Democratas precisam de mais quatro senadores para tirar aos republicanos o Senado na terça-feira
Os EUA votam a 3 de novembro para os 435 lugares da Câmara dos Representantes, 35 do Senado e 36 governos estaduais. Os republicanos têm 53 senadores contra 47. Em Lisboa, as primeiras urnas fecham às 23h de terça e as últimas, no Alasca, já na madrugada de quarta.
Os norte-americanos votam na terça-feira, 3 de novembro, nas primeiras eleições nacionais desde o regresso de Donald Trump à Casa Branca. Estão em jogo os 435 lugares da Câmara dos Representantes, 35 lugares no Senado (os 33 da classe que termina mandato em 2027 e duas eleições especiais, no Ohio e na Florida) e 36 governos estaduais.
O número que mais conta é quatro. O Senado tem 53 republicanos e 47 democratas, e os democratas precisam de ganhar quatro lugares em termos líquidos para ficarem com a maioria. Na Câmara a margem é ainda mais curta: os republicanos têm 218 lugares contra 214, com vagas por preencher, e aos democratas também chegam, nas contas mais citadas, cerca de quatro.
Onde se decide o Senado
Há cerca de uma dúzia de corridas que as análises independentes dão como renhidas, e o mapa obriga os democratas a ganhar em estados onde Trump venceu em 2024.
No Maine, a republicana Susan Collins defende o lugar contra Troy Jackson, que substituiu Graham Platner como candidato democrata. No Ohio, o ex-senador Sherrod Brown tenta voltar contra Jon Husted, nomeado para o lugar deixado por JD Vance. No Texas, o procurador-geral Ken Paxton, que afastou John Cornyn nas primárias, enfrenta o democrata James Talarico.
O Alasca junta Dan Sullivan e Mary Peltola, com voto preferencial, e o Iowa tem um lugar aberto entre Ashley Hinson e Josh Turek. Do outro lado, os democratas têm de segurar Michigan (Abdul El-Sayed contra Mike Rogers), o New Hampshire e a Geórgia, onde Jon Ossoff se recandidata. Na Carolina do Norte, o ex-governador Roy Cooper luta por um lugar que era republicano.
Já votaram dezenas de milhões
A votação antecipada, por correio e presencial, já passava dos 35 milhões de boletins na sexta-feira, segundo as contagens publicadas. O Texas, sozinho, ia em 5,2 milhões, contra 3,4 milhões no mesmo ponto de 2022. O laboratório eleitoral da Universidade da Florida atualiza os totais estado a estado até ao dia da eleição.
O tema também andou pelas tendências: “early voting” entre as pesquisas mais feitas nos EUA esta semana, e nomes como Haley Stevens e Joe Manchin entre os assuntos mais falados no X.
A que horas há resultados em Portugal
Com o fim da hora de verão nos EUA a 1 de novembro, a diferença para Lisboa é de cinco horas na costa leste. As primeiras urnas (partes do Indiana e do Kentucky) fecham às 23h de terça-feira, hora de Lisboa, e boa parte da costa leste fecha entre a meia-noite e a 1h. O Havai e o Alasca só fecham entre as 5h e as 6h de quarta.
Uma maioria no Senado pode ficar clara durante a madrugada, mas não é garantido. O Alasca só apura o voto preferencial dias depois e corridas apertadas podem ir a recontagem. Não há um número nacional para anunciar, ao contrário do Brasil, onde a contagem eletrónica deu a reeleição de Lula com 51,79% em poucas horas: aqui cada estado conta à sua maneira e ao seu ritmo.
Imagem: Ktkvtsh / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)