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Ambulância veterinária de cor amarela com as portas traseiras abertas, equipada para transporte e socorro de animais, num dia aberto de uma corporação de bombeiros
Notícias 3 de agosto de 2026

A partir de sábado, socorrer animais passa a ser trabalho da proteção civil. E os municípios vão ter de o planear

A Lei n.º 38/2026, publicada esta segunda-feira, mete a busca, o salvamento e o socorro animal na Lei de Bases da Proteção Civil e no SIOPS, e senta a DGAV nas comissões nacional e distritais.

Quem já viu um incêndio chegar perto de casa conhece a cena: as pessoas saem, e depois há o cão preso na corrente, as galinhas, o cavalo no pasto, a vaca que ninguém consegue meter na carrinha. Até agora, resolver isso era um problema de cada um. Deixou de ser.

A Lei n.º 38/2026 foi publicada esta segunda-feira em Diário da República e entra em vigor no sábado. O que faz é curto de explicar e grande em consequências: passa a busca, o salvamento e o socorro animal para dentro do âmbito de atuação da proteção civil, alterando a Lei de Bases e também o Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro, o tal SIOPS que manda no terreno quando há uma ocorrência a sério.

O que muda na prática

A partir de sábado, o socorro a animais fica integrado na atividade de proteção civil municipal. Isso quer dizer que deixa de depender da boa vontade de quem estiver de serviço e passa a ser matéria de planeamento — a lei obriga a que se prevejam soluções de emergência para procurar, salvar e socorrer animais em situações de catástrofe ou acidente.

Há ainda uma mudança que se nota pouco de fora e muito por dentro. A composição da Comissão Nacional de Proteção Civil passa a incluir um representante da área da saúde e bem-estar animal, indicado pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária. O mesmo acontece nas comissões distritais. Ou seja: quando se desenham os planos, há alguém na sala cuja função é lembrar que também há bichos lá fora.

De onde veio esta lei

A proposta partiu do PAN, que vinha há anos a insistir num plano nacional de busca, salvamento e socorro animal integrado na resposta a catástrofes. O argumento é fácil de perceber num país que arde todos os verões: em fogos rurais, cheias e tempestades, os animais raramente entram nos planos, e quem tenta salvá-los acaba muitas vezes a improvisar — às vezes com risco para si próprio.

Chega numa altura em que a área ardida de 2026 já ultrapassou os 30 mil hectares e os operacionais têm andado de incêndio em incêndio, como aconteceu no fogo que saltou de Valpaços para Mirandela. É também mais uma peça de um verão em que a emergência portuguesa mudou bastante de regras, a começar pela nova lei orgânica do INEM, que entrou em vigor a 1 de agosto.

O texto integral está disponível no Diário da República.

Por Marta Carneiro

Imagem: Globetrotter19 / Wikimedia Commons (CC BY-SA)

Gráfico de barras com a proposta do Fundo de Solidariedade da UE: Portugal 261 milhões, Espanha 149, Itália 74,8 e Malta 3,72
Notícias 19 de setembro de 2026

Dos 489 milhões propostos por Bruxelas, 261 são para Portugal (e 65 já chegaram)

A Comissão Europeia propôs a 17 de setembro mobilizar 489 milhões do Fundo de Solidariedade pelas tempestades de janeiro e fevereiro. Portugal leva a maior fatia de todas. O adiantamento de 65,37 milhões pago em julho é, para já, a única parte que não depende de um voto.

A Comissão Europeia propôs a 17 de setembro mobilizar 489 milhões de euros do Fundo de Solidariedade para as tempestades que atravessaram o sul da Europa no início do ano. Portugal fica com 261 milhões. É mais do que a Espanha, a Itália e Malta juntas, que dividem os restantes 227. A proporção não é um acaso diplomático. Entre 22 de janeiro e 15 de fevereiro, o país apanhou uma sequência de tempestades invulgarmente intensas: vento forte, agitação…

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Miradouro sobre a costa das Manadas, na ilha de São Jorge, com o canal e a ilha do Pico ao fundo
Notícias 19 de setembro de 2026

Três sistemas vulcânicos açorianos continuam em alerta V1 depois de as Furnas descerem para V0

O alerta das Furnas durava oito dias e caducou. Voltámos à página do CIVISA e contámos outra vez: ficam Santa Bárbara e o sistema fissural oeste da Terceira, em V1 desde julho, e as Manadas, em São Jorge, em V1 desde março de 2024.

O vulcão das Furnas voltou a V0. A classificação que o CIVISA lhe atribuiu a 8 de setembro era válida por oito dias e não foi renovada, o que devolve o sistema de São Miguel ao estado de repouso em que passa a esmagadora maioria do tempo. O que nos interessa aqui não é o anúncio, que a imprensa regional já deu. É a conta. Quando as Furnas subiram, fomos contar as entradas da página de alertas do CIVISA e encontrámos quatro sistemas vulcânicos açorianos…

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Gráfico do IPMA que cruza o desvio de temperatura com a percentagem de precipitação de cada agosto desde 1931, com agosto de 2026 assinalado a cinzento no lado mais chuvoso
Notícias 19 de setembro de 2026

A Europa Ocidental teve o verão mais quente de sempre. Em Portugal, agosto foi o quinto mais chuvoso desde 1931

O boletim do IPMA já saiu e responde à pergunta que tinha ficado no ar. A média de agosto em Portugal continental ficou 0,16 graus acima do normal, a temperatura máxima ficou abaixo, e choveu mais de duas vezes e meia o habitual.

Ficámos com uma pergunta em aberto há dez dias. O Copernicus tinha acabado de dar à Europa Ocidental o verão mais quente desde que há registo, com 2,54 graus acima da média de 1991-2020, e Portugal — que está dentro da caixa geográfica que produziu esse recorde — não aparecia em lado nenhum da lista. Faltava o boletim nacional que explicasse a ausência. Já saiu. A resposta é quase decepcionante de tão simples: em agosto, aqui, esteve normal. O valor médio…

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Folhas de louro secas dispostas em círculo sobre um pano branco
Notícias 18 de setembro de 2026

Vender louro prensado como se fosse droga é crime? Ainda não, mas o Governo quer mudar isso

O ministro da Administração Interna anunciou esta sexta-feira que o Governo prepara uma alteração legislativa que cria um tipo próprio de burla, como crime público, para a venda de substâncias vendidas como estupefacientes sem o serem.

Quem já passou pela Baixa de Lisboa ao fim da tarde conhece a abordagem. Alguém se encosta, oferece haxixe em voz baixa e, na esmagadora maioria dos casos, o que tem na mão é louro prensado — folha de louro comprimida, vendida a turistas pelo preço de uma droga que não é. Hoje isso não é crime. É, no máximo, uma contraordenação por venda ambulante sem licença, o que explica por que razão a polícia identifica, multa e vê a mesma pessoa de volta na mesma…

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Seringa pré-cheia rotulada como vacina contra a gripe, dose de 0,5 ml para administração intramuscular
Notícias 17 de setembro de 2026

Tem filhos entre os 2 e os 4 anos? A vacina da gripe passa a ser gratuita

A campanha sazonal 2026-2027 arranca a 30 de setembro nas unidades do SNS, farmácias aderentes e outros locais de vacinação. A gripe gratuita alarga-se às crianças dos 2 aos 4 anos, e a recomendação da covid-19 sobe dos 60 para os 70.

Já há data. A Campanha de Vacinação Sazonal de outono-inverno arranca a 30 de setembro, nas unidades do Serviço Nacional de Saúde, nas farmácias comunitárias aderentes e nos restantes locais de vacinação. As normas que fixam quem tem direito a quê saíram esta semana, depois de semanas em que a data não existia e o calendário andava a ser adivinhado a partir do ano passado.

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Gráfico de barras Tugadaily comparando as 37.134 assinaturas da petição a 15 de setembro, as 34.211 à data de entrada e o mínimo legal de 7.500
Notícias 17 de setembro de 2026

Quantas assinaturas faltam para o Parlamento debater o fim do sistema Volta? Nenhuma

A petição pelo fim do sistema de depósito e reembolso deu entrada na Assembleia a 15 de agosto com 34.211 assinaturas, quando o mínimo legal para ir a plenário são 7.500. Um mês depois vai em 37.134 e continua na Comissão de Ambiente e Energia, à espera de ser admitida.

A petição que pede o fim do sistema Volta tem 37.134 assinaturas. É o número que correu a imprensa esta semana, e é um número grande. Só que não é o número que decide nada. Para uma petição ser apreciada em plenário, a lei do exercício do direito de petição exige um mínimo de 7.500 subscritores. Quando esta deu entrada na Assembleia da República, a 15 de agosto, já levava 34.211 — quatro vezes e meia o que precisava. As 2.923 assinaturas somadas desde…

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A grande abertura oval do edifício da Fundação Champalimaud, em Belém, com o Tejo e a margem sul enquadrados pelo vão
Notícias 16 de setembro de 2026

O maior prémio do mundo na área da visão é português. Este ano foi para quem devolveu alguma visão a doentes cegos

Botond Roska e José-Alain Sahel receberam o Prémio António Champalimaud de Visão 2026, no valor de um milhão de euros. Distingue duas décadas de trabalho em terapias optogenéticas, que tornam sensíveis à luz células da retina que sobreviveram à doença.

Há um prémio científico de um milhão de euros que sai de Lisboa todos os anos e que é o maior do mundo na sua área. Chama-se Prémio António Champalimaud de Visão, é atribuído pela Fundação Champalimaud, e a edição de 2026 já tem vencedores: Botond Roska e José-Alain Sahel. Roska é neurocientista e um dos diretores fundadores do Institute of Molecular and Clinical Ophthalmology, em Basileia. Sahel é oftalmologista e clínico-investigador, na Universidade de…

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A Rua Augusta vista ao nível da calçada, com as fachadas pombalinas dos dois lados e um retratista de rua instalado a meio da artéria
Notícias 16 de setembro de 2026

Cinco semanas depois dos tiros na Rua Augusta, três suspeitos entregaram-se à Polícia Judiciária

A investigação ao disparo que atingiu uma turista sueca de 42 anos a 10 de agosto mudou de mãos e de enquadramento. Os três homens procurados pela PJ apresentaram-se na terça-feira e estavam a ser interrogados ao final da noite, por tentativa de homicídio.

Os três homens procurados pela Polícia Judiciária no caso dos disparos da Rua Augusta apresentaram-se às autoridades na terça-feira. Ao final da noite estavam a ser interrogados. O crime que lhes é imputado é tentativa de homicídio. A investigação tinha-os identificado durante o dia. Uma operação de buscas de manhã não os encontrou, e a PJ obteve dos advogados de defesa o compromisso de que os três se entregariam até ao fim do dia — o que veio a acontecer.

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Porta-contentores atracado no porto de Salalah, em Omã, com gruas de pórtico e as montanhas do Dhofar ao fundo
Notícias 16 de setembro de 2026

A Arábia Saudita travou a reunião de Salalah sobre o Estreito de Ormuz

O encontro entre o Irão, o Iraque e os países do Golfo estava marcado para segunda-feira. Foi adiado na véspera, sem nova data, depois de Riade apresentar emendas à proposta que Teerão e Mascate já tinham fechado.

A reunião que devia desenhar corredores de navegação no Estreito de Ormuz não chegou a acontecer. Estava marcada para segunda-feira, na cidade portuária de Salalah, no sul de Omã, e foi adiada no domingo à noite. Sem nova data. O anúncio veio do próprio anfitrião. O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Omã comunicou o adiamento do encontro regional de Salalah, invocando a necessidade de criar as condições certas para um diálogo construtivo, e o chefe…

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Gráfico de barras com a proporção da população com 50 ou mais anos que fez uma colonoscopia nos dez anos anteriores, por nível de escolaridade, em 2025
Notícias 15 de setembro de 2026

Quem não andou na escola mede mais a tensão arterial e faz menos colonoscopias

No Inquérito Nacional de Saúde de 2025, 80,2% de quem não tem escolaridade mediu a tensão no último ano, mais do que qualquer outro nível de escolaridade. Na colonoscopia esse mesmo grupo fica-se por 37,3%, contra 55,9% de quem tem um curso superior.

O INE publicou esta terça-feira mais um recorte do Inquérito Nacional de Saúde de 2025, desta vez sobre acesso a cuidados de saúde. O número que dá o título ao documento é este: 51,4% das pessoas com 50 ou mais anos disseram ter feito uma colonoscopia nos dez anos anteriores. Pouco mais de metade. Mas o que salta à vista quando se lê a tabela toda não é a média. É a forma como ela se parte por escolaridade, e o facto de se partir ao contrário do que seria…

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Imagem de satélite Sentinel-3 de uma pluma de poeiras do Sara a atravessar o Atlântico e a cobrir o céu sobre Lisboa, num episódio anterior de janeiro de 2022
Notícias 14 de setembro de 2026

Há poeiras do Norte de África sobre o Sul do país até amanhã (e na terça o calor quebra)

A DGS prevê fraca qualidade do ar a 14 e 15 de setembro em Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve, com subida das PM10. É o segundo episódio em onze dias, e a partir de terça-feira a máxima cai até nove graus no litoral.

Uma massa de ar vinda dos desertos do Norte de África está a atravessar Portugal Continental esta segunda e terça-feira, e traz poeiras em suspensão. A Direção-Geral da Saúde publicou a recomendação que costuma sair nestes episódios, e desta vez o aviso aponta para a generalidade da Zona Sul do território — sobretudo Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.

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A ilha de Perim vista do canal do Bab el-Mandeb, com a costa do Iémen ao fundo
Notícias 13 de setembro de 2026

Caiu a ilha no meio do Bab el-Mandeb. No outro estreito, seis mil marítimos continuam presos

Forças Huthi chegaram na sexta-feira a Perim, a ilha que parte em duas o corredor de entrada no mar Vermelho. Em Ormuz, a contagem da Organização Marítima Internacional vai em 21 navios atacados e dez marítimos mortos desde fevereiro.

Visto de Lisboa, o mar Vermelho parece um assunto de outra gente. Não é. É por ali que entra em direção à Europa boa parte do que vem da Ásia, e na sexta-feira o corredor ficou mais apertado. Forças Huthi chegaram a Perim, a ilha desabitada que divide o Bab el-Mandeb em duas vias de navegação, depois de as tropas do governo iemenita se retirarem. No dia anterior tinham tomado o porto de Mocha, na mesma costa. Quem tem Perim decide, na prática, quem passa.…

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Táxis de Lisboa, nas cores preta e verde e em bege, alinhados numa praça de táxis junto a uma paragem de autocarro
Notícias 13 de setembro de 2026

Vai apanhar um táxi no aeroporto de Lisboa? A partir de 15 de outubro paga 16 ou 19 euros

Os valores constam de um protocolo de autorregulação assinado na sexta-feira pela câmara, pelas associações do táxi, pela ANA e pelo turismo de Lisboa. Não são tarifas municipais, a adesão é voluntária e a DECO já disse que a fórmula lhe levanta dúvidas de legalidade.

Quem aterra em Lisboa e vai à praça de táxis do Humberto Delgado passa a saber o preço antes de entrar no carro. A partir de 15 de outubro, uma viagem para dentro da cidade custa 16 euros na primeira coroa e 19 euros na segunda, em dias úteis e de dia. À noite, aos fins de semana e nos feriados, os valores sobem para 20 e 23 euros. O protocolo foi assinado na sexta-feira pela Câmara Municipal de Lisboa, pela Federação Portuguesa do Táxi e pela ANTRAL, e…

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Fachada principal do Hospital Sousa Martins, na Guarda, com o nome do hospital inscrito por cima da escadaria
Notícias 12 de setembro de 2026

São onze as regiões onde é difícil fixar médicos, e a Ordem quer IRS mais baixo para quem lá for

O estudo apresentado na Guarda lista Açores, Beja, Bragança, Castelo Branco, Évora, Faro, Guarda, Madeira, Portalegre, Vila Real e Viseu. As propostas vão de deduções no IRS e isenção de IMI a mais dias de férias.

A Ordem dos Médicos foi à Guarda apresentar um estudo e trouxe uma lista fechada. São onze os territórios onde colocar médicos é difícil: Açores, Beja, Bragança, Castelo Branco, Évora, Faro, Guarda, Madeira, Portalegre, Vila Real e Viseu. A queixa que acompanha a lista é sobre método. O trabalho, coordenado pelo bastonário Carlos Cortes com médicos de várias especialidades, diz que a resposta a este problema tem sido dada com medidas avulsas, temporárias…

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