Há cada vez menos casas para arrendar em Portugal, e a oferta caiu 22% num só trimestre
A oferta de casas para arrendar em Portugal caiu 22% no segundo trimestre de 2026. Coimbra e Porto lideram a quebra — veja onde há menos e onde aumentou.
Quem anda à procura de casa para arrendar já sentiu na pele: há cada vez menos anúncios e a concorrência é feroz. Os números confirmam o que a rua já sabia. A oferta de casas para arrendamento de longa duração em Portugal caiu 22% no segundo trimestre de 2026 face ao ano anterior, para um total de 40.716 imóveis disponíveis. Menos oferta, mais candidatos por porta, e rendas que continuam a apertar.
Onde é que a oferta de arrendamento caiu mais?
A quebra não é igual em todo o lado. Coimbra foi a cidade onde encolheu mais, com menos 58% de casas para arrendar, seguida do Porto (-52%) e de Lisboa (-27%). Leiria (-9%), Portalegre (-8%) e Braga (-5%) fecham a lista das descidas. Curiosamente, nem tudo foi para baixo: em 14 dos 20 territórios analisados a oferta até subiu, com destaque para Beja (+65%), a ilha da Madeira (+50%) e Bragança (+44%).
Porque é que há menos casas para arrendar?
A explicação é uma soma de fatores. Muitos senhorios continuam a preferir o arrendamento de curta duração e o alojamento local, mais rentável, a fechar contratos longos; outros estão simplesmente à espera de perceber as novas regras antes de colocar casa no mercado. O resultado é um bolo mais pequeno para quem precisa de teto todos os meses — sobretudo nas cidades onde há mais estudantes e trabalhadores a competir pela mesma chave.
Do lado das regras, o Governo já mexeu no mercado com a reforma que travou os aumentos de renda nos novos contratos e apertou os prazos de despejo. Se quer perceber que apoios existem quando o problema é mesmo urgente, veja também o novo Fundo de Emergência Habitacional e quem fica de fora. Os dados oficiais sobre habitação e rendas estão no Portal da Habitação.
Infografia: Tugadaily · dados idealista