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Notas de euro de 50 e 100 espalhadas sobre cartões bancários
Negócios 25 de julho de 2026

O salário mínimo devia saltar já para 1.050 euros? A CGTP acha que sim

A CGTP voltou a exigir o salário mínimo nacional nos 1.050 euros já, enquanto o acordo em vigor só prevê 970 euros em 2027 e os patrões dizem que não há margem.

A CGTP não quer esperar por 2027. A central sindical voltou esta semana a exigir que o salário mínimo nacional suba já para 1.050 euros — bem acima dos 970 euros que estão prometidos para o próximo ano — e o pedido reacendeu uma discussão que promete arrastar-se pelo verão.

O número que está em cima da mesa hoje é este: o acordo de rendimentos assinado em 2024 entre o Governo, a UGT e as confederações patronais prevê que o mínimo suba 50 euros em 2027, dos atuais 920 para 970. A CGTP nunca subscreveu esse acordo e considera-o curto face ao custo de vida.

Porque é que a CGTP pede 1.050 já?

Para a central liderada pela Intersindical, a conta não fecha nas casas das famílias. Além da subida imediata do mínimo para 1.050 euros, exige que todos os salários que ainda não foram atualizados em 2026 subam pelo menos 15%, num valor nunca inferior a 150 euros. O argumento é simples: os preços já subiram, os ordenados não acompanharam, e discutir apenas a revisão de 2027 deixa quem trabalha a perder poder de compra no presente.

E o Governo e os patrões, o que dizem?

Do lado do Executivo, a ministra do Trabalho tem repetido que há “um acordo para cumprir” e que o Governo “não fecha nem abre a porta” a ir além do combinado. Os patrões são mais diretos: o presidente da Confederação Empresarial de Portugal diz que não há condições para uma subida acima dos 50 euros já acordados, apontando para margens apertadas e para a incerteza económica.

No meio fica a pergunta que interessa a quem recebe o mínimo: quanto é que isto vai valer no fim do mês? Para já, o valor de 2026 continua nos 920 euros e a trajetória oficial aponta para os 970 em 2027 — o resto é pressão negocial. Se quiser perceber como se chegou ao valor atual e o que muda nos descontos, veja o nosso guia do salário mínimo em Portugal; os termos do acordo tripartido estão publicados no portal do Governo.

A concertação social volta a reunir-se no outono para fixar o valor de 2027. Até lá, é bom não confundir exigência sindical com decisão tomada — uma coisa é o que a CGTP pede, outra é o que vai constar do recibo.

Por Beatriz Mota

Imagem: User:Mattes / Wikimedia Commons (domínio público)

O porto de Sines, com navios de carga ao largo
Negócios 24 de julho de 2026

O investimento estrangeiro bateu recorde em Portugal — e Montenegro diz que o país nunca foi tão amigo de quem investe

Portugal fechou 2025 com um recorde de investimento estrangeiro contratado pela AICEP. O primeiro-ministro garante estabilidade, mas o Banco de Portugal prevê um crescimento mais modesto até 2027.

Portugal está a puxar mais dinheiro de fora do que alguma vez puxou. Em 2025, o investimento estrangeiro contratado pela AICEP, a agência que capta investimento para o país, bateu um recorde — e o primeiro-ministro fez questão de o sublinhar esta semana, numa cerimónia de arranque de obras na Figueira da Foz. Luís Montenegro resumiu a mensagem numa frase: Portugal é hoje "mais amigo do investimento". O argumento é a estabilidade — política, económica e…

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Barras de ouro
Negócios 24 de julho de 2026

Mercados em acompanhamento: ouro, Fed, petróleo e bolsas

O nosso acompanhamento contínuo dos mercados que mexem com as poupanças em Portugal — ouro, decisões da Fed e do BCE, petróleo e bolsas. Atualizado a cada novidade.

Este é o nosso acompanhamento contínuo dos mercados que mexem com as poupanças em Portugal. Em vez de um artigo novo por cada oscilação, atualizamos esta página sempre que há algo que interessa: ouro, decisões da Reserva Federal e do Banco Central Europeu, petróleo e as principais bolsas. Para o contexto de fundo sobre a economia portuguesa, veja o nosso balanço de meio de ano. Os dados oficiais estão no Banco de Portugal.

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Porto de Sines, no litoral alentejano
Negócios 24 de julho de 2026

A Catalyxx escolheu Sines para a primeira fábrica de químicos renováveis — 120 milhões e obras já este ano

A espanhola Catalyxx vai investir 120 milhões de euros numa fábrica de químicos renováveis em Sines, com obras a arrancar no último trimestre de 2026 e o projeto classificado como PIN.

Sines volta a ser o endereço escolhido por quem quer construir indústria pesada em Portugal — e desta vez a aposta é verde. A espanhola Catalyxx anunciou que vai erguer ali a sua primeira fábrica comercial de químicos renováveis, com um cheque a condizer. São 120 milhões de euros, através da Catalyxx Ibérica, num projeto que junta capital privado a apoio público — incluindo uma contribuição de 20 milhões da parceria europeia Circular Bio-based Europe. As…

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Unidade industrial de metalomecânica com estruturas metálicas e chaminés
Negócios 23 de julho de 2026

A alemã Hennig vai construir uma fábrica na Figueira da Foz e promete mais de 600 empregos

A Hennig investe 50 milhões de euros numa nova fábrica na Figueira da Foz. São 452 postos na primeira fase e mais de 600 no total. Saiba o que vai produzir.

Boas notícias para a Figueira da Foz e para a região Centro. A alemã Hennig avançou com a construção da sua nova fábrica na Zona Industrial do Pincho, em Alhadas, num projeto que promete mudar o mapa de emprego do concelho. O primeiro-ministro esteve no lançamento da obra, que sela um dos maiores investimentos industriais da região nos últimos anos. São 50 milhões de euros. A empresa comprou todos os lotes disponíveis do parque, cerca de 107 mil metros…

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Praia cheia de banhistas e chapéus-de-sol em Lagos, no Algarve
Negócios 21 de julho de 2026

O turismo caminha para outro verão recorde — e agora o dinheiro conta mais que as camas

Portugal volta a bater recordes no turismo em 2026: mais de 5,8 milhões de hóspedes só no primeiro trimestre e proveitos a chegar aos mil milhões. E 62% dos especialistas esperam ainda mais receita neste verão.

O turismo português está outra vez a caminho de um verão de recordes — mas a história de 2026 já não é só sobre encher hotéis. É sobre quanto cada cama rende. E aí Portugal está a subir mais depressa do que no número de hóspedes. Só no primeiro trimestre, o alojamento turístico recebeu 5,8 milhões de hóspedes e 13,6 milhões de dormidas, mais 1,5% e 1,3% do que no ano anterior. Parecem subidas modestas, mas os proveitos dispararam para perto dos mil…

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Imagem promocional da Dstelecom, operadora grossista de fibra ótica
Negócios 20 de julho de 2026

A Dstelecom está à venda e a KKR entrou na corrida — a fibra de Braga pode valer 400 milhões

A KKR e a Vauban são finalistas na compra da posição maioritária na Dstelecom, a operadora grossista de fibra que chega a um milhão de casas.

A Dstelecom, a operadora grossista de fibra ótica nascida em Braga, entrou na reta final de uma venda que está a atrair gigantes: a norte-americana KKR e a francesa Vauban Infrastructure Partners estão entre os finalistas para comprar a posição maioritária da empresa, numa operação que pode avaliar o grupo entre 300 e 400 milhões de euros. Os 54% detidos pela Cube Infrastructure Managers, o fundo que há uma década apostou na empresa. Os restantes 46%…

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Linha de confeção numa fábrica têxtil, com costureiras a trabalhar em máquinas de costura
Negócios 20 de julho de 2026

Destruir roupa por vender passou a ser proibido na UE — e Portugal pode ganhar com isso

Desde 19 de julho, as grandes empresas estão proibidas de destruir roupa e calçado por vender na UE. Em Portugal, a fiscalização cabe à ASAE — e a indústria vê uma oportunidade.

Acabou-se a trituradora como destino de coleções inteiras. Desde 19 de julho, as grandes empresas que vendem na União Europeia estão proibidas de destruir roupa, acessórios e calçado que não conseguiram vender — é uma das primeiras regras práticas do novo regulamento europeu do ecodesign, e mexe com um dos segredos mais incómodos da moda. Destruir vestuário e calçado novos por vender, pura e simplesmente. A obrigação aplica-se para já às grandes empresas…

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Gráfico de barras com os preços médios do gasóleo e da gasolina antes e depois da subida de 20 de julho
Negócios 19 de julho de 2026

O gasóleo sobe 13,5 cêntimos já esta segunda-feira — o maior salto do ano

Os combustíveis sobem a 20 de julho: gasóleo +13,5 cêntimos para perto de 1,99 euros e gasolina +6,5 para cerca de 1,98. A culpa é da escalada no Médio Oriente — e o ISP pode mexer.

Se costuma atestar à segunda-feira, talvez valha a pena passar pela bomba ainda hoje. O gasóleo simples sobe cerca de 13,5 cêntimos por litro a partir de 20 de julho e a gasolina 95 sobe 6,5 cêntimos — a maior atualização semanal do ano, segundo as previsões avançadas pelo ACP com base nas cotações internacionais. Num depósito de 50 litros a gasóleo, são quase sete euros a mais de uma semana para a outra. O litro de gasóleo simples deve passar a custar,…

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Dario Amodei, cofundador e CEO da Anthropic, em palco na conferência TechCrunch Disrupt
Negócios 19 de julho de 2026

A Anthropic prepara-se para chegar à bolsa já em outubro — antes da OpenAI

A Anthropic, dona do Claude, tem bancos a marcar reuniões com investidores para um IPO que pode acontecer já em outubro, à frente da OpenAI.

A corrida das gigantes da inteligência artificial à bolsa tem um favorito novo. A Anthropic, a empresa por trás dos modelos Claude, já tem os bancos a agendar reuniões entre investidores e a sua equipa executiva, o passo clássico que antecede uma estreia em bolsa — e, segundo a imprensa financeira norte-americana, o IPO pode acontecer já em outubro. Nenhuma data está fechada, mas o calendário aponta para o outono: a empresa entregou o registo confidencial…

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Vista da baía e da linha de arranha-céus de Luanda, capital de Angola
Negócios 18 de julho de 2026

O investimento angolano em Portugal quase duplicou — e já vale mais do que o português em Angola

O stock de investimento direto de Angola em Portugal atingiu 4.525,7 milhões de euros no final de 2025, mais 152% do que em 2021, e supera em 2.115 milhões o investimento português em Angola.

Durante décadas, a história contou-se sempre no mesmo sentido: empresas portuguesas a investir em Angola. Os números do Banco de Portugal mostram que a corrente inverteu — o stock de investimento direto angolano em Portugal chegou aos 4.525,7 milhões de euros no final de 2025, e já ultrapassa em 2.115 milhões o valor que as empresas portuguesas têm aplicado em Angola. Os tais 4,5 mil milhões de euros representam um salto de 50,9% num só ano e de 152% face…

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Tim Cook, presidente executivo da Apple, sorridente numa reunião na Comissão Europeia
Negócios 18 de julho de 2026

A Apple voltou a valer mais do que a Nvidia — e caminha para os 5 biliões

A Apple ultrapassou a Nvidia e voltou a ser a empresa mais valiosa do mundo, com 4,88 biliões de dólares de capitalização, pela primeira vez desde abril de 2025.

A Apple fechou a sexta-feira como a empresa mais valiosa do mundo, com uma capitalização de 4,88 biliões de dólares — ligeiramente acima dos cerca de 4,86 biliões da Nvidia, que caiu 3,5% na sessão. É a primeira vez desde abril de 2025 que a maçã recupera o trono, e a fasquia simbólica seguinte já se vê daqui: os 5 biliões. Menos por magia própria e mais por uma rotação em curso em Wall Street. Depois de anos a premiar quem vende as pás da corrida ao ouro…

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A sede do Fundo Monetário Internacional em Washington
Negócios 17 de julho de 2026

O FMI deu boa nota aos bancos portugueses — e as PME podem sentir o aperto

A avaliação do FMI ao sistema financeiro português (FSAP) confirma bancos sólidos, mas aponta a exposição ao imobiliário e à dívida. Consultores avisam que o crédito às PME fica mais exigente.

Boa notícia primeiro: o exame mais exigente que existe ao sistema financeiro nacional deu positivo. O relatório do FSAP, o programa de avaliação do setor financeiro do FMI divulgado esta sexta-feira pelo Banco de Portugal, conclui que os bancos portugueses aguentaram bem os últimos anos — pandemia, subida das taxas de juro, instabilidade geopolítica — com capital, liquidez e rendibilidade em níveis adequados. Duas vulnerabilidades, e nenhuma delas é…

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Banca de fruta e legumes no mercado municipal de Olhão
Negócios 17 de julho de 2026

Os preços dos alimentos vão sentir mais o calor do que a guerra, avisam os economistas

As ondas de calor deste verão devem pesar mais nos preços dos alimentos na zona euro em 2027 do que o conflito no Irão, diz a Oxford Economics. O BCE calcula que o calor de 2022 somou 0,67 pontos à inflação alimentar — e o sul da Europa foi o mais atingido.

A conta do supermercado do próximo ano está a ser escrita agora, nos campos a torrar ao sol. Economistas avisam que as ondas de calor deste verão são hoje uma ameaça maior para os preços dos alimentos na Europa do que a guerra no Irão — porque as colheitas danificadas devem pesar mais do que o efeito, já em queda, do petróleo e dos fertilizantes mais caros. Porque estraga a produção antes de ela chegar à prateleira. O aviso vem da Oxford Economics, pela…

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Grades vermelhas com garrafas de vidro da Coca-Cola (imagem de arquivo)
Negócios 16 de julho de 2026

A Coca-Cola travou a produção da Fairlife nos EUA — um ransomware chegou às linhas de fabrico

A Coca-Cola suspendeu temporariamente a produção da marca de lácteos Fairlife nos Estados Unidos depois de um ataque de ransomware ter atingido sistemas ligados à produção. O Canadá não foi afetado.

Não foi uma avaria nem uma greve: foi um ataque informático que parou as linhas. A Coca-Cola comunicou esta quinta-feira ao regulador americano que a Fairlife, a sua marca de leite e bebidas proteicas, suspendeu temporariamente a produção nos Estados Unidos depois de um ransomware ter chegado a sistemas da empresa — incluindo os que estão ligados à produção. Segundo o comunicado entregue à SEC, a Fairlife detetou um acesso não autorizado de terceiros a…

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