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Mão a segurar um molho de chaves com pendente em forma de casa, à porta de uma habitação
Imobiliário 23 de julho de 2026

O Fundo de Emergência Habitacional já tem regras — e há inquilinos que ficam de fora

O novo Fundo de Emergência Habitacional apoia até 2.300 euros por mês no realojamento, mas exclui quem for despejado por danos. Saiba quem tem direito e quem não.

Se ficar sem casa de um momento para o outro, há agora uma rede de segurança — mas não é para toda a gente. O novo Fundo de Emergência Habitacional (FEH), criado dentro da reforma do arrendamento, paga até 2.300 euros por mês para garantir realojamento rápido a quem cai numa situação de emergência. Há uma condição que já está a dar que falar: quem for despejado por ter danificado a casa fica de fora.

Quanto paga o Fundo de Emergência Habitacional?

O apoio é um subsídio direto e não reembolsável para despesas de alojamento ou realojamento, até um máximo de 2.300 euros mensais, por um prazo de seis meses consecutivos. Destina-se a pessoas e famílias em emergência habitacional real — por exemplo, despejadas por carência económica ou a fugir de uma situação de violência doméstica. A ideia é evitar que uma quebra súbita de rendimento atire alguém para a rua enquanto procura solução.

Quem fica sem direito ao apoio?

Aqui está o senão. Ficam excluídos os arrendatários cujo despejo resulte de danos provocados no imóvel, incluindo uso danoso ou atos de vandalismo — mesmo que estejam com dificuldades financeiras. Também não acedem ao fundo as famílias que tenham outra habitação, própria ou arrendada, no mesmo concelho ou em concelhos vizinhos. Por outras palavras: o fundo é para quem não tem mesmo para onde ir e não foi responsável pela perda da casa.

O que muda nos despejos?

A mesma reforma acelera os despejos por falta de pagamento: o prazo baixa para dois meses de renda em atraso, quando antes eram exigidos três. É uma faca de dois gumes — dá mais segurança a senhorios que hesitavam em arrendar, mas encurta a margem de quem se atrasa. O pacote entra num mercado onde já há menos casas para arrendar do que há um ano. Os detalhes oficiais constam do comunicado do Conselho de Ministros.

Por Duarte Figueiredo

Imagem ilustrativa · Foto: Jakub Zerdzicki / Pexels

Gráfico Tugadaily com a queda da oferta de casas para arrendar por cidade no segundo trimestre de 2026
Imobiliário 23 de julho de 2026

Há cada vez menos casas para arrendar em Portugal, e a oferta caiu 22% num só trimestre

A oferta de casas para arrendar em Portugal caiu 22% no segundo trimestre de 2026. Coimbra e Porto lideram a quebra — veja onde há menos e onde aumentou.

Quem anda à procura de casa para arrendar já sentiu na pele: há cada vez menos anúncios e a concorrência é feroz. Os números confirmam o que a rua já sabia. A oferta de casas para arrendamento de longa duração em Portugal caiu 22% no segundo trimestre de 2026 face ao ano anterior, para um total de 40.716 imóveis disponíveis. Menos oferta, mais candidatos por porta, e rendas que continuam a apertar. A quebra não é igual em todo o lado. Coimbra foi a cidade…

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Gráfico Tugadaily: preço mediano das casas por metro quadrado em junho de 2026
Imobiliário 22 de julho de 2026

Preços das casas em Portugal: o acompanhamento

Acompanhamento contínuo do mercado da habitação em Portugal — índice de preços do INE, avaliação bancária, rendas e acessibilidade. Atualizado a cada novo dado.

Reunimos aqui, num só sítio, a evolução do mercado da habitação em Portugal. Em vez de um artigo por cada dado novo, atualizamos esta página com o essencial: o índice de preços do INE, a avaliação bancária, as rendas e a acessibilidade para quem compra ou arrenda. Os dados oficiais estão no INE. A oferta de casas para arrendar em Portugal caiu 22% no segundo trimestre face ao ano anterior, para cerca de 40,7 mil imóveis de longa duração, segundo o…

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Edifício de um hotel B&B em Pulianas, Granada, Espanha
Imobiliário 21 de julho de 2026

A B&B Hotels aliou-se à Casais para construir hotéis em série — e o próximo já cresce na Amadora

B&B Hotels, Grupo Casais, CREE Buildings e First Properties criaram uma aliança para industrializar a construção de hotéis em Portugal e Espanha.

A B&B Hotels quer crescer na Península Ibérica ao ritmo de linha de montagem — e escolheu parceiros portugueses para isso. A cadeia hoteleira formalizou uma aliança com o Grupo Casais, a CREE Buildings e a First Properties para industrializar a construção de hotéis em Portugal e Espanha, transformando o que eram projetos avulsos numa plataforma repetível e escalável. Com madeira híbrida e peças feitas em fábrica. O sistema patenteado da CREE já provou que…

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Gráfico com a dívida de rendas em atraso na habitação pública por município: Lisboa 44,1 milhões, Cascais 2,5 milhões, Porto 1 milhão, Sintra 471 mil euros
Imobiliário 20 de julho de 2026

As rendas em atraso na habitação pública passam os 48 milhões — e Lisboa deve 44

Lisboa, Porto, Cascais e Sintra acumulavam 48 milhões de euros em rendas por cobrar no final de 2025. O incumprimento está a cair, mas houve 86 despejos.

As rendas em atraso na habitação pública das quatro maiores câmaras do país somavam 48 milhões de euros no final de 2025 — e Lisboa, sozinha, responde por 44,1 milhões. Porto, Cascais e Sintra dividem o resto, com a vila de Cascais em segundo lugar (2,5 milhões), o Porto perto de um milhão e Sintra acima dos 471 mil euros. Escala, sobretudo: a capital gere mais de 21.700 fogos municipais — mais do que Porto, Cascais e Sintra juntos. A Gebalis, a empresa…

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Fachadas de casas antigas e coloridas no Porto
Imobiliário 19 de julho de 2026

As heranças indivisas deixam de bloquear a venda de casas — o Parlamento aprovou a lei

O Parlamento aprovou em votação final o diploma que permite a um único herdeiro pedir a venda de imóveis presos em heranças indivisas. A casa de morada de família fica de fora, salvo consentimento.

Milhares de casas em Portugal estão paradas há anos porque os herdeiros não se entendem. Essa realidade está prestes a mudar: o Parlamento aprovou em votação final global o diploma do Governo que cria um processo especial — e urgente — para vender imóveis presos em heranças indivisas, mesmo quando não há acordo entre todos os herdeiros. Passa a bastar que um único herdeiro peça a venda para o processo avançar, através de um mecanismo judicial de natureza…

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Ondulação gigante na costa da Nazaré vista de satélite
Imobiliário 17 de julho de 2026

Comprar casa já se faz a olhar para o céu — 87% dos portugueses pesam os riscos climáticos

Um estudo do Observador Cetelem divulgado a 17 de julho mostra que 87% dos portugueses que querem comprar ou mudar de casa consideram a exposição a riscos climáticos no negócio. Tempestades lideram os receios (48%), seguidas das ondas de calor (45%).

Comprar casa em Portugal deixou de ser só localização, preço e taxa de juro — agora também se olha para o céu. Segundo o barómetro do Observador Cetelem divulgado esta sexta-feira, 87% dos portugueses que tencionam comprar ou mudar de casa já consideram a exposição a riscos climáticos um critério importante ou muito importante na decisão. As tempestades. Ao contrário da média europeia, onde o calor lidera os receios (40%), em Portugal é a violência do…

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Termóstato digital numa parede de uma habitação
Imobiliário 16 de julho de 2026

O certificado energético é obrigatório para vender ou arrendar casa — quanto custa e como se pede em 2026

O certificado energético custa tipicamente entre 120 e 250 euros mais IVA numa habitação, vale 10 anos e é obrigatório para vender ou arrendar. Guia com taxas ADENE, passos e prazos em 2026.

A resposta curta primeiro: o certificado energético de uma habitação custa, na prática, entre 120 e 250 euros mais IVA, vale 10 anos e é obrigatório desde o momento em que anuncia a casa para venda ou arrendamento — não apenas na escritura. Quem vende sem ele arrisca coima. O documento classifica o desempenho energético do imóvel numa escala que vai do A+ (excelente) ao F (muito fraco), e só pode ser emitido por um perito qualificado registado no Sistema…

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Entrega de chaves de uma casa com um letreiro de vendido ao fundo
Imobiliário 16 de julho de 2026

Vender casa em Portugal custa mais do que parece — comissões, certificados e mais-valias explicados para 2026

Vender casa em Portugal implica comissão imobiliária (tipicamente 3% a 6% mais IVA), certificado energético, eventual comissão de reembolso antecipado do crédito e IRS sobre metade da mais-valia. Guia completo 2026.

A resposta direta: quem vende casa em Portugal deve contar com três blocos de custos — a comissão da imobiliária (tipicamente 3% a 6% mais IVA), a papelada obrigatória (certificado energético à cabeça) e, no ano seguinte, o IRS sobre a mais-valia, em que por regra só metade do ganho é tributada. Ignorar o terceiro bloco é o erro mais caro. Não há tabela legal: a comissão é negociada em contrato de mediação e ronda os 3% a 6% sobre o preço de venda, mais…

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Grua sobre um edifício em obras em Lisboa
Imobiliário 16 de julho de 2026

O novo licenciamento de obras arranca a 3 de agosto — e o silêncio da câmara passa a valer aprovação

O Decreto-Lei 108/2026 muda o licenciamento urbanístico a partir de 3 de agosto: deferimento tácito generalizado, comunicação prévia para mais obras, prazos de 20 a 45 dias e um novo título urbanístico. O que muda para quem constrói, remodela ou compra.

A partir de 3 de agosto, se a câmara não responder ao seu pedido de obra dentro do prazo, o pedido considera-se aprovado. É esta a mudança mais sonante do novo licenciamento urbanístico, aprovado pelo Decreto-Lei 108/2026, que altera o regime jurídico da urbanização e edificação (RJUE) para atacar um dos maiores estrangulamentos da habitação em Portugal: o tempo que os projetos passam parados à espera de resposta. Três coisas principais. Primeiro, o…

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Rua de prédios de habitação em Lisboa, com fachadas em tons de vermelho, creme e branco
Imobiliário 15 de julho de 2026

O novo arrendamento acessível arranca a 1 de setembro e isenta o senhorio de IRS a 100% — eis a letra pequena

O Regime Simplificado de Arrendamento Acessível entra em vigor a 1 de setembro de 2026: renda até 80% da mediana do concelho, contrato de 3 anos e isenção total de IRS ou IRC sobre a renda.

A partir de 1 de setembro de 2026, um senhorio que arrende uma casa com renda até 80% da mediana do seu concelho e contrato de pelo menos três anos não paga um cêntimo de IRS ou de IRC sobre essa renda. Isenção total, não desconto. É este o Regime Simplificado de Arrendamento Acessível — o RSAA — e é a peça mais agressiva do pacote fiscal da habitação deste ano. Vale a pena dizer o que isto substitui. O RSAA vem ocupar o lugar do antigo Programa de Apoio…

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Edifício do Banco de Portugal no Porto
Imobiliário 15 de julho de 2026

A garantia pública para jovens fica, diz o Governo, e o FMI que tenha paciência

O FMI e o Banco de Portugal querem travar a garantia do Estado que financia 100% da primeira casa a menores de 35 anos. O Governo recusa recuar e culpa a falta de oferta pela subida dos preços.

O Governo não vai mexer na garantia pública que permite a jovens até aos 35 anos comprar a primeira casa sem entrada — e disse-o depois de o Fundo Monetário Internacional ter defendido o fim da medida e de o Banco de Portugal ter avisado que ela está a inchar o risco dos bancos. Resumindo: dois dos maiores avisos que um governo pode receber sobre habitação, e a resposta foi não. É o Estado a pôr-se como fiador. Em vez de o jovem juntar os 10% ou 20% de…

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Prédios de habitação na Baixa de Lisboa
Imobiliário 13 de julho de 2026

Casas abaixo de 300 mil euros: só uma em cada três à venda em Portugal

Apenas uma em cada três casas à venda em Portugal custa menos de 300 mil euros, e o stock nessa faixa caiu 31% num ano. O retrato do mercado em 2026.

Quem procura casa por menos de 300 mil euros está a disputar um terço do mercado. É essa a fotografia de 2026: apenas uma em cada três casas à venda em Portugal fica abaixo dessa fasquia, e o stock nesse escalão encolheu 31% num único ano. O problema não é só o preço de cada casa, é que as casas mais acessíveis estão simplesmente a desaparecer das listas. Cerca de uma em cada três das casas atualmente à venda. A maior fatia do mercado, 44%, situa-se entre…

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Edifício dos Paços do Concelho de Lisboa, sede da Câmara Municipal
Imobiliário 12 de julho de 2026

Lisboa vende 10 terrenos municipais por mínimo de 59,2 milhões — esquerda queria 500 casas

A Câmara de Lisboa aprovou a venda em hasta pública de dez terrenos 'esquecidos há décadas'. PS e Bloco dizem que davam habitação acessível para 500 famílias.

A Câmara de Lisboa vai vender dez terrenos municipais em hasta pública por um valor mínimo global de 59,2 milhões de euros. A proposta passou esta semana com os votos da maioria PSD/CDS-PP/IL e do Chega — e com a esquerda toda contra, a fazer contas ao que ali podia nascer: habitação acessível para cerca de 500 famílias, segundo o PS. Dez parcelas espalhadas por Marvila, Beato, Penha de França, Lumiar, Belém, Campolide e São Vicente. O executivo…

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Fachadas de prédios de habitação numa rua do Porto
Imobiliário 12 de julho de 2026

Comprar casa para arrendar rende 6,2%: a rentabilidade cai, mas o risco também

A rentabilidade bruta de comprar casa para arrendar em Portugal caiu para 6,2% no segundo trimestre de 2026. Onde rende mais e porque desceu o risco.

Comprar casa para arrendar em Portugal rendeu 6,2% brutos no segundo trimestre de 2026 — menos do que os 6,9% de há um ano e bem abaixo dos 7,2% de 2024. A conta é simples de explicar: os preços de compra continuam a subir muito mais depressa do que as rendas, e cada euro investido em tijolo compra hoje menos renda do que comprava. A média nacional está nos 6,2% brutos ao ano, mas o mapa é tudo menos uniforme. Lisboa é, paradoxalmente, o pior negócio do…

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