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Vista aérea das unidades de arrefecimento no telhado de um grande centro de dados
Tecnologia 30 de julho de 2026

As gigafábricas de IA da Europa já têm concurso aberto, e Portugal entra na corrida com Sines

A Comissão Europeia formalizou o concurso para sete gigafábricas de inteligência artificial, com cerca de 30 mil milhões de euros em jogo. Portugal cofinancia e aposta numa candidatura ibérica ancorada em Sines.

Depois de meses de conversa, a Europa passou finalmente ao papel selado. A Comissão Europeia formalizou o concurso para a construção de sete gigafábricas de inteligência artificial no continente, uma operação que se estima mobilizar qualquer coisa como 30 mil milhões de euros. E Portugal não está a ver isto da bancada.

O que é uma gigafábrica de IA?

É a versão europeia do músculo. Falamos de centros de computação de escala industrial, com dezenas de milhares de chips especializados a trabalhar em conjunto, pensados para treinar modelos de inteligência artificial em vez de simplesmente os correr. É a peça que a Europa não tem e sem a qual as suas empresas continuam a alugar capacidade a americanos e chineses. A informação oficial do programa está na estratégia digital da Comissão Europeia.

Como funciona o concurso?

Está dividido em dois lotes, cada um com duas fases, e é cofinanciado por 18 Estados-membros, Portugal incluído. O desenho é deliberadamente faseado: primeiro filtram-se as candidaturas sérias, depois vai-se ao pormenor do dinheiro privado que cada consórcio consegue trazer à mesa. A conta dos 30 mil milhões não é um cheque de Bruxelas, é o investimento total que se espera mobilizar entre fundos públicos e privados.

Onde entra Portugal?

Numa candidatura ibérica feita com Espanha, que prevê a infraestrutura repartida ao meio entre os dois países. Do lado português, a localização escolhida é Sines, o que faz sentido para quem tem seguido o dossiê: é lá que chega o cabo submarino, é lá que há terreno, energia e ligação atlântica. O Governo aprovou em junho uma dotação de 200 milhões de euros para reforçar essa candidatura.

Nada disto aparece do nada. Encaixa no plano de 400 milhões que Portugal montou para a inteligência artificial e na decisão de espalhar novas zonas industriais para data centers pelo país, em vez de concentrar tudo à volta de Lisboa.

Falta a parte difícil, que é ganhar. São sete gigafábricas para um continente inteiro e a fila de candidatos vai ser comprida, com países que chegam com bolsos maiores e ecossistemas mais densos. A vantagem ibérica é a mais aborrecida e a mais decisiva ao mesmo tempo: energia renovável barata e abundante, que é exatamente aquilo de que estas máquinas mais precisam.

Por Oliver Grant

Imagem: Rsparks3 / Wikimedia Commons (CC0)

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Tecnologia 31 de julho de 2026

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Tecnologia 31 de julho de 2026

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Fila de postos Supercharger da Tesla num parque de estacionamento em França
Tecnologia 31 de julho de 2026

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A Tesla tornou gratuitos os carregamentos em cinco estações da região de Bordéus e em quatro em Espanha, das zonas evacuadas pelos fogos. A medida vale pelo menos até 5 de agosto.

Quem foge de um incêndio raramente tem tempo para pensar em bateria. É esse o buraco que a Tesla decidiu tapar: desde a meia-noite de 29 de julho, os carregamentos são gratuitos em cinco Superchargers da região de Bordéus — Arès, Bègles, Biganos, Bordeaux-Lac e Mérignac — e a medida mantém-se pelo menos até 5 de agosto. Em França, nos cinco postos acima, todos dentro ou à volta do perímetro das evacuações da Gironda. Em Espanha, a marca activou a mesma…

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Pioneer Building, em San Francisco, sede da OpenAI
Tecnologia 30 de julho de 2026

Mais de mil trabalhadores da OpenAI, da Google e da Meta assinaram uma carta a pedir um travão à IA

A carta Pacing the Frontier, assinada por mais de 1.100 trabalhadores de laboratórios de IA, pede a Washington que construa as ferramentas para um abrandamento coordenado e verificável.

Quem constrói as máquinas anda a pedir um travão. Uma carta aberta que começou a circular a 28 de julho já leva mais de 1.100 assinaturas de trabalhadores da OpenAI, da Anthropic, da Google e da Meta, e pede ao governo dos Estados Unidos que ajude a montar aquilo a que chamam um mecanismo de ritmo para a inteligência artificial. Não pede que se desligue nada amanhã. Pede infraestrutura: as ferramentas técnicas e as regras de governação que tornariam…

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Tim Cook, presidente executivo da Apple
Tecnologia 29 de julho de 2026

Tim Cook deixa a liderança da Apple e John Ternus assume a 1 de setembro

Tim Cook deixa de ser CEO da Apple a 1 de setembro e passa a presidente executivo do conselho. O novo CEO é John Ternus, o engenheiro que há 25 anos desenha o hardware da casa.

Estava no ar há meses e agora tem data. A Apple confirmou na segunda-feira que Tim Cook deixa o cargo de presidente executivo a 1 de setembro, ao fim de quinze anos a comandar a empresa mais vigiada do mundo. Não vai para casa: passa a presidente executivo do conselho de administração. Quem se senta na cadeira principal é John Ternus. A empresa fez questão de dizer que isto não foi um sobressalto. Descreveu a mudança como o resultado de um processo de…

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A torre da sede da ASML em Veldhoven, nos Países Baixos, vista de fora
Tecnologia 29 de julho de 2026

A China já está a fabricar as suas próprias máquinas de litografia e é a Europa que fica mais nervosa

Pequim arrancou com produção em escala de máquinas de litografia DUV por imersão, o equipamento onde a holandesa ASML manda. Um relatório financiado pela UE fala num futuro sombrio para os chips europeus.

Durante anos, a resposta curta para explicar porque é que a China não conseguia fabricar chips de topo cabia numa palavra: litografia. É a máquina que desenha os circuitos no silício, custa dezenas de milhões, e o mundo praticamente inteiro compra-a à holandesa ASML. Sem ela não há fábrica que valha. Essa resposta curta acaba de ficar mais complicada. A China começou este ano a produzir em escala máquinas nacionais de litografia DUV por imersão — não são…

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Dario Amodei, cofundador e CEO da Anthropic, numa conferência de tecnologia
Tecnologia 28 de julho de 2026

A Anthropic lançou o Claude Opus 5 a metade do preço do modelo topo, e isso mexe com quem paga a fatura

O novo modelo da Anthropic chegou a 24 de julho com preços de 5 dólares por milhão de tokens de entrada e 25 de saída, cerca de metade do Claude Fable 5. Entra como modelo por defeito no plano Max.

A Anthropic apresentou a 24 de julho o Claude Opus 5, e o argumento não é a inteligência bruta — é a fatura. O modelo custa 5 dólares por milhão de tokens de entrada e 25 por milhão de saída, cerca de metade do que se paga pelo Claude Fable 5, o topo de gama lançado em junho. O Opus 5 substitui o Opus 4.8, de maio, e a empresa descreve-o como mais eficiente e mais capaz de verificar o próprio trabalho — de corrigir o rumo a meio de uma tarefa em vez de…

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Vista aérea do porto e da baía de Sines, no litoral alentejano
Tecnologia 28 de julho de 2026

O cabo Nuvem da Google já chegou a Sines e liga Portugal aos Estados Unidos por baixo do mar

O cabo submarino Nuvem, da Google, aterrou em Sines. São cerca de 7.000 quilómetros de fibra até à Carolina do Sul, com passagem pelos Açores e pelas Bermudas, e a MEO entrou como parceira nacional.

Há um cabo novo enterrado na areia de Sines e quase ninguém deu por ele. Chama-se Nuvem, é da Google, e acabou de fazer a parte mais difícil do percurso: atravessar o Atlântico e aterrar em solo português. É um cabo submarino de fibra ótica com cerca de 7.000 quilómetros, anunciado em 2023 e agora finalmente ligado do lado de cá. Leva 16 pares de fibra e foi desenhado para transportar até 384 terabits por segundo, o que em linguagem de sala de estar dá…

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Sede da Nvidia em Santa Clara, na Califórnia
Tecnologia 28 de julho de 2026

A Nvidia está a negociar 250 mil milhões de dólares para pôr a OpenAI num data center no Ohio

A Nvidia negoceia garantir mais de 250 mil milhões de dólares no arrendamento e construção de um campus de 10 gigawatts em Piketon, no Ohio, para a OpenAI.

Os números da inteligência artificial deixaram há muito de caber numa folha de cálculo normal. A Nvidia está em conversações para garantir mais de 250 mil milhões de dólares de financiamento a favor da OpenAI, e o dinheiro serve para uma coisa só: um data center. Não são chips. A garantia em discussão cobre o arrendamento e a construção do campus, ficando o custo dos processadores de fora. Há, em paralelo, conversas separadas sobre ajudar a financiar a…

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Jensen Huang, presidente da Nvidia, a gesticular durante uma apresentação, com o logótipo da empresa ao fundo
Tecnologia 26 de julho de 2026

Jensen Huang estreou-se no X só para dizer que a América não pode fechar a IA

O presidente da Nvidia publicou o seu primeiro post no X com uma carta aberta a favor dos modelos de pesos abertos, assinada por 25 empresas. OpenAI e Anthropic ficaram de fora.

Há uma certa graça em alguém passar anos sem publicar uma única linha numa rede social e depois estrear-se com uma carta de política pública. Foi o que Jensen Huang fez na quinta-feira: o primeiro post de sempre do presidente da Nvidia no X não foi uma foto do escritório nem um agradecimento aos acionistas — foi um documento chamado Open Weights and American AI Leadership. Que os Estados Unidos precisam das duas coisas ao mesmo tempo. Huang defende que o…

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Um Ford Mustang Mach-E elétrico exposto num salão automóvel
Tecnologia 25 de julho de 2026

O Apple Maps vai guiar os Ford elétricos sem precisar do teu iPhone

A Apple e a Ford vão meter o Apple Maps dentro dos carros da nova plataforma elétrica, com chegada prevista para 2027. E o CarPlay continua a existir à parte.

Durante anos falou-se do carro da Apple. Afinal, a Apple decidiu que prefere ir no lugar do pendura: o Apple Maps vai passar a viver dentro dos carros da Ford, integrado de fábrica, sem depender do telemóvel que trazes no bolso. Vai fazer o trabalho todo de navegação. A Ford vai usar o kit de desenvolvimento MapKit for Automotive da Apple nos veículos construídos sobre a sua futura plataforma elétrica universal, o que dá direções passo a passo, indicações…

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Vista dos arranha-céus de Shinjuku, em Tóquio, ao fim do dia
Tecnologia 25 de julho de 2026

O Japão juntou 44 empresas num consórcio de IA soberana e apostou tudo nos robôs

Chama-se Noestra e reúne 44 empresas japonesas à volta da IA física e da robótica. O Japão perdeu a corrida dos grandes modelos e decidiu disputar outra.

O Japão olhou para a corrida dos grandes modelos de linguagem, viu os Estados Unidos e a China a quilómetros de distância, e fez o que faz melhor: mudou de pista. Quarenta e quatro empresas japonesas acabam de formar um consórcio de inteligência artificial soberana chamado Noestra, virado para a IA física e para a robótica. É inteligência artificial que não vive só dentro de um ecrã. São sistemas que percebem o que está à sua volta através de sensores,…

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Lisa Su, presidente executiva da AMD, a mostrar um processador em palco
Tecnologia 25 de julho de 2026

A AMD meteu 256 núcleos num só processador e chamou-lhe EPYC Venice

O novo EPYC Venice da AMD chega com até 256 núcleos, arquitetura Zen 6 e fabrico a 2 nanómetros. O que isto significa para os data centers e para a corrida com a Intel e a Nvidia.

Duzentos e cinquenta e seis núcleos. Num processador. É esse o número que a AMD levou para o palco do Advancing AI, em São Francisco, e é o tipo de número que só faz sentido quando se percebe para onde é que ele vai: para dentro de servidores que passam o dia a treinar e a servir modelos de inteligência artificial. É a nova geração de processadores da AMD para servidores, construída sobre a arquitetura Zen 6 e fabricada no processo de 2 nanómetros da…

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Edifício Berlaymont, sede da Comissão Europeia, em Bruxelas
Tecnologia 25 de julho de 2026

A Google levou 890 milhões de multa de Bruxelas e tem 60 dias para mudar a pesquisa

É a primeira grande multa aplicada ao abrigo do Digital Markets Act. Bruxelas acusa a Google de se favorecer na pesquisa e de travar alternativas na Play Store.

A Comissão Europeia multou a Google em 890 milhões de euros por violar o Digital Markets Act. É a primeira grande sanção aplicada ao abrigo desta lei e, em valor, ultrapassa tudo o que Bruxelas já tinha aplicado a Apple e Meta somadas. Por duas coisas, e a multa vem repartida entre elas. A maior fatia, 460 milhões, diz respeito à pesquisa: a Comissão concluiu que a Google favorecia os seus próprios serviços nos resultados, empurrando comparadores, hotéis…

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