EN
O edifício estalinista da Praça Kudrinskaya, em Moscovo, visto do exterior ao fim da tarde
Notícias 2 de agosto de 2026

Moscovo acordou com uma explosão num restaurante — três mortos e 21 feridos

Uma explosão provocada por um artefacto explosivo improvisado matou três pessoas e feriu 21 num restaurante na Praça Kudrinskaya, em Moscovo. As autoridades russas ainda não identificaram oficialmente a mulher que transportava o engenho.

Três pessoas morreram e 21 ficaram feridas numa explosão dentro de um restaurante na Praça Kudrinskaya, em Moscovo. As autoridades russas dizem que a detonação teve origem num artefacto explosivo improvisado, e que o engenho era transportado por uma mulher que até agora não foi oficialmente identificada.

A praça é um dos pontos mais reconhecíveis da cidade — fica dominada por um dos sete arranha-céus estalinistas que Moscovo construiu no pós-guerra, com restaurantes e escritórios no rés-do-chão e um trânsito constante. Uma explosão ali, a meio do dia, não passa despercebida a ninguém.

O que se sabe sobre a explosão em Moscovo?

Sabe-se o essencial e pouco mais: um engenho improvisado, um restaurante cheio, três mortos, 21 feridos. As imagens que circularam nas redes sociais mostram os estragos na fachada exterior do espaço. A investigação está a decorrer e as autoridades não atribuíram, para já, responsabilidade a nenhum grupo nem confirmaram se a mulher que transportava o artefacto o fez de forma deliberada.

Porque é que a identificação demora?

Nestes casos costuma demorar sempre. Uma detonação a curta distância dificulta a identificação imediata, e a comunicação oficial russa tende a ser lenta e parcelada em incidentes com esta natureza — primeiro sai o número de vítimas, depois a origem do engenho, e só muito mais tarde, se sair, o enquadramento. Vale a pena tratar as primeiras versões com cuidado.

O contexto ajuda a perceber a tensão: Moscovo tem registado incidentes de segurança com regularidade desde o início da guerra na Ucrânia, e a cidade já foi alvo de ataques com drones que obrigaram a fechar aeroportos. Este, porém, não é um ataque à distância — é um engenho levado a pé para dentro de um espaço público. As recomendações de viagem para a Rússia estão no portal do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Três mortos numa esplanada ao almoço não é uma estatística de guerra. É a guerra a entrar em sítios onde ninguém a esperava.

Por Marta Carneiro

Imagem: Юрий Д.К. / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Um javali adulto a caminhar numa encosta com vegetação na Serra do Caldeirão, no Algarve
Notícias 2 de agosto de 2026

Os javalis e os veados já provocam mais de mil acidentes por ano nas estradas portuguesas

As colisões com javalis, veados e outros ungulados nas estradas da Infraestruturas de Portugal passaram de menos de 20 por ano em 2015 para mais de 140 em 2025. No total do país já são mais de mil por ano.

Se conduz à noite por estradas do interior e já teve aquele susto de ver um vulto escuro atravessar à frente dos faróis, não foi azar seu. Foi estatística. As colisões com javalis, veados e outros ungulados nas estradas geridas pela Infraestruturas de Portugal passaram de menos de 20 por ano até 2015 para mais de 140 em 2025 — e no país inteiro, contando todas as estradas, já se ultrapassa o milhar de acidentes anuais. Os números da IP começam em 2010,…

Continuar a ler
Praia da Comporta, no litoral alentejano, com dunas e mar aberto
Notícias 1 de agosto de 2026

A cocaína deu à costa na Comporta — foram 2,1 toneladas e nem um único detido

A Polícia Marítima recolheu 2.100 quilos de cocaína no litoral alentejano a sul de Tróia, além de bidões de combustível. Não há detidos e a investigação passou para a Judiciária.

Há praias onde a coisa mais dramática que aparece na areia é uma alforreca. Na Comporta, esta semana, apareceram fardos. Duas mil e cem quilogramas de cocaína, ou seja, 2,1 toneladas, recolhidas pela Polícia Marítima ao longo de vários pontos do litoral alentejano a sul de Tróia. A operação não foi um golpe único: os fardos foram sendo detetados e recolhidos ao longo de dias, numa ação de patrulhamento e vigilância da linha de costa que contou com o apoio…

Continuar a ler
Gráfico de barras com a percentagem de trabalhadores que fazem 49 horas ou mais por semana: Grécia 12,4%, Chipre 10,4%, Portugal 9,2% e média da UE 6,6%
Notícias 1 de agosto de 2026

Portugal é dos países da UE onde mais gente trabalha 49 horas ou mais por semana

Cerca de 9,2% dos trabalhadores portugueses entre os 20 e os 64 anos fazem 49 horas ou mais por semana, contra 6,6% na média da UE. E a semana média em Portugal é de 37,4 horas.

A resposta curta: cerca de 9,2% dos trabalhadores portugueses dos 20 aos 64 anos fazem 49 horas ou mais por semana, contra 6,6% na média da União Europeia. Isso coloca Portugal no lote da frente de um ranking em que não é propriamente elogioso estar à frente. Pouco mais de nove em cada cem. É quase metade acima da média europeia, e coloca Portugal entre os quatro ou cinco países da UE com maior fatia de jornadas longas, consoante o ano e a fonte usada. À…

Continuar a ler
Fumarolas a libertar vapor na cratera da Solfatara, em Pozzuoli, dentro da caldeira vulcânica dos Campos Flégreos
Notícias 1 de agosto de 2026

Um sismo de 4,7 sacudiu Nápoles e os Campos Flégreos — foi o mais forte em 40 anos

O sismo de magnitude 4,7 nos Campos Flégreos deixou 21 feridos, obrigou a evacuar casas em Pozzuoli e parou comboios e ferries. Foi o mais forte na região em quatro décadas.

Às 19h49 de sexta-feira, o chão a oeste de Nápoles deu um safanão de magnitude 4,7 e a região percebeu logo que não era mais um dos tremores a que já se habituou. Foi o mais forte em quatro décadas, e o balanço ficou em 21 feridos, dois deles em estado grave, além de cerca de 18 famílias obrigadas a sair de casa. O epicentro ficou a uns três quilómetros de profundidade, entre Pozzuoli e Quarto, dentro da caldeira vulcânica dos Campos Flégreos — aquele…

Continuar a ler
Gráfico de barras com a área ardida em Portugal em 2026 por tipo de terreno: floresta 16.810 hectares, mato 12.092 e agrícola 1.788
Notícias 31 de julho de 2026

A área ardida em 2026 já passou os 30 mil hectares e é a terceira pior desde 2016

O balanço do ICNF até 15 de julho aponta 30.690 hectares ardidos e 4.975 fogos rurais. Viseu leva a pior fatia, o Porto tem mais ocorrências e a área ardida cresce 67% face à média de dez anos.

Trinta mil seiscentos e noventa hectares. É esse o número que o ICNF fecha para os primeiros seis meses e meio do ano, e chega para colocar 2026 como o terceiro pior ano de área ardida desde 2016 — o ano seguinte ao dos grandes incêndios que mudaram a forma como o país fala de fogo. Entre 1 de janeiro e 15 de julho arderam 30.690 hectares em 4.975 fogos rurais. O número de ocorrências é o quinto mais alto desde 2016; a área ardida é o terceiro. Comparando…

Continuar a ler
Ambulância amarela do INEM estacionada numa praça, com o número 112 visível na traseira
Notícias 31 de julho de 2026

O INEM muda de regras já a 1 de agosto e a direção passa a ter quatro pessoas

A nova lei orgânica do INEM entra em vigor a 1 de agosto: instituto público de regime especial, conselho diretivo alargado a quatro e porta aberta a acordos com privados.

A partir de sábado, o instituto que atende o 112 e manda as ambulâncias para a rua deixa de funcionar com as regras de 2012. A nova lei orgânica do INEM foi publicada a meio de julho e entra em vigor a 1 de agosto, e mexe em coisas que se notam mais por dentro do que na estrada — mas que definem quem decide o quê quando alguém liga a pedir socorro. Três coisas, essencialmente. O INEM passa a ser um instituto público de regime especial, com estatuto…

Continuar a ler
Um Airbus A320neo da TAP Air Portugal na pista
Notícias 31 de julho de 2026

Um voo da TAP para Bissau perdeu um motor e teve de voltar a Lisboa

O avião seguia para Bissau quando um dos motores perdeu pressão de óleo e foi desligado. A tripulação declarou PAN PAN e aterrou em segurança em Lisboa, sem feridos.

Descolou de Lisboa com destino a Bissau e, pouco depois, já estava a fazer meia-volta. Um Airbus A320neo da TAP perdeu a pressão de óleo num dos motores esta quinta-feira, a tripulação desligou-o ainda em subida e o avião regressou ao aeroporto de origem, onde aterrou em segurança às 14h30. Ninguém ficou ferido. É o segundo nível de alerta da aviação, logo abaixo do Mayday. Quando os pilotos dizem PAN PAN ao controlo de tráfego aéreo estão a avisar que…

Continuar a ler
Vista à distância da refinaria e do complexo industrial de Sines, junto ao mar
Notícias 30 de julho de 2026

As petrolíferas vão pagar uma contribuição sobre os lucros extraordinários de 2026

O Conselho de Ministros aprovou a Contribuição de Solidariedade Temporária sobre o Setor Petrolífero. Incide sobre a parte dos lucros que exceder a média de 2024 e 2025, e a receita vai para apoios e eficiência energética.

Com o petróleo a andar pelas alturas desde a primavera, era uma questão de tempo até alguém perguntar quem fica com a diferença. O Conselho de Ministros respondeu esta quinta-feira: aprovou uma proposta de lei que cria a Contribuição de Solidariedade Temporária sobre o Setor Petrolífero, uma taxa de caráter excecional sobre os lucros extraordinários das empresas de extração de petróleo bruto e de refinação obtidos em 2026. Não incide sobre todo o lucro, e…

Continuar a ler
Átrio da estação de metro do Cais do Sodré em Lisboa, com escadaria e passageiros junto às máquinas de bilhetes
Notícias 30 de julho de 2026

A estação do Cais do Sodré fecha de 8 a 26 de agosto e a linha Verde vai andar só até ao Baixa-Chiado

O Metro de Lisboa fecha a estação Cais do Sodré entre 8 e 26 de agosto para obras da futura linha Circular. A linha Verde circula entre Telheiras e Baixa-Chiado. Alternativas e reabertura.

Quem apanha o metro no Cais do Sodré tem 19 dias complicados à porta. A estação fecha ao público entre 8 e 26 de agosto e só reabre a 27, por causa dos trabalhos de sinalização ferroviária da futura linha Circular. Durante esse período a linha Verde passa a circular apenas entre Telheiras e Baixa-Chiado, nos dois sentidos. Isto é: acaba a viagem de metro direta até ao terminal fluvial do Cais do Sodré e até à Linha de Cascais, exatamente no mês em que…

Continuar a ler
Interior do terminal do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, com passageiros
Notícias 30 de julho de 2026

A PJ apanhou 61 quilos de cocaína no aeroporto de Lisboa e os suspeitos vieram de avião do Porto

Operação Escala Improvável: a Polícia Judiciária apreendeu 61 quilos de cocaína no aeroporto de Lisboa e deteve dois homens que voaram do Porto para chegar aos tapetes de bagagem.

Comprar um bilhete Porto-Lisboa para não sair da zona restrita do aeroporto é um plano com nome à altura: a Polícia Judiciária chamou-lhe Operação Escala Improvável. E deu no que se esperava — 61 quilos de cocaína apreendidos no Aeroporto Humberto Delgado e dois homens, de 35 e 54 anos, a aguardar o resto da investigação em prisão preventiva. A cocaína chegou dentro de duas malas, num voo vindo da República Dominicana. A ideia dos suspeitos, segundo a…

Continuar a ler
Vista geral da vila de Valpaços, no distrito de Vila Real
Notícias 30 de julho de 2026

O incêndio de Valpaços já saltou para Mirandela e continua a arder com centenas de operacionais no terreno

O incêndio de Valpaços passou o rio Rabaçal e chegou a Mirandela. Mais de 850 operacionais no terreno, pelo menos 21 casas atingidas e cinco feridos ligeiros.

O fogo que começou na terça-feira em Ervões, no concelho de Valpaços, ainda não deu tréguas. Atravessou o rio Rabaçal, entrou no concelho de Mirandela e esta manhã continuava em curso, com mais de 850 operacionais e perto de 270 viaturas a tentar fechá-lo pelas beiras. Depois de Valpaços, as chamas entraram em Mirandela pela zona de Bouças e chegaram às aldeias de Fradizela, São Pedro Velho e Vale de Telhas. Vale de Telhas chegou a ficar rodeada de fogo e…

Continuar a ler
Lançamento de um míssil de um sistema de defesa antiaérea Patriot durante um exercício militar
Notícias 29 de julho de 2026

O Irão disparou mísseis contra forças americanas, os EUA intercetaram-nos e o petróleo saltou 4%

Os EUA dizem ter intercetado mísseis balísticos lançados pelo Irão contra as suas forças no Médio Oriente, um dia depois de Washington anunciar uma pausa nos ataques. O Brent subiu mais de 4%.

Durou pouco mais de 24 horas. Um dia depois de Donald Trump ter anunciado que os Estados Unidos travavam os bombardeamentos ao Irão, os militares americanos dizem ter intercetado mísseis balísticos lançados por Teerão contra forças norte-americanas no Médio Oriente — uma tentativa de ataque-surpresa, na descrição de Washington. Segundo o relato americano, os mísseis foram detetados e abatidos antes de atingirem alvos, sem baixas reportadas do lado das…

Continuar a ler
O castelo de Kumamoto visto de baixo, com as muralhas de pedra em primeiro plano
Notícias 29 de julho de 2026

O sismo de 7,1 no Japão fez cair um centro comercial em Kumamoto e as réplicas ainda não pararam

Um sismo de magnitude 7,1 abalou a província de Kumamoto, no sul do Japão, na tarde de 28 de julho. Houve um morto, dezenas de feridos, casas derrubadas e um alerta de tsunami que durou pouco.

Eram quase quatro da tarde no Japão quando o chão de Kumamoto começou a mexer a sério. Um sismo de magnitude 7,1, com epicentro a apenas dez quilómetros de profundidade, sacudiu a província no sudoeste do país e deixou um rasto que as autoridades ainda estão a contar: pelo menos uma pessoa morreu quando a casa lhe caiu em cima, cerca de meia centena ficou ferida e houve gente presa nos escombros de um centro comercial em Kumamoto. Dez quilómetros é pouco.…

Continuar a ler
Aldeia de cabanas de colmo numa planície seca do Karamoja, no leste do Uganda, com montanhas ao fundo
Notícias 28 de julho de 2026

O Uganda começou a distribuir comida no Karamoja depois de 19 mortes por fome

O governo ugandês está a entregar 9,4 milhões de quilos de farinha de milho e feijão a quase 314 mil famílias no Karamoja, a região que a seca deixou sem colheitas.

Há regiões onde a chuva não falhar é a diferença entre um ano normal e um ano em que se conta mortos. O Karamoja, no nordeste do Uganda, acaba de ficar do lado errado dessa linha: a época das chuvas não deu o que devia, as culturas não vingaram e o governo ugandês está agora a distribuir comida de emergência porque já morreram pessoas de fome. O balanço oficial começou nas 16 mortes, quando a operação arrancou a 9 de julho, e subiu para 19 ao longo das…

Continuar a ler