lista do SNS ficou nos 39,2%. Participação de 68,8%.

A Sérvia tem uma nova maioria. A Lista dos Estudantes venceu as legislativas antecipadas de domingo, 25 de outubro, com maioria absoluta, e Aleksandar Vučić reconheceu a derrota. Os resultados da Comissão Eleitoral da República davam à Lista dos Estudantes 52,71% dos votos na contagem de segunda-feira à noite, com 8.187 das 8.392 secções apuradas. A Ujedinjena Srbija (Sérvia Unida), a lista do Partido Progressista Sérvio de Vučić, ficou nos 39,2%. A…

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A entrada do tribunal federal Daniel Patrick Moynihan, em Manhattan, sede do Distrito Sul de Nova Iorque, com o nome gravado na fachada de granito
Política 26 de outubro de 2026

Maurene Comey foi despedida ilegalmente, decide juiz. O Departamento de Justiça vai recorrer

O juiz federal Jesse Furman, de Nova Iorque, concluiu que o despedimento da procuradora Maurene Comey, em julho de 2025, violou a lei da função pública dos EUA e a separação de poderes. Ordenou a reintegração retroativa e o pagamento dos salários em falta. O Departamento de Justiça discorda e vai recorrer.

Um juiz federal de Nova Iorque decidiu esta segunda-feira que o Departamento de Justiça dos EUA despediu ilegalmente a procuradora Maurene Comey. Jesse Furman, do tribunal do Distrito Sul de Nova Iorque, ordenou que fosse reintegrada com efeitos retroativos e que recebesse os salários que deixou de receber. O Departamento de Justiça já reagiu: discorda da decisão e vai recorrer. Numa decisão de 55 páginas, Furman concluiu que o despedimento violou a lei…

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Gráfico de barras com a percentagem de votos em Lula na segunda volta: Portugal 59,4%, Brasil 51,8%, consulado de Faro 47,3%
Política 26 de outubro de 2026

Lula foi reeleito com 51,79%. Em Portugal teve 59,42%, mas perdeu em Faro

O TSE deu a Lula 64,3 milhões de votos contra 59,8 milhões de Flávio Bolsonaro. Entre os brasileiros que votaram em Portugal a vantagem foi quase quatro vezes maior, com uma exceção no Algarve.

Luiz Inácio Lula da Silva vai cumprir um quarto mandato como presidente do Brasil. Com as urnas apuradas, o Tribunal Superior Eleitoral anunciou a reeleição na noite de domingo: 64.256.232 votos para Lula (51,79% dos válidos) e 59.826.041 para Flávio Bolsonaro (48,21%). Foi apertado. Cerca de 4,4 milhões de votos num universo de mais de 158 milhões de eleitores, dos quais votaram 128,2 milhões. A abstenção desceu para perto de 19,2%, contra 21,08% na…

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Lorne Doerkson, líder dos Conservadores da Colúmbia Britânica, a discursar num púlpito com o cartaz do plano energético do partido, a 28 de setembro de 2026
Política 25 de outubro de 2026

Os Conservadores voltam a governar a Colúmbia Britânica quase um século depois (e Eby só segurou o lugar por 538 votos)

Nas eleições antecipadas de sábado na Colúmbia Britânica, os Conservadores de Lorne Doerkson lideram em 64 dos 93 círculos (48% dos votos, com 99,9% das urnas apuradas) e governam pela primeira vez em quase um século. O NDP fica com 27 lugares e David Eby deixa a liderança do partido.

A aposta de David Eby correu ao contrário. O primeiro-ministro da Colúmbia Britânica antecipou as eleições em dois anos para reforçar uma maioria de um só lugar, e no sábado à noite a província do Pacífico canadiano entregou o governo aos Conservadores. Eby anunciou que deixa a liderança do NDP. Segundo a contagem inicial da Elections BC, com 99,9% das urnas apuradas, os Conservadores lideram ou já venceram em 64 dos 93 círculos, bem acima dos 47…

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Reunião da Comissão Política Nacional do PS na sede do partido em Lisboa, com o painel 'Avançamos todos' ao fundo
Política 24 de outubro de 2026

Com o PS a abster-se, o Orçamento de 2027 passa mesmo que todos os outros votem contra

A Comissão Política do PS confirmou a 21 de outubro a abstenção na votação na generalidade do OE2027, marcada para o debate de 27 e 28 de outubro. Com os 58 deputados socialistas fora da conta, os 91 da AD chegam: mesmo que Chega, IL, Livre, PCP, BE, PAN e JPP votem todos contra, somam 81.

O Orçamento do Estado para 2027 chega ao debate na generalidade, a 27 e 28 de outubro, com a aprovação praticamente garantida. A Comissão Política Nacional do PS confirmou na quarta-feira, 21 de outubro, o "consenso total" em torno da proposta de José Luís Carneiro para viabilizar o Orçamento com a abstenção. O porta-voz socialista, André Moz Caldas, fez questão de dizer que a abstenção não é um cheque em branco nem uma aproximação ao Governo de Luís…

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Urna eletrónica brasileira modelo UE2020, com o teclado numérico e as teclas Branco, Corrige e Confirma
Política 23 de outubro de 2026

Em Portugal, Lula ganhou a primeira volta por quase 14 pontos. No Brasil, ficou em segundo

Os mais de 134 mil eleitores brasileiros recenseados em Portugal voltam às urnas no domingo, 25 de outubro, entre as 8h00 e as 17h00, em Lisboa, no Porto e em Faro. Na primeira volta deram 52,45% a Lula e 38,57% a Flávio Bolsonaro, o contrário do resultado nacional.

Os brasileiros que vivem em Portugal voltam a votar no domingo, 25 de outubro, na segunda volta das presidenciais entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. E chegam a ela com um resultado que não bate certo com o do próprio país. Na primeira volta, a 4 de outubro, os eleitores recenseados em Portugal deram 52,45% a Lula (26.401 votos) e 38,57% a Flávio Bolsonaro (19.412), segundo a totalização do Tribunal Superior Eleitoral. No Brasil, a ordem inverteu-se:…

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Fachada de uma farmácia em Lisboa, com azulejos tradicionais e a palavra Farmácia nas montras
Política 27 de setembro de 2026

Faltam 20 dias para a farmácia aplicar a nova regra do medicamento grátis

O decreto que muda a forma de calcular a gratuitidade dos medicamentos para os idosos do complemento solidário entra em vigor a 17 de outubro, e traz uma garantia para quem a farmácia não avisar da alternativa mais barata.

O relógio começou a contar a 18 de agosto. O decreto-lei n.º 169/2026 diz no seu último artigo que entra em vigor 60 dias depois de publicado, o que aterra a 17 de outubro. A partir dessa data, é essa a régua que a farmácia passa a usar ao balcão. Faltam 20 dias. A mudança em si já a explicámos: quem recebe o complemento solidário para idosos continua a levar os medicamentos sem pagar nada, mas o Estado deixa de cobrir 100% do preço da embalagem escolhida…

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Luís Montenegro caminha ao lado do primeiro-ministro japonês Shigeru Ishiba, junto às bandeiras de Portugal e do Japão, numa receção oficial em Tóquio
Política 25 de setembro de 2026

Montenegro pede o fim do "masoquismo coletivo" da energia, na ONU

No discurso perante a Assembleia Geral das Nações Unidas, o primeiro-ministro criticou o mecanismo de formação do preço do petróleo, defendeu a solução de dois Estados no Médio Oriente e reafirmou o apoio de Portugal à Ucrânia.

Luís Montenegro subiu ao pódio da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, e escolheu começar por algo que toca a carteira de qualquer português: o preço dos combustíveis. Chamou-lhe uma "crise sem sentido" e pediu para acabar com "este masoquismo coletivo", numa referência direta ao mecanismo que fixa o preço do petróleo a nível global, segundo o relato da ONU Portugal.

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Gráfico de barras Tugadaily com os diplomas da calamidade da tempestade Kristin publicados por mês em 2026: 1 em janeiro, 23 em fevereiro, 3 em março, abril, maio e junho, nenhum em julho e agosto, 1 em setembro
Política 22 de setembro de 2026

A resposta legal à tempestade Kristin já vai em 37 diplomas. O 37.º saiu esta terça-feira

Contámos a lista de legislação da calamidade que o próprio Governo mantém em gov.pt: 37 diplomas desde 30 de janeiro, 24 deles nas primeiras quatro semanas, nenhum em julho e agosto. O mais recente, publicado a 22 de setembro, mexe nas horas extraordinárias de quem respondeu à tempestade.

A tempestade Kristin passou por Portugal na última semana de janeiro. A situação de calamidade durou dezanove dias. A legislação continua a sair. Esta terça-feira foi publicado em Diário da República o Decreto-Lei n.º 191/2026, e quisemos saber que número é aquele na fila. Fomos contar. O Governo mantém em gov.pt um guia com toda a legislação da situação de calamidade, atualizado à medida que os diplomas saem; somámos as entradas dessa lista, uma a uma,…

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Gráfico de barras com a componente fixa do suplemento de risco da PSP e da GNR: 100 euros em 2023, 300 em 2024, 350 em 2025 e 400 em 2026
Política 19 de setembro de 2026

O suplemento de risco passou de 100 para 400 euros. O das fronteiras vale 160

O Governo propôs a 17 de setembro um suplemento de 160 euros este ano, com retroativos a julho, e 230 em 2027, mas só para a UNEF da PSP e a UCCF da GNR. Seis dos sete sindicatos presentes aceitaram negociar. Dois continuam com protestos marcados, por causa do acordo de 2024.

Quando se lê que o Governo propôs mais 160 euros por mês aos polícias, convém ler a linha seguinte. O suplemento apresentado a 17 de setembro na mesa negocial não é para a PSP nem para a GNR inteiras. É para duas unidades: a Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras, da PSP, e a Unidade de Controlo Costeiro e das Fronteiras, da GNR. São 160 euros mensais em 2026, com retroativos a julho, e 230 euros em 2027. O Ministério da Administração Interna…

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Gráfico de barras com a descida das taxas de IRS por escalão: 0,3 pontos no primeiro, 0,5 do segundo ao quinto, 0,3 no sexto e zero do sétimo ao nono
Política 18 de setembro de 2026

O Governo aprovou a descida do IRS. Quem a tem de votar é o Parlamento

As taxas descem entre 0,3 e 0,5 pontos até ao sexto escalão, o alívio ronda os 400 milhões de euros e abrange mais de 2,9 milhões de agregados. O efeito prometido para o salário de novembro depende de uma proposta de lei que ainda não foi votada na Assembleia da República.

O Conselho de Ministros aprovou na quinta-feira uma proposta de lei que baixa as taxas do IRS do primeiro ao sexto escalão. A redução fica entre 0,3 e 0,5 pontos percentuais, vale cerca de 400 milhões de euros e, de acordo com o comunicado do Executivo, abrange quase três milhões de agregados familiares. A palavra que decide o resto é proposta. As taxas do IRS não se mudam em Conselho de Ministros. Mudam-se por lei votada na Assembleia da República, e é…

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Linhas de muito alta tensão e postes da rede de transporte da REN ao fim da tarde, com o céu alaranjado
Política 17 de setembro de 2026

O Estado já tem 13,7% da REN. Agora discute-se quem escreve as regras da próxima compra

A Parpública comunicou à CMVM uma participação qualificada de 91.723.676 ações, concretizada a 7 de setembro depois do visto do Tribunal de Contas. O PS quer que a entrada do Estado no capital de empresas privadas passe a ter critérios definidos por lei.

A operação está fechada. A REN comunicou ao mercado que a Parpública detém uma participação qualificada de 91.723.676 ações ordinárias, representativas de 13,7% do capital, o que devolve o Estado ao capital da empresa doze anos depois de ter saído. A transmissão das ações e o pagamento do preço ocorreram a 7 de setembro. Quando escrevemos sobre este negócio em agosto, o que estava por resolver era processual: o contrato com a Pontegadea tinha sido…

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Gráfico de barras com os prazos máximos do decreto brasileiro da reciprocidade: Camex 60 dias, Gecex 60, consulta pública 30 e Conselho Estratégico 120
Política 16 de setembro de 2026

A resposta do Brasil às tarifas americanas pode levar 270 dias

O processo da Lei da Reciprocidade abriu a 13 de agosto. Somando os prazos máximos que o próprio decreto fixa para cada fase, Brasília pode ir até meados de maio de 2027 antes de decidir se retalia.

Passou um mês desde que o Brasil abriu o primeiro processo da sua vida ao abrigo da Lei da Reciprocidade, e não há contramedida nenhuma. Não é inércia. É o que o regulamento manda. Fomos ler o decreto e somar. O texto que regulamenta a lei é o Decreto 12.551, de 14 de julho de 2025, e é nos artigos 11.º, 13.º e 15.º que estão os prazos. São quatro fases com relógio próprio, e cada uma é mais lenta do que parece à primeira leitura.

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Gráfico de barras com três prazos em dias a partir de 15 de setembro: debate do PS 3, debate do Chega 9, IVA do Chega 108
Política 15 de setembro de 2026

Quem chega primeiro ao custo de vida? O PS marcou debate para sexta-feira, seis dias antes do Chega

O pedido de debate de urgência deu entrada na segunda-feira de manhã no gabinete do presidente da Assembleia da República. O Chega já tinha agendamento para 24 de setembro, com projetos de IVA que só produzem efeitos em janeiro de 2027.

A nova sessão legislativa abre esta quarta-feira e o primeiro combate já está marcado. O PS pediu na segunda-feira de manhã o agendamento de um debate de urgência sobre o aumento do custo de vida, a realizar já na sexta-feira, e com isso passou à frente do Chega, que tinha a discussão do tema marcada para 24 de setembro. São seis dias de diferença. Numa legislatura em que a oposição disputa quem parece mais impaciente, seis dias valem alguma coisa.…

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