Vai arrendar casa? O Norte é a única região do país onde as rendas caíram
As rendas subiram 4,9% em Portugal em agosto, para uma mediana de 18,1 euros por metro quadrado, segundo o índice do idealista. Viana do Castelo lidera as subidas com 32,2%; no Porto, os preços caíram 6,3%.
Se está a olhar para anúncios de arrendamento neste momento, há um número que interessa mais do que a média nacional: o do sítio onde quer viver. Porque a média nacional diz que as rendas subiram 4,9% em agosto face ao mesmo mês do ano passado, para uma mediana de 18,1 euros por metro quadrado. E depois há o que se passa em cada distrito, que é outra conversa.
O índice de preços do idealista mostra que em seis das sete regiões analisadas as rendas subiram nos últimos doze meses. A exceção é o Norte, onde desceram 6,3%. Não é um pormenor: é a única região do país onde arrendar ficou mais barato do que há um ano.
Onde subiu mais
Ao nível dos distritos e ilhas, as maiores subidas anuais foram em Faro (22,8%), Viana do Castelo (19,3%), Aveiro (16%), ilha de São Miguel (12,6%), Bragança (11,7%), ilha da Madeira (10,4%) e Guarda (10,3%). No sentido inverso, caíram em Vila Real (-15,5%), Coimbra (-6,3%), Porto (-5,9%) e Castelo Branco (-1,8%).
Nas capitais de distrito, o salto mais violento foi em Viana do Castelo, com 32,2% em doze meses. Aveiro subiu 23,8%, o Funchal 11,3%, Braga 10,7%, Lisboa 7%. No Porto, a cidade, as rendas caíram 6,3%.
Lisboa continua a ser a mais cara para arrendar, com uma mediana de 24,5 euros por metro quadrado, seguida do Porto (18,6) e do Funchal (17,3). Do outro lado da tabela ficam Castelo Branco (7,2), Viseu (8,1), Leiria (9,4) e Santarém (9,7).
O que está por trás disto
Agosto foi o segundo mês consecutivo de subida, depois de seis meses de descidas no primeiro semestre. Duas coisas ajudam a explicar. A primeira é a oferta, que continua curta — o stock de casas para arrendar caiu 22% no segundo trimestre face ao ano anterior. A segunda é que quem não consegue comprar acaba por arrendar, e comprar ficou mais difícil com a subida dos juros e o aperto dos critérios de concessão de crédito.
As novas regras do arrendamento urbano entraram em vigor a 1 de setembro, e o regime simplificado de arrendamento acessível é a peça que promete pôr casas no mercado a preços abaixo da mediana do concelho. Estes números são de agosto, ou seja, de antes. O teste é o que os índices disserem daqui a três ou quatro meses.
Imagem: Sergei Gussev / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)