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Descodificador de televisão da MEO, com a marca visível na frente do equipamento
Tecnologia 16 de setembro de 2026

A MEO já disse o que foi. Agora tem um calendário legal para cumprir

A operadora confirmou que as três quebras da noite de segunda para terça foram um ataque distribuído de negação de serviço, sem intrusão em dados. O regime da cibersegurança que entrou em vigor em abril transforma isso numa sequência de prazos: 24 horas, 72 horas e um relatório final em 30 dias úteis.

As quebras que deixaram clientes da MEO sem internet e sem televisão em três janelas da mesma noite não foram uma avaria. A análise técnica da própria operadora aponta para um ataque distribuído de negação de serviço — um DDoS — dirigido à sua infraestrutura, com volumes de tráfego altos o suficiente para congestionar a rede e degradá-la temporariamente.

A MEO foi específica em dois pontos. Não houve intrusão nem acesso a dados, nem da empresa nem dos clientes. E a instabilidade nos encaminhamentos BGP, que a comunidade técnica notou primeiro e que pareceu a origem do problema, foi consequência do ataque e não a sua causa. O serviço está estabilizado e o incidente foi comunicado ao Centro Nacional de Cibersegurança.

É aqui que a história deixa de ser sobre uma noite má e passa a ser sobre um calendário.

O que muda com o regime que entrou em vigor este ano

Até 3 de abril deste ano, uma operadora que levasse um DDoS tinha essencialmente de o resolver e explicar-se aos clientes. Desde essa data está em vigor o regime jurídico da cibersegurança, que transpôs a diretiva europeia NIS2 e que trata as empresas de comunicações eletrónicas como entidades essenciais — a categoria mais exigente que o diploma tem.

Para essas entidades, um incidente significativo não se fecha com um comunicado. O artigo 42.º manda submeter uma notificação inicial sem demora injustificada e até 24 horas depois de a empresa concluir que existe um incidente significativo. Nas 72 horas seguintes tem de enviar uma atualização com uma avaliação da gravidade e do impacto. Quando o impacto significativo termina, o artigo 43.º dá outras 24 horas para o comunicar. E depois há o relatório final.

Trinta dias úteis, não trinta dias

O prazo do relatório final é a parte que quase toda a gente conta mal, porque o artigo 44.º não fala em trinta dias: fala em 30 dias úteis, contados não do incidente mas da notificação de fim de impacto. Se a MEO comunicou o fim do impacto esta semana, como a estabilização anunciada sugere, o relatório final cai já em finais de outubro. Fins de semana e o feriado de 5 de outubro empurram a data para lá do que a leitura apressada de “30 dias” daria.

Vale a pena dizer o que o relatório tem de conter, porque é aí que está a diferença entre uma nota à imprensa e uma prestação de contas: data e hora em que o incidente passou a ter impacto significativo, data e hora em que deixou de o ter, o impacto, o tipo de ameaça e a causa provável, e as medidas de mitigação aplicadas.

E quem recebe tudo isto

A resposta intuitiva é o CNCS, e foi isso que a MEO disse ter feito. O diploma é um bocadinho mais arrumado do que isso: o artigo 15.º cria autoridades nacionais setoriais de cibersegurança e entrega expressamente à ANACOM a matéria das comunicações eletrónicas e dos serviços postais. Na prática, o setor tem um regulador que já conhece bem — o mesmo que impõe compensações a quem fica sem internet numa mudança de operadora — e que passou também a ter competência de supervisão em cibersegurança.

O que está do outro lado, se os prazos falharem, é dinheiro a sério. Para uma entidade essencial, as contraordenações muito graves vão de 2.000 euros a 10 milhões de euros ou 2% do volume de negócios anual a nível mundial, consoante o valor mais alto. As graves ficam-se pelos 5 milhões ou 1%.

Nada disto quer dizer que a MEO tenha falhado seja o que for. Quer dizer que, num país onde quase metade das ligações fixas já anda a 1 Gbps, a conversa sobre uma noite sem rede deixou de acabar na manhã seguinte. Agora tem datas.

Por Oliver Grant

Imagem: MarcoTangerino / Wikimedia Commons (domínio público)

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Tecnologia 3 de novembro de 2026

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Na madrugada de segunda-feira, um ataque informático a um prestador externo que gere a refrigeração afetou sete lojas Intermarché em Portugal, ao mesmo tempo que dezenas de supermercados na Bélgica, Suécia, Irlanda, Países Baixos, Luxemburgo e Estónia. Três das lojas portuguesas tiveram de deitar produtos fora. A PJ e o CNCS estão a avaliar o caso.

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Alertas falsos de ataque nuclear chegaram aos telemóveis na Ucrânia e na Rússia na mesma noite

A app ucraniana Povitriana Tryvoha (Alerta Aéreo) foi atacada no domingo à noite e enviou avisos falsos de ameaça química, radiológica e de combates de rua. Horas depois, a app do Ministério das Situações de Emergência russo mandou notificações falsas sobre ogivas nucleares. Ninguém reivindicou os ataques.

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Ilustração de um navio pirata de velas brancas a navegar num mar turquesa em direção a uma ilha com uma palmeira e um baú do tesouro
Tecnologia 1 de novembro de 2026

Esta temporada do Fortnite traz o Luffy, a Arlong Park e um Zoro que só chega no sábado

A mini-temporada Treasure Hunters arranca a 1 de novembro e vai até ao evento final de 5 de dezembro. Luffy, Nami e Usopp entram na loja logo no primeiro dia, Ace e Nico Robin estão no Passe de Batalha e Zoro, Sanji e o Chopper chegam a 7 de novembro.

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Edifício-sede da Intel em Santa Clara, na Califórnia, com o logótipo no topo da fachada envidraçada
Tecnologia 31 de outubro de 2026

A Intel bateu as estimativas e mesmo assim perdeu 28,6% na bolsa num só dia

Receitas de 16,5 mil milhões de dólares no terceiro trimestre (+21%) e o melhor crescimento em data centers em 15 anos. O problema foi a previsão: 15 a 16 mil milhões para o quarto trimestre e um abrandamento dos PC que a própria Intel diz durar pelo menos até meados de 2027.

A Intel apresentou na quinta-feira à noite números melhores do que o mercado esperava. Na sexta-feira, as ações caíram 28,6%. As duas coisas são verdade ao mesmo tempo, e a explicação está numa única linha do comunicado: a previsão para os próximos três meses. No comunicado de resultados do terceiro trimestre, a Intel reporta receitas de 16,5 mil milhões de dólares, mais 21% do que há um ano. O lucro ajustado por ação foi de 0,52 dólares, mais do dobro…

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Ilustração de um telemóvel com uma lista de publicações desfocada, tapada por um grande cadeado laranja e um botão de entrar, rodeado de balões de conversa coloridos e desfocados
Tecnologia 30 de outubro de 2026

O Reddit vai passar a pedir conta a quem só quer ler (e testa primeiro fora dos EUA)

Na carta aos acionistas do terceiro trimestre, divulgada a 29 de outubro, Steve Huffman anunciou que o Reddit vai passar a ser uma experiência só para utilizadores com sessão iniciada. Os testes completos arrancam no quarto trimestre em mercados fora dos EUA, numa altura em que o tráfego vindo da pesquisa está a cair mais de um milhão de visitas por semana.

O Reddit vai deixar de se ler sem conta. Na carta aos acionistas do terceiro trimestre, publicada na quinta-feira, 29 de outubro, o presidente executivo, Steve Huffman, escreve que a plataforma vai passar a ser uma experiência "só com sessão iniciada". Os testes completos começam no quarto trimestre, em mercados escolhidos fora dos Estados Unidos. A empresa não disse quais. O que escreveu é que os resultados desses testes vão servir para desenhar uma…

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Imagem de apresentação do Gemini 4 Carbon, com o logótipo da Google Gemini e um cristal translúcido sobre fundo azul
Tecnologia 29 de outubro de 2026

O Gemini 4 Carbon é o modelo mais forte da Google. Para já, só o usa quem defende redes

A Google apresentou a 28 de outubro o Gemini 4 Carbon, com recordes em testes de cibersegurança como o ExploitGym (54,8%). O acesso começa por um grupo de especialistas em ciberdefesa e alarga-se aos poucos. Programadores e público ainda não têm data.

A Google tem um novo modelo de topo e quase ninguém o pode usar. O Gemini 4 Carbon, apresentado na quarta-feira por Koray Kavukcuoglu, da Google DeepMind, é descrito pela empresa como o seu modelo mais forte, sobretudo em cibersegurança e em tarefas longas. Chega apenas duas semanas depois do Gemini 4 Argon. O motivo do acesso fechado está nos próprios números. Num teste que mede a capacidade de encontrar falhas de segurança em software, o SEC-bench Pro,…

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Duas mãos tocam no ecrã de um MacBook Pro aberto, onde aparece o teclado de um piano virtual numa aplicação de música
Tecnologia 28 de outubro de 2026

O Mac passou a ter ecrã tátil. Estreia-se num MacBook Pro de 2.899 dólares

O novo MacBook Pro de 14 e 16 polegadas traz o primeiro ecrã tátil num Mac, um painel OLED tandem a que a Apple chama PROLED XDR, a Dynamic Island e chips M5 Pro e M5 Max. Pré-reservas desde 28 de outubro em 30 países, chega às lojas a 6 de novembro.

Durante anos, a Apple disse que não. Esta quarta-feira mudou de ideias: o novo MacBook Pro é o primeiro Mac com ecrã tátil, e a Apple anunciou-o no seu Newsroom com pré-reservas a abrir no mesmo dia. O toque chega com outra novidade grande, o ecrã. A Apple chama-lhe PROLED XDR e é um OLED tandem, com duas camadas de píxeis que emitem luz própria. Os números oficiais: até 2000 nits de brilho, contraste de 10.000.000:1, taxa de atualização variável até 120…

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Três ecrãs de iPhone com a Siri AI: uma conversa na app Siri, um roteiro num mapa e o modo Siri na câmara a identificar uma bola de críquete
Tecnologia 28 de outubro de 2026

Atualizou o iPhone para o iOS 27.2? A Siri AI já fala português, mas não para si

O iOS 27.2, lançado a 26 de outubro, leva a nova Siri AI a cinco línguas novas, incluindo o português. Na União Europeia continua bloqueada no iPhone, no iPad e no Apple Watch por causa da Lei dos Mercados Digitais, e a Apple não dá data. No Mac funciona, mas só em inglês.

A Apple lançou o iOS 27.2 a 26 de outubro e a novidade mais esperada vem com um asterisco para quem está em Portugal. A Siri AI, a versão da Siri construída sobre a nova Apple Intelligence, passou a falar francês, japonês, coreano, espanhol e português. Até aqui só falava inglês. O asterisco é a União Europeia. A Siri AI continua indisponível no iPhone, no iPad e no Apple Watch em todos os países da UE, Portugal incluído, e a atualização não mudou isso. A…

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Arte oficial de Pokémon UNITE: Cinderace, Pikachu, Greninja, Gengar, Mr. Mime e Talonflame em plena batalha num estádio, com o logótipo do jogo no canto
Tecnologia 27 de outubro de 2026

Pokémon UNITE vai ser desligado a 23 de março de 2027 (e as gemas já deixaram de estar à venda)

A The Pokémon Company anunciou a 27 de outubro o fim do serviço do jogo de batalhas em equipa, na Switch e no telemóvel. A compra de gemas Aeos e as novas subscrições do UNITE Club pararam no mesmo dia. Um evento final arranca a 12 de novembro.

Pokémon UNITE tem data para acabar. O serviço termina na terça-feira, 23 de março de 2027, às 00h00 UTC (meia-noite em Lisboa), tanto na Nintendo Switch como em Android e iOS, segundo o aviso de fim de serviço publicado esta terça-feira no site oficial do jogo. A partir dessa hora, ninguém volta a entrar numa partida. Há uma parte que já mudou hoje. Desde as 05h00 UTC de 27 de outubro deixou de ser possível comprar gemas Aeos, a moeda paga do jogo, e o…

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Uma mão segura o novo iPad mini na vertical, com o ecrã OLED a mostrar a palavra mini em letras azuis brilhantes sobre fundo escuro
Tecnologia 26 de outubro de 2026

Este iPad mini tem ecrã OLED e chega a Portugal por 769 euros

A Apple apresentou o novo iPad mini com ecrã OLED de 8,5 polegadas, chip A20 Pro, 5,4 mm de espessura e resistência à água IP67. Em Portugal, a versão Wi-Fi de 128 GB custa 769 euros, mais 150 do que o modelo anterior. Pré-encomendas a 28 de outubro, lojas a 6 de novembro.

O iPad mais pequeno da Apple acabou de dar o maior salto desde que existe. O novo modelo apresentado esta segunda-feira troca o ecrã LCD por um OLED de 8,5 polegadas, fica com 5,4 mm de espessura e passa a aguentar água e pó (certificação IP67). Lá dentro vai o chip A20 Pro, feito a 2 nanómetros. E fica mais caro. Na loja online portuguesa da Apple, a versão Wi-Fi de 128 GB custa 769 euros. O iPad mini anterior, com chip A17 Pro, chegou cá em 2024 a 619…

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