Seguro promulgou a Prestação Social Única — e os 13 apoios do Estado estão mais perto de caber num só
O Presidente da República promulgou a autorização legislativa que permite ao Governo criar a Prestação Social Única (PSU), que junta 13 prestações sociais, incluindo o RSI. Falta agora o decreto-lei.
A Prestação Social Única passou esta sexta-feira o penúltimo obstáculo. António José Seguro promulgou a autorização legislativa que o Parlamento deu ao Governo para criar a PSU, e a decisão foi anunciada numa nota sóbria no site da Presidência, sem comentários ao conteúdo do diploma. Com a assinatura do Presidente, a bola volta para o Conselho de Ministros.
O que é a Prestação Social Única?
É a reforma que junta 13 prestações sociais não contributivas — incluindo o Rendimento Social de Inserção — num único apoio, com regras mais simples e menos burocracia para quem precisa de ajuda do Estado. A ideia foi aprovada no Parlamento com os votos de PSD e CDS-PP e as abstenções de PS e IL, e nós já tínhamos explicado como vai funcionar o novo apoio quando o desenho passou no hemiciclo.
Quando entra em vigor a PSU?
Ainda não há data fechada, mas o calendário aperta: a medida está inscrita no Plano de Recuperação e Resiliência e o Governo aponta para que possa arrancar já em agosto de 2026. Falta o passo decisivo — o decreto-lei que cria a prestação, define valores e fixa as condições de acesso, que o executivo pode agora aprovar em Conselho de Ministros. É nesse diploma que se vai perceber quem ganha, quem perde e quanto muda no fim do mês de cada família. A nota oficial da promulgação está no site da Presidência da República.
Até lá, a promessa mantém-se: um só pedido, um só pagamento, menos papelada. A prova dos nove chega quando os valores saírem do papel.
Imagem: Agencia LUSA / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)