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Painéis da Central Solar Fotovoltaica de Amareleja, em Moura, no Alentejo
Negócios 3 de agosto de 2026

Pela primeira vez, o solar foi a maior fonte de eletricidade em Portugal

Os dados da REN relativos a julho colocam a fotovoltaica em 19% do consumo, à frente da hídrica e da eólica. As renováveis no seu conjunto garantiram 53% da eletricidade consumida no país.

Aconteceu em julho e é a primeira vez. A energia solar foi a maior fonte de produção de eletricidade em Portugal, ao assegurar 19% do consumo elétrico do mês, segundo os dados divulgados hoje pela Redes Energéticas Nacionais.

A hídrica ficou em 16% e a eólica em 13%, com a biomassa a somar 5%. No conjunto, as renováveis garantiram 53% da eletricidade consumida no país. A produção não renovável abasteceu 13% do consumo e os restantes 34% vieram de importações.

O detalhe que explica o mês

Os índices de produtibilidade contam parte da história. Em julho, o índice solar foi de 0,89, o hídrico 1,26 e o eólico 0,71. Ou seja, o vento correu abaixo do normal e a água correu acima. O sol, esse, ficou ligeiramente abaixo da média histórica e ainda assim chegou ao primeiro lugar, o que diz muito sobre quanta capacidade fotovoltaica foi instalada nos últimos anos.

No acumulado dos primeiros sete meses do ano o retrato é diferente. As renováveis asseguraram 68% do consumo, com a hídrica em 27%, a eólica em 24%, a fotovoltaica em 12% e a biomassa em 5%. A liderança de julho é, para já, um mês, não uma tendência consolidada.

O consumo continua a subir

A eletricidade consumida em julho cresceu 3% face ao mesmo mês do ano passado, ou 1,8% depois de corrigidos os efeitos da temperatura e do número de dias úteis. Nos sete primeiros meses do ano, a subida foi de 3,5%, ou 3,1% com a mesma correção.

No gás natural o movimento foi ao contrário. O consumo caiu 7,3% em julho, puxado por uma redução de 20% no segmento da produção de eletricidade, enquanto o segmento convencional cresceu uns residuais 0,1%. Durante o mês, o terminal de GNL de Sines assegurou a totalidade do abastecimento nacional, com cerca de dois terços do gás importado a vir da Nigéria e o restante dos Estados Unidos.

O número de julho encaixa num percurso mais longo, o mesmo que já tinha colocado Portugal como o quarto país da UE com mais eletricidade renovável. Os boletins mensais completos são publicados pela REN.

Por Beatriz Mota

Imagem: Vitor Oliveira / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Gráfico de barras com as dormidas em Portugal em junho de 2026: 8,1 milhões no total, 5,7 milhões de estrangeiros e 2,5 milhões de residentes
Negócios 3 de agosto de 2026

Os estrangeiros dormiram menos noites em Portugal em junho. Foi a primeira quebra em oito meses

As dormidas de não residentes caíram 0,6% em junho, segundo as estimativas rápidas do INE, e só o mercado interno segurou o total. As receitas subiram 4,7%, para 786,6 milhões de euros.

Durante oito meses seguidos, a resposta foi sempre a mesma: mais turistas estrangeiros, mais noites, mais dinheiro. Em junho, uma das três partes deixou de crescer. As dormidas de não residentes caíram 0,6% face a junho de 2025, segundo as estimativas rápidas do INE, e puseram fim a uma série que começara em outubro. Não é um colapso. Foram 5,7 milhões de noites de estrangeiros num total de 8,1 milhões, e o total até subiu 0,7%, porque o mercado interno…

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Fachada de uma agência do Banco BPI em Lisboa
Negócios 2 de agosto de 2026

O BPI lucrou 239 milhões no semestre, menos 13%, e a explicação está na letra pequena

O Banco BPI fechou o primeiro semestre de 2026 com 239 milhões de euros de lucro, uma queda de 13%. O crédito cresceu 8% — a descida vem de efeitos não recorrentes.

O BPI ganhou 239 milhões de euros nos primeiros seis meses de 2026. É menos 13% do que no ano passado, o que soa mal até se ir ver de onde vem a diferença — e a diferença não vem do negócio. São 35 milhões de euros a menos, e há dois efeitos pontuais que explicam quase tudo. No primeiro semestre de 2025, o banco tinha registado um ganho de 18 milhões com a reversão de contribuições do adicional de solidariedade sobre o sector bancário pagas em anos…

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Barras de ouro
Negócios 2 de agosto de 2026

Mercados em acompanhamento: ouro, Fed, petróleo e bolsas

O nosso acompanhamento contínuo dos mercados que mexem com as poupanças em Portugal — ouro, decisões da Fed e do BCE, petróleo e bolsas. Atualizado a cada novidade.

Este é o nosso acompanhamento contínuo dos mercados que mexem com as poupanças em Portugal. Em vez de um artigo novo por cada oscilação, atualizamos esta página sempre que há algo que interessa: ouro, decisões da Reserva Federal e do Banco Central Europeu, petróleo e as principais bolsas. Para o contexto de fundo sobre a economia portuguesa, veja o nosso balanço de meio de ano. Os dados oficiais estão no Banco de Portugal.

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Posto de carregamento da rede MOBI.E num parque de estacionamento em Portugal, com um carro estacionado ao lado
Negócios 2 de agosto de 2026

Os carros elétricos já são um quarto do mercado português e o gasóleo está a desaparecer

No primeiro semestre de 2026 venderam-se mais de 33 mil carros elétricos em Portugal, uma subida de 33,4%. Os 100% elétricos ficaram com 25,3% do mercado e as energias alternativas já valem 74,2% das matrículas.

Quem ainda fala do carro elétrico como uma excentricidade de vizinho está com os números de há três anos. No primeiro semestre de 2026 venderam-se em Portugal mais de 33 mil veículos elétricos, mais 33,4% do que no mesmo período de 2025, e os 100% elétricos fecharam o semestre com 25,3% do mercado. Em junho isolado, foram 28,7% de todas as vendas de ligeiros de passageiros. O mercado inteiro também cresceu: 157.943 veículos novos no semestre, uma subida…

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Gráfico de barras do lucro semestral da Semapa: 570 milhões com a Secil, 90 milhões em 2025 e 54 milhões sem a Secil
Negócios 1 de agosto de 2026

A Semapa lucrou 570 milhões, mas 516 milhões vieram de vender a Secil

O resultado da Semapa no primeiro semestre multiplicou-se por seis, para 570,1 milhões de euros. Tirando a mais-valia da venda da Secil, sobram 53,9 milhões — menos do que há um ano.

Há resultados que precisam de ser lidos duas vezes, e este é um deles. 570,1 milhões de euros de resultado líquido atribuível aos acionistas, contra 89,5 milhões no mesmo período do ano passado. É mais de seis vezes, o género de salto que normalmente faz uma ação disparar e um comunicado ficar em maiúsculas. Só que 516,2 milhões desse valor são uma mais-valia contabilística, ainda provisória, gerada pela venda da Secil à espanhola Cementos Molins. Ou…

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Gráfico do saldo das contas do Estado no primeiro semestre de 2025 e 2026
Negócios 31 de julho de 2026

O Estado voltou ao défice até junho, e a culpa é sobretudo das dívidas do SNS

As contas públicas fecharam o primeiro semestre de 2026 com um défice de 213 milhões de euros, depois de um excedente de mais de dois mil milhões no ano passado.

As contas do Estado fecharam o primeiro semestre no vermelho: 212,6 milhões de euros de défice até junho. Não é um número que assuste sozinho, mas é uma inversão e tanto, porque no mesmo período do ano passado havia um excedente de mais de dois mil milhões. Entre um ponto e outro há uma diferença de 2.230 milhões de euros. Por causa de duas contas que o Estado decidiu pagar de uma vez. A primeira, e a maior, foi a liquidação de dívidas antigas do Serviço…

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Edifício da Caixa Geral de Depósitos no Porto, visto da rua
Negócios 31 de julho de 2026

A CGD vai vender o banco que tem no Brasil e ficar a olhar só para Portugal

O Conselho de Ministros escolheu a MD Capital como compradora da totalidade do Banco Caixa Geral - Brasil. A Caixa fica com foco no crédito à habitação e no financiamento às PME cá dentro.

A Caixa Geral de Depósitos está a fechar mais um capítulo da sua vida fora de portas. O Conselho de Ministros aprovou na quinta-feira uma resolução que escolhe a MD Capital como proponente vencedora para comprar a totalidade do capital do Banco Caixa Geral - Brasil. A MD Capital Ltda, seleccionada no âmbito do processo de alienação da participação que a Caixa detinha na operação brasileira. O comunicado do Governo não avança valores, e enquanto não houver…

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Gráfico de barras da inflação homóloga em julho de 2026: energia 8,7%, alimentares frescos 3,7%, total 3,0% e subjacente 2,6%
Negócios 31 de julho de 2026

A inflação abrandou para 3% em julho, mas a energia continua a subir 8,7%

A estimativa rápida do INE aponta uma inflação homóloga de 3,0% em julho, menos duas décimas do que em junho. A energia continua a ser o travão, e a inflação subjacente até subiu.

A inflação em Portugal abrandou para 3,0% em julho. É a estimativa rápida do INE, divulgada esta sexta-feira, e representa uma descida de duas décimas face aos 3,2% de junho. Antes de qualquer festejo, convém olhar para o que está por baixo do número. O índice de preços no consumidor subiu 3,0% em termos homólogos, ou seja, face a julho do ano passado. Comparado com o mês anterior, os preços até desceram 0,5%, muito por conta dos saldos e da sazonalidade…

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Entrada da fábrica da BMW em Munique
Negócios 31 de julho de 2026

A BMW vai cortar até 8.000 empregos e ninguém na Alemanha ficou surpreendido

O programa de saídas voluntárias da BMW arranca em outubro e vai até ao fim de 2027. As fábricas ficam de fora, o corte é na administração, e a poupança prevista é de mil milhões por ano.

A BMW confirmou um programa de saídas voluntárias que pode levar até 8.000 pessoas a sair da empresa, negociado com os representantes dos trabalhadores. Arranca em outubro e prolonga-se até ao final de 2027. Não há despedimentos obrigatórios e as fábricas ficam praticamente intocadas: o corte concentra-se na administração e nas áreas de desenvolvimento. Porque as contas do futuro não batem certo. A marca conta poupar cerca de mil milhões de euros por ano…

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Sede da EDP em Lisboa, com a estrutura de lâminas verticais da fachada
Negócios 30 de julho de 2026

A EDP lucrou 732 milhões no primeiro semestre e foram as renováveis e as redes a puxar

A EDP fechou o primeiro semestre de 2026 com 732 milhões de euros de lucro, mais 3% do que há um ano, com o EBITDA recorrente a subir 5% para 2,73 mil milhões.

732 milhões de euros, uma subida de 3% face ao mesmo período do ano passado. O EBITDA recorrente, que é a métrica que os analistas olham primeiro porque limpa o ruído das operações pontuais, cresceu 5% para 2,73 mil milhões de euros. Não é um semestre espetacular, mas é um semestre com a direção certa, o que num ano em que a eletricidade andou barata já vale bastante. Porque a empresa vive cada vez menos de vender eletricidade e cada vez mais de…

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Arco da Rua Augusta, na Baixa de Lisboa, iluminado ao fim do dia
Negócios 30 de julho de 2026

A economia portuguesa terá voltado a crescer no segundo trimestre, depois de um arranque de ano parado

O barómetro CIP/ISEG aponta para um crescimento de 0,4% em cadeia no segundo trimestre de 2026, cerca de 2% em termos homólogos, com a confiança empresarial a melhorar.

A economia portuguesa deverá ter crescido 0,4% no segundo trimestre face aos três meses anteriores, cerca de 2% em termos homólogos. É a estimativa do barómetro conjunto da CIP e do ISEG, divulgada esta semana, e chega antes do número oficial do INE — mas dá o tom. Falamos de 0,4% em cadeia, o que soa modesto até se lembrar de onde vem. O primeiro trimestre do ano ficou em zero — crescimento nenhum de janeiro a março, apesar de uma variação homóloga de…

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Um Airbus A321neo da TAP Air Portugal em aproximação final, com trem de aterragem em baixo
Negócios 29 de julho de 2026

A TAP recebe hoje as propostas finais e só a Air France-KLM e a Lufthansa estão na corrida

Termina a 29 de julho o prazo para as propostas vinculativas pela privatização de 49,9% da TAP. Ficam dois candidatos, a Parpública analisa em agosto e a decisão do Governo chega no início de setembro.

Hoje é o dia em que a privatização da TAP deixa de ser conversa e passa a ser papel assinado. Termina esta quarta-feira o prazo para a entrega das propostas vinculativas pelos 49,9% do capital que o Estado decidiu vender, e só sobraram dois nomes em cima da mesa: a Air France-KLM e a Lufthansa. Vinculativa quer dizer exatamente o que parece. Já não são intenções nem cenários — é um preço e um compromisso a que o candidato fica preso. Não é hoje. Entregues…

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Vista panorâmica do Parque das Nações, em Lisboa
Negócios 28 de julho de 2026

A economia portuguesa abranda este ano e 2027 quase não a levanta, avisa o Fórum para a Competitividade

O Fórum para a Competitividade prevê um crescimento de 1,7% a 1,9% em 2026 e de 1,8% a 2% em 2027, e aponta o dedo às fragilidades estruturais da economia portuguesa.

A economia portuguesa vai crescer este ano menos do que cresceu no ano passado, e o ano seguinte também não traz nenhuma reviravolta. É esse o retrato do Fórum para a Competitividade, e o incómodo não está no número deste ano, está no do próximo. Entre 1,7% e 1,9%, depois de 1,9% em 2025. Uma travagem modesta, portanto. O problema é 2027: a previsão aponta para 1,8% a 2%, ou seja, praticamente o mesmo. Ou seja, isto não é um solavanco de um ano com…

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Logótipo da Galp
Negócios 28 de julho de 2026

A Galp lucrou 812 milhões até junho e ainda vai aumentar o dividendo

O lucro da Galp subiu 44% para 812 milhões de euros no primeiro semestre de 2026, com mais produção no Brasil e um Brent 28% mais caro. O dividendo sobe para 70 cêntimos.

Há semestres em que uma empresa trabalha muito e ganha pouco. Este não foi um desses para a Galp. 812 milhões de euros, mais 44% do que no mesmo período do ano passado. A explicação tem duas pernas. A primeira é a produção no Brasil, que cresceu 17%. A segunda é o preço: o Brent valorizou 28% num semestre em que o conflito no Médio Oriente não deu tréguas ao mercado, o mesmo movimento que empurrou o barril acima dos 100 dólares e encareceu a gasolina cá…

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