Tem o crédito indexado à Euribor a 12 meses? A prestação sobe cerca de 65 euros em agosto
Num empréstimo de 150 mil euros a 30 anos com spread de 1%, a revisão de agosto leva a prestação para 703,64 euros — mais 64,83 do que há um ano.
Agosto traz conta mais pesada a quem tem o crédito da casa a rever-se este mês. Nas três maturidades — três, seis e doze meses — a Euribor entrou na revisão acima do valor anterior, e o efeito é imediato na prestação.
As médias que servem de referência ficaram em 2,417% na Euribor a três meses, 2,638% na de seis e 2,835% na de doze. Aplicadas a um empréstimo de 150 mil euros a 30 anos com spread de 1%, as simulações da DECO PROTESTE dão o seguinte: quem revê à taxa de doze meses passa a pagar 703,64 euros por mês, mais 64,83 euros do que na revisão de agosto do ano passado. Na de seis meses a prestação vai para 685,94 euros, um agravamento de 42,40 face a fevereiro. Na de três meses fica em 664,64 euros, mais 19,99 do que na revisão de maio.
Porque é que a taxa a doze meses dói mais
Porque só se ajusta uma vez por ano. Quem tem a Euribor a três meses já foi absorvendo as subidas em pequenas doses ao longo de 2026; quem tem a de doze recebe agora, de uma vez, tudo o que o mercado fez desde agosto de 2025. É a mesma mecânica que, na descida, faz com que essa maturidade demore mais tempo a devolver alívio.
O contexto é de estabilização, não de disparo. As projeções apontavam para a Euribor a rondar os 2% ao longo do ano e os valores atuais estão um pouco acima disso, o que explica a surpresa desagradável para quem já contava com prestações a cair. As taxas diretoras que ancoram tudo isto estão publicadas no site do Banco Central Europeu.
O que fazer com esta informação
Se a revisão é agora, vale a pena confirmar no extrato qual é a maturidade contratada — muita gente não sabe e é o dado que determina tudo o resto. Renegociar o spread ou transferir o crédito continua a ser possível, e o cálculo compensa sobretudo em contratos antigos com spreads acima de 1,5%.
Do lado do preço das casas, o quadro não ajuda: o mercado voltou a bater recorde em julho, o nono consecutivo, ainda que com abrandamento. Quem estiver a acompanhar a evolução mês a mês encontra tudo no nosso acompanhamento dos preços das casas.
Infografia: Tugadaily · dados de simulações DECO PROTESTE