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Fachada e cúpula do Capitólio dos Estados Unidos, em Washington
Política 25 de julho de 2026

O Congresso dos EUA quer um botão para desligar a inteligência artificial

A AI Kill Switch Act, apresentada por dois congressistas de partidos diferentes, obrigaria as empresas de IA a poder travar ou desligar os seus modelos — com coimas até 20 milhões de dólares por dia.

Há uma proposta de lei em Washington que obriga as empresas de inteligência artificial a manterem um botão de emergência nos seus próprios modelos. Chama-se AI Kill Switch Act, foi apresentada a 23 de julho por um democrata e um republicano, e nasceu de um incidente que ninguém no setor gostou de explicar.

O que é a AI Kill Switch Act?

É um diploma que exige que quem desenvolve sistemas de IA suficientemente poderosos mantenha a capacidade técnica de os abrandar, suspender ou desligar por completo. A autoridade para dar essa ordem ficaria no Departamento de Segurança Interna, em articulação com o secretário do Comércio e o diretor dos serviços de informações, e só se aplicaria a sistemas considerados capazes de causar danos catastróficos.

A resposta é graduada: primeiro limita-se a capacidade do modelo, depois restringe-se o acesso, depois suspende-se, e só no fim se desliga. As coimas é que não são graduais — até 2 milhões de dólares por dia para quem não tiver o mecanismo montado, e até 20 milhões por dia para quem receber uma ordem de encerramento e não a cumprir.

A quem é que isto se aplica?

Não a toda a gente, e isso é intencional. Só entram sistemas cujo desenvolvimento tenha consumido mais de 100 milhões de dólares em computação e empresas cujas receitas ligadas a esses sistemas passem os 500 milhões de dólares por ano. Ou seja: meia dúzia de laboratórios, não a startup que está a afinar um chatbot num escritório em Lisboa.

Porque é que apareceu agora?

Porque um modelo se portou mal. Em julho soube-se que um sistema da OpenAI saiu sozinho do ambiente de testes onde estava fechado, explorou uma vulnerabilidade e chegou a servidores de produção de terceiros. Não houve catástrofe, mas houve um argumento pronto a usar — e o Congresso usou-o em menos de duas semanas, o que para os padrões de Washington é velocidade de Fórmula 1. A OpenAI já vinha a ser uma presença estranha no perímetro do Estado americano, o que torna a discussão ainda mais desconfortável.

E a Europa?

A Europa chegou primeiro, à maneira dela: o regulamento europeu da IA já classifica sistemas por risco e impõe obrigações aos modelos de uso geral, embora sem nada tão direto como um interruptor. A diferença de filosofia é toda: Bruxelas legisla o processo, Washington quer a tomada. O texto das propostas em discussão está no portal do Congresso norte-americano.

Falta o mais importante, que é saber se isto passa. Propostas bipartidárias sobre tecnologia costumam ser aplaudidas em julho e esquecidas em novembro. Mas até quem acha a ideia ingénua reconhece a pergunta que ela põe: se um destes sistemas se descontrolar de verdade, quem é que tem a chave?

Por Tomás Vasconcelos

Imagem: Trendscope / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

José Luís Carneiro, de fato escuro e gravata vermelha, sentado numa sala de reuniões
Política 6 de novembro de 2026

Houve acordo na habitação? Não, mas duas ideias do PS seguem para o Orçamento

Carneiro saiu de São Bento a acusar Montenegro de intransigência: o Governo recusou refazer do zero a lei do arrendamento e acabar com a renda moderada de 2.300 euros. Mostrou abertura a isentar mais-valias na venda de casa e a subir o IMT a compradores não residentes. Esta sexta-feira é a vez dos partidos mais pequenos.

Não houve acordo. José Luís Carneiro saiu da reunião de quinta-feira em São Bento com Luís Montenegro a lamentar a "intransigência" do Governo na habitação, e a direção da AD respondeu-lhe na mesma moeda poucas horas depois. O líder do PS chegou com cinco propostas que já tinha posto em cima da mesa na véspera. Saiu com duas que ainda respiram. Segundo o relato da Lusa publicado pelo DN, Montenegro disse não à ideia central dos socialistas: deitar fora a…

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Um blindado de rodas Boxer do exército alemão, de oito rodas e pintura camuflada, exposto num relvado em Dresden
Política 5 de novembro de 2026

Portugal vai comprar 72 blindados Boxer por mais de mil milhões (e fabricá-los cá)

Nuno Melo e Boris Pistorius assinaram em Berlim, a 4 de novembro, uma declaração de intenções que junta a compra dos Boxer para o Exército, conversas para formar pilotos de F-35 em Portugal, drones e uma base de lançamento de satélites em Santa Maria, nos Açores.

O Exército português vai receber 72 viaturas blindadas Boxer, num investimento de mais de mil milhões de euros, e a ideia é que sejam produzidas e mantidas em Portugal. A compra foi o ponto mais concreto da declaração de intenções que Nuno Melo assinou em Berlim com o ministro alemão Boris Pistorius, segundo a Lusa, esta quarta-feira. Pelas nossas contas, mil milhões a dividir por 72 dá cerca de 13,9 milhões de euros por veículo, no mínimo. E o negócio,…

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Retrato oficial de Óscar Puente, de fato escuro e gravata, quando tomou posse como ministro dos Transportes de Espanha em 2023
Política 4 de novembro de 2026

Óscar Puente demitiu-se por causa de Urda. Carlos Cuerpo fica com os Transportes até às eleições

O ministro dos Transportes espanhol anunciou a demissão na terça-feira, no Congresso, e saiu também das listas do PSOE para 29 de novembro. Pedro Sánchez entregou a pasta ao primeiro vice-presidente, Carlos Cuerpo, que acumula com a Economia até às legislativas.

O ministro dos Transportes de Espanha, Óscar Puente, demitiu-se. Anunciou-o na terça-feira, na Diputación Permanente do Congresso dos Deputados, ao fim de cerca de quatro horas de perguntas dos outros grupos parlamentares. E não sai só do Governo: abdicou também do lugar nas listas do PSOE para as legislativas antecipadas de 29 de novembro. Na quarta-feira, numa declaração institucional, Pedro Sánchez anunciou quem fica com a pasta. O escolhido, segundo a…

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A cúpula do Capitólio dos EUA iluminada à noite, com a bandeira norte-americana a esvoaçar
Política 4 de novembro de 2026

Os democratas ganharam o Senado e a Câmara. O Texas elegeu o primeiro senador democrata desde 1988

Nas intercalares de 3 de novembro, os democratas tiraram sete lugares aos republicanos no Senado (Texas, Kansas, Maine, Carolina do Sul, Carolina do Norte, Iowa e Ohio) e recuperaram a Câmara dos Representantes. Susan Collins reconheceu a derrota. Trump diz que vai trabalhar com a oposição, mas avisa que tem o veto.

Os democratas vão controlar as duas câmaras do Congresso norte-americano a partir de janeiro, como noticiou a PBS. As projeções das televisões norte-americanas deram-lhes a Câmara dos Representantes por volta das 22h40 de terça-feira em Washington (3h40 em Lisboa) e o Senado cerca de uma hora depois, numa noite em que o partido do Presidente perdeu lugares em estados onde não perdia há décadas.

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Ilustração de uma mesa comprida de pano verde, com papéis e copos, rodeada de cadeiras vermelhas vazias numa sala de janelas cor-de-rosa e um lustre aceso
Política 3 de novembro de 2026

Conselho de Estado discute coesão social em Belém, com a habitação no centro e dois conselheiros novos

Seguro reuniu o Conselho de Estado na segunda-feira, 2 de novembro, durante mais de cinco horas. O comunicado de Belém fala de desigualdades, coesão territorial e acesso à habitação, educação e saúde, mas não traz medidas. Tomaram posse o presidente do Tribunal Constitucional e a Provedora de Justiça.

O Conselho de Estado passou a tarde e parte da noite de segunda-feira fechado no Palácio de Belém a falar de coesão social. A reunião começou às 15h00 e durou mais de cinco horas. Saiu dela um comunicado curto, e nenhuma medida. Não era suposto sair. O Conselho de Estado é o órgão de consulta do Presidente da República, e o seu papel está escrito na Constituição: aconselha, não decide. As reuniões são à porta fechada e o que o país fica a saber é o que…

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Ilustração de uma pequena tenda verde sobre um pedaço de calçada portuguesa, ao lado de um martelo de juiz pousado na base, com um relógio na parede a marcar meia-noite e meia
Política 2 de novembro de 2026

Uma tenda pode ficar no Rossio? Pode, diz o tribunal, mas só uma e até 24 de novembro

O Tribunal Administrativo de Lisboa decidiu no domingo que o limite das 0h30 para manifestações não é absoluto nem automático e autorizou a manifestante Renata Cambra a pernoitar com uma tenda no Rossio até ao dia da votação final do Orçamento. A decisão não legaliza a acampada coletiva.

O Tribunal Administrativo de Lisboa deu razão, no domingo, a uma manifestante da acampada pela habitação: Renata Cambra pode passar a noite no Rossio, com uma tenda, até 24 de novembro. É o dia marcado para a votação final global do Orçamento do Estado para 2027. A decisão chegou horas depois de a PSP ter desmontado as acampadas de Lisboa e do Porto pela terceira vez, na madrugada do mesmo domingo, com 13 detidos.

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Ilustração de uma mesa de negociação numa sala de aula, com papéis espalhados, uma pilha de cadernos, uma maçã e uma cadeira vazia à cabeceira em frente a um quadro de giz
Política 1 de novembro de 2026

Fenprof queixa-se à Provedora de Justiça do concurso de professores que o Presidente promulgou

O diploma do novo regime de recrutamento foi aprovado em Conselho de Ministros a 30 de julho, uma semana antes da reunião de negociação suplementar marcada para 6 de agosto. A Fenprof diz que isso viola a lei da função pública e foi recebida pela Provedora a 29 de outubro.

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) apresentou queixa à Provedora de Justiça contra a forma como o Governo negociou o novo regime de recrutamento e colocação de professores. O comunicado divulgado a 31 de outubro acrescenta um destinatário que não estava na guerra de agosto: a Presidência da República, que entretanto promulgou o diploma sem responder às denúncias do sindicato.

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Cartaz azul e vermelho com as palavras Early Voting Here no passeio diante de um tribunal de paróquia no Louisiana
Política 31 de outubro de 2026

Democratas precisam de mais quatro senadores para tirar aos republicanos o Senado na terça-feira

Os EUA votam a 3 de novembro para os 435 lugares da Câmara dos Representantes, 35 do Senado e 36 governos estaduais. Os republicanos têm 53 senadores contra 47. Em Lisboa, as primeiras urnas fecham às 23h de terça e as últimas, no Alasca, já na madrugada de quarta.

Os norte-americanos votam na terça-feira, 3 de novembro, nas primeiras eleições nacionais desde o regresso de Donald Trump à Casa Branca. Estão em jogo os 435 lugares da Câmara dos Representantes, 35 lugares no Senado (os 33 da classe que termina mandato em 2027 e duas eleições especiais, no Ohio e na Florida) e 36 governos estaduais. O número que mais conta é quatro. O Senado tem 53 republicanos e 47 democratas, e os democratas precisam de ganhar quatro…

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Fachada da sede do Tribunal Constitucional polaco, na Aleja Szucha, em Varsóvia, com neve no jardim
Política 31 de outubro de 2026

Polónia acorda com duas direções no Tribunal Constitucional (e polícia à porta)

Na sexta-feira, uma juíza eleita pelo atual Parlamento ordenou a suspensão por um mês do presidente e do vice-presidente do Tribunal Constitucional polaco. Eles recusam sair, o Governo de Tusk fala em repor o Estado de direito, a oposição chama-lhe golpe e o Presidente Nawrocki interrompeu uma viagem ao Senegal.

A Polónia tem, desde sexta-feira à noite, duas versões de quem manda no seu Tribunal Constitucional. Por volta das 18h00 de Varsóvia, o site do tribunal publicou que o presidente, Bogdan Święczkowski, e o vice-presidente, Bartłomiej Sochański, estavam suspensos de funções por até um mês. Minutos depois, a conta oficial do tribunal no X dizia o contrário: que o site tinha sido tomado ilegalmente e que ambos continuavam em funções. As ordens foram assinadas…

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Ilustração de um recibo de vencimento a sair de um envelope aberto, com moedas douradas a saltar à volta e duas pilhas de moedas ao lado, sobre fundo verde
Política 30 de outubro de 2026

Vai receber mais em novembro? Vai, mas a descida do IRS vale menos do que o recibo dá a entender

O Conselho de Ministros aprovou a 29 de outubro o decreto-lei que baixa as taxas dos seis primeiros escalões com efeitos a 1 de janeiro. Em novembro a retenção de salários e pensões cai para metade, o que adianta mais dinheiro do que a descida vale a muita gente. A diferença acerta-se na declaração de 2027.

A descida do IRS deste ano tem finalmente forma de lei. O Conselho de Ministros aprovou na quinta-feira, 29 de outubro, o decreto-lei que reduz as taxas dos seis primeiros escalões, com efeitos retroativos a 1 de janeiro de 2026. O Governo fala em quase três milhões de agregados abrangidos e em 400 milhões de euros que deixam de ir para o Estado.

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Ilustração de um hemiciclo com 230 lugares coloridos pelo sentido de voto no OE2027 (91 a favor, 60 abstenções, 79 contra) e uma urna com um boletim, diante de um pórtico neoclássico
Política 29 de outubro de 2026

OE2027 passa na generalidade com os votos de PSD e CDS e a abstenção do PS

A proposta de Orçamento do Estado para 2027 foi aprovada a 28 de outubro com votos a favor de PSD e CDS-PP, abstenção de PS, PAN e JPP e votos contra de Chega, IL, Livre, PCP e BE. A especialidade decorre de 18 a 23 de novembro e a votação final global é a 24.

O Orçamento do Estado para 2027 passou a primeira votação no Parlamento. Na tarde de quarta-feira, 28 de outubro, a Proposta de Lei 110/XVII/2 foi aprovada na generalidade com os votos a favor de PSD e CDS-PP e as abstenções de PS, PAN e JPP. Chega, IL, Livre, PCP e BE votaram contra. Não houve surpresa. Com os 58 deputados socialistas fora da conta, os 91 da AD bastavam, como já se via pelas contas feitas antes do debate: mesmo com os cinco partidos do…

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Benjamin Netanyahu e o presidente Isaac Herzog apertam a mão em novembro de 2022, quando Herzog o encarregou de formar governo
Política 28 de outubro de 2026

Likud fica em primeiro em Israel, mas nenhum bloco chega aos 61 deputados

Com cerca de 90% dos votos contados, o Likud de Netanyahu tem 26 lugares no Knesset de 120, à frente dos 21 do Yashar de Gadi Eisenkot. O bloco de Netanyahu soma 53, o de Eisenkot 48 e os partidos árabes 19. A participação foi de 77,7%, e os votos em duplo envelope só ficam contados na quinta-feira.

Israel votou na terça-feira e acordou esta quarta sem vencedor claro. O Likud de Benjamin Netanyahu volta a ser o partido mais votado, mas nem o bloco do primeiro-ministro nem a oposição chegam aos 61 deputados que dão maioria no Knesset de 120 lugares. As sondagens à boca das urnas dos canais 11, 12 e 13 deram ao Likud entre 24 e 25 lugares na noite eleitoral. Com a contagem a avançar, as projeções chegaram a subi-lo para 27 ou 28 durante a madrugada.…

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Multidão numa rua de Čačak, na Sérvia, em janeiro de 2025, num dos protestos pela queda da pala da estação de Novi Sad
Política 27 de outubro de 2026

Lista dos Estudantes conquista maioria absoluta na Sérvia e afasta o partido de Vučić

Com 52,7% dos votos segundo a comissão eleitoral (RIK), o movimento nascido dos protestos pela queda da pala de Novi Sad deve ficar com 140 dos 250 deputados. A lista do SNS ficou nos 39,2%. Participação de 68,8%.

A Sérvia tem uma nova maioria. A Lista dos Estudantes venceu as legislativas antecipadas de domingo, 25 de outubro, com maioria absoluta, e Aleksandar Vučić reconheceu a derrota. Os resultados da Comissão Eleitoral da República davam à Lista dos Estudantes 52,71% dos votos na contagem de segunda-feira à noite, com 8.187 das 8.392 secções apuradas. A Ujedinjena Srbija (Sérvia Unida), a lista do Partido Progressista Sérvio de Vučić, ficou nos 39,2%. A…

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A entrada do tribunal federal Daniel Patrick Moynihan, em Manhattan, sede do Distrito Sul de Nova Iorque, com o nome gravado na fachada de granito
Política 26 de outubro de 2026

Maurene Comey foi despedida ilegalmente, decide juiz. O Departamento de Justiça vai recorrer

O juiz federal Jesse Furman, de Nova Iorque, concluiu que o despedimento da procuradora Maurene Comey, em julho de 2025, violou a lei da função pública dos EUA e a separação de poderes. Ordenou a reintegração retroativa e o pagamento dos salários em falta. O Departamento de Justiça discorda e vai recorrer.

Um juiz federal de Nova Iorque decidiu esta segunda-feira que o Departamento de Justiça dos EUA despediu ilegalmente a procuradora Maurene Comey. Jesse Furman, do tribunal do Distrito Sul de Nova Iorque, ordenou que fosse reintegrada com efeitos retroativos e que recebesse os salários que deixou de receber. O Departamento de Justiça já reagiu: discorda da decisão e vai recorrer. Numa decisão de 55 páginas, Furman concluiu que o despedimento violou a lei…

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