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Vista aérea de um centro de dados da Google em Council Bluffs, Iowa
Negócios 25 de julho de 2026

A Google gastou tanto em data centers que ficou sem dinheiro livre no trimestre

A Alphabet fechou o segundo trimestre com fluxo de caixa livre negativo em 5,9 mil milhões de dólares, depois de duplicar o investimento em infraestrutura. E ainda subiu a fasquia para o resto do ano.

A Alphabet teve um trimestre excelente e a bolsa castigou-a à mesma. As receitas subiram 24%, a nuvem cresceu 82% — números com que a maioria das empresas do mundo sonha — e mesmo assim as ações caíram. A culpa é de uma linha só: o investimento.

Porque é que o fluxo de caixa da Alphabet ficou negativo?

Porque a empresa gastou mais em infraestrutura do que gerou a operar. No segundo trimestre, a compra de equipamento e instalações duplicou face ao ano anterior, para 44,9 mil milhões de dólares, contra 39,1 mil milhões de dólares gerados pela operação. A conta dá o que tem de dar: um fluxo de caixa livre negativo em cerca de 5,9 mil milhões de dólares. Para a dona da Google, uma máquina de imprimir dinheiro há duas décadas, isto é território novo.

Quanto é que a Alphabet vai gastar em 2026?

Entre 195 e 205 mil milhões de dólares, segundo a própria empresa — uma revisão em alta face aos 180 a 190 mil milhões que tinha prometido antes. A justificação oficial é que a capacidade está a ser entregue mais depressa do que o previsto porque a procura não pára. A leitura menos simpática é que ninguém no setor sabe onde é o teto desta corrida, e que parar primeiro é que é o verdadeiro risco.

O que é que isto diz sobre a corrida à IA?

Diz que a fase barata acabou. A Microsoft está a financiar data centers da Mistral na Europa, a Google prepara chips feitos à medida do Gemini para gastar menos energia por resposta, e Portugal anda a preparar zonas industriais para receber estes armazéns de computação. Toda a gente está a construir ao mesmo tempo, com dinheiro que só se paga se a procura por inteligência artificial continuar a crescer ao ritmo atual.

Os investidores não estão propriamente em pânico: continuam a comprar a história do crescimento. Estão é a começar a perguntar quando é que a fatura da infraestrutura volta a caber no que o negócio gera. Os números completos estão na área de investidores da Alphabet, e a resposta a essa pergunta é a coisa mais interessante que vai sair dos próximos trimestres.

Por Beatriz Mota

Imagem: Chad Davis / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Gráfico da percentagem de eletricidade renovável no consumo final: Áustria 90,8%, Suécia 89,2%, Dinamarca 77,7% e Portugal 65,6%
Negócios 25 de julho de 2026

Portugal é o quarto país da UE com mais eletricidade renovável — e a Áustria ainda vai muito à frente

Portugal tem 65,6% de eletricidade renovável no consumo final, atrás de Áustria, Suécia e Dinamarca, segundo o Eurostat. O que isso significa para a fatura.

Portugal tem a quarta maior fatia de eletricidade renovável no consumo final de toda a União Europeia: 65,6%, segundo os dados divulgados pelo Eurostat. À frente ficam apenas a Áustria, com 90,8%, a Suécia, com 89,2%, e a Dinamarca, com 77,7%. Quer dizer que, de cada dez unidades de eletricidade consumidas no país, quase sete vieram do vento, da água, do sol ou de biomassa. É uma conta de consumo final, portanto já leva em linha de conta o que importamos…

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Notas de euro de 50 e 100 espalhadas sobre cartões bancários
Negócios 25 de julho de 2026

O salário mínimo devia saltar já para 1.050 euros? A CGTP acha que sim

A CGTP voltou a exigir o salário mínimo nacional nos 1.050 euros já, enquanto o acordo em vigor só prevê 970 euros em 2027 e os patrões dizem que não há margem.

A CGTP não quer esperar por 2027. A central sindical voltou esta semana a exigir que o salário mínimo nacional suba já para 1.050 euros — bem acima dos 970 euros que estão prometidos para o próximo ano — e o pedido reacendeu uma discussão que promete arrastar-se pelo verão. O número que está em cima da mesa hoje é este: o acordo de rendimentos assinado em 2024 entre o Governo, a UGT e as confederações patronais prevê que o mínimo suba 50 euros em 2027,…

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O porto de Sines, com navios de carga ao largo
Negócios 24 de julho de 2026

O investimento estrangeiro bateu recorde em Portugal — e Montenegro diz que o país nunca foi tão amigo de quem investe

Portugal fechou 2025 com um recorde de investimento estrangeiro contratado pela AICEP. O primeiro-ministro garante estabilidade, mas o Banco de Portugal prevê um crescimento mais modesto até 2027.

Portugal está a puxar mais dinheiro de fora do que alguma vez puxou. Em 2025, o investimento estrangeiro contratado pela AICEP, a agência que capta investimento para o país, bateu um recorde — e o primeiro-ministro fez questão de o sublinhar esta semana, numa cerimónia de arranque de obras na Figueira da Foz. Luís Montenegro resumiu a mensagem numa frase: Portugal é hoje "mais amigo do investimento". O argumento é a estabilidade — política, económica e…

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Barras de ouro
Negócios 24 de julho de 2026

Mercados em acompanhamento: ouro, Fed, petróleo e bolsas

O nosso acompanhamento contínuo dos mercados que mexem com as poupanças em Portugal — ouro, decisões da Fed e do BCE, petróleo e bolsas. Atualizado a cada novidade.

Este é o nosso acompanhamento contínuo dos mercados que mexem com as poupanças em Portugal. Em vez de um artigo novo por cada oscilação, atualizamos esta página sempre que há algo que interessa: ouro, decisões da Reserva Federal e do Banco Central Europeu, petróleo e as principais bolsas. Para o contexto de fundo sobre a economia portuguesa, veja o nosso balanço de meio de ano. Os dados oficiais estão no Banco de Portugal.

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Porto de Sines, no litoral alentejano
Negócios 24 de julho de 2026

A Catalyxx escolheu Sines para a primeira fábrica de químicos renováveis — 120 milhões e obras já este ano

A espanhola Catalyxx vai investir 120 milhões de euros numa fábrica de químicos renováveis em Sines, com obras a arrancar no último trimestre de 2026 e o projeto classificado como PIN.

Sines volta a ser o endereço escolhido por quem quer construir indústria pesada em Portugal — e desta vez a aposta é verde. A espanhola Catalyxx anunciou que vai erguer ali a sua primeira fábrica comercial de químicos renováveis, com um cheque a condizer. São 120 milhões de euros, através da Catalyxx Ibérica, num projeto que junta capital privado a apoio público — incluindo uma contribuição de 20 milhões da parceria europeia Circular Bio-based Europe. As…

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Unidade industrial de metalomecânica com estruturas metálicas e chaminés
Negócios 23 de julho de 2026

A alemã Hennig vai construir uma fábrica na Figueira da Foz e promete mais de 600 empregos

A Hennig investe 50 milhões de euros numa nova fábrica na Figueira da Foz. São 452 postos na primeira fase e mais de 600 no total. Saiba o que vai produzir.

Boas notícias para a Figueira da Foz e para a região Centro. A alemã Hennig avançou com a construção da sua nova fábrica na Zona Industrial do Pincho, em Alhadas, num projeto que promete mudar o mapa de emprego do concelho. O primeiro-ministro esteve no lançamento da obra, que sela um dos maiores investimentos industriais da região nos últimos anos. São 50 milhões de euros. A empresa comprou todos os lotes disponíveis do parque, cerca de 107 mil metros…

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Praia cheia de banhistas e chapéus-de-sol em Lagos, no Algarve
Negócios 21 de julho de 2026

O turismo caminha para outro verão recorde — e agora o dinheiro conta mais que as camas

Portugal volta a bater recordes no turismo em 2026: mais de 5,8 milhões de hóspedes só no primeiro trimestre e proveitos a chegar aos mil milhões. E 62% dos especialistas esperam ainda mais receita neste verão.

O turismo português está outra vez a caminho de um verão de recordes — mas a história de 2026 já não é só sobre encher hotéis. É sobre quanto cada cama rende. E aí Portugal está a subir mais depressa do que no número de hóspedes. Só no primeiro trimestre, o alojamento turístico recebeu 5,8 milhões de hóspedes e 13,6 milhões de dormidas, mais 1,5% e 1,3% do que no ano anterior. Parecem subidas modestas, mas os proveitos dispararam para perto dos mil…

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Imagem promocional da Dstelecom, operadora grossista de fibra ótica
Negócios 20 de julho de 2026

A Dstelecom está à venda e a KKR entrou na corrida — a fibra de Braga pode valer 400 milhões

A KKR e a Vauban são finalistas na compra da posição maioritária na Dstelecom, a operadora grossista de fibra que chega a um milhão de casas.

A Dstelecom, a operadora grossista de fibra ótica nascida em Braga, entrou na reta final de uma venda que está a atrair gigantes: a norte-americana KKR e a francesa Vauban Infrastructure Partners estão entre os finalistas para comprar a posição maioritária da empresa, numa operação que pode avaliar o grupo entre 300 e 400 milhões de euros. Os 54% detidos pela Cube Infrastructure Managers, o fundo que há uma década apostou na empresa. Os restantes 46%…

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Linha de confeção numa fábrica têxtil, com costureiras a trabalhar em máquinas de costura
Negócios 20 de julho de 2026

Destruir roupa por vender passou a ser proibido na UE — e Portugal pode ganhar com isso

Desde 19 de julho, as grandes empresas estão proibidas de destruir roupa e calçado por vender na UE. Em Portugal, a fiscalização cabe à ASAE — e a indústria vê uma oportunidade.

Acabou-se a trituradora como destino de coleções inteiras. Desde 19 de julho, as grandes empresas que vendem na União Europeia estão proibidas de destruir roupa, acessórios e calçado que não conseguiram vender — é uma das primeiras regras práticas do novo regulamento europeu do ecodesign, e mexe com um dos segredos mais incómodos da moda. Destruir vestuário e calçado novos por vender, pura e simplesmente. A obrigação aplica-se para já às grandes empresas…

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Gráfico de barras com os preços médios do gasóleo e da gasolina antes e depois da subida de 20 de julho
Negócios 19 de julho de 2026

O gasóleo sobe 13,5 cêntimos já esta segunda-feira — o maior salto do ano

Os combustíveis sobem a 20 de julho: gasóleo +13,5 cêntimos para perto de 1,99 euros e gasolina +6,5 para cerca de 1,98. A culpa é da escalada no Médio Oriente — e o ISP pode mexer.

Se costuma atestar à segunda-feira, talvez valha a pena passar pela bomba ainda hoje. O gasóleo simples sobe cerca de 13,5 cêntimos por litro a partir de 20 de julho e a gasolina 95 sobe 6,5 cêntimos — a maior atualização semanal do ano, segundo as previsões avançadas pelo ACP com base nas cotações internacionais. Num depósito de 50 litros a gasóleo, são quase sete euros a mais de uma semana para a outra. O litro de gasóleo simples deve passar a custar,…

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Dario Amodei, cofundador e CEO da Anthropic, em palco na conferência TechCrunch Disrupt
Negócios 19 de julho de 2026

A Anthropic prepara-se para chegar à bolsa já em outubro — antes da OpenAI

A Anthropic, dona do Claude, tem bancos a marcar reuniões com investidores para um IPO que pode acontecer já em outubro, à frente da OpenAI.

A corrida das gigantes da inteligência artificial à bolsa tem um favorito novo. A Anthropic, a empresa por trás dos modelos Claude, já tem os bancos a agendar reuniões entre investidores e a sua equipa executiva, o passo clássico que antecede uma estreia em bolsa — e, segundo a imprensa financeira norte-americana, o IPO pode acontecer já em outubro. Nenhuma data está fechada, mas o calendário aponta para o outono: a empresa entregou o registo confidencial…

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Vista da baía e da linha de arranha-céus de Luanda, capital de Angola
Negócios 18 de julho de 2026

O investimento angolano em Portugal quase duplicou — e já vale mais do que o português em Angola

O stock de investimento direto de Angola em Portugal atingiu 4.525,7 milhões de euros no final de 2025, mais 152% do que em 2021, e supera em 2.115 milhões o investimento português em Angola.

Durante décadas, a história contou-se sempre no mesmo sentido: empresas portuguesas a investir em Angola. Os números do Banco de Portugal mostram que a corrente inverteu — o stock de investimento direto angolano em Portugal chegou aos 4.525,7 milhões de euros no final de 2025, e já ultrapassa em 2.115 milhões o valor que as empresas portuguesas têm aplicado em Angola. Os tais 4,5 mil milhões de euros representam um salto de 50,9% num só ano e de 152% face…

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Tim Cook, presidente executivo da Apple, sorridente numa reunião na Comissão Europeia
Negócios 18 de julho de 2026

A Apple voltou a valer mais do que a Nvidia — e caminha para os 5 biliões

A Apple ultrapassou a Nvidia e voltou a ser a empresa mais valiosa do mundo, com 4,88 biliões de dólares de capitalização, pela primeira vez desde abril de 2025.

A Apple fechou a sexta-feira como a empresa mais valiosa do mundo, com uma capitalização de 4,88 biliões de dólares — ligeiramente acima dos cerca de 4,86 biliões da Nvidia, que caiu 3,5% na sessão. É a primeira vez desde abril de 2025 que a maçã recupera o trono, e a fasquia simbólica seguinte já se vê daqui: os 5 biliões. Menos por magia própria e mais por uma rotação em curso em Wall Street. Depois de anos a premiar quem vende as pás da corrida ao ouro…

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A sede do Fundo Monetário Internacional em Washington
Negócios 17 de julho de 2026

O FMI deu boa nota aos bancos portugueses — e as PME podem sentir o aperto

A avaliação do FMI ao sistema financeiro português (FSAP) confirma bancos sólidos, mas aponta a exposição ao imobiliário e à dívida. Consultores avisam que o crédito às PME fica mais exigente.

Boa notícia primeiro: o exame mais exigente que existe ao sistema financeiro nacional deu positivo. O relatório do FSAP, o programa de avaliação do setor financeiro do FMI divulgado esta sexta-feira pelo Banco de Portugal, conclui que os bancos portugueses aguentaram bem os últimos anos — pandemia, subida das taxas de juro, instabilidade geopolítica — com capital, liquidez e rendibilidade em níveis adequados. Duas vulnerabilidades, e nenhuma delas é…

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